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sexta-feira, 13 de junho de 2025

O Povo de Fafe saiu à rua no 25 de Abril

 Cravos. Militares. Carro de combate. Navio. História. Passado. Presente.

A festa saiu à rua e com ela as gentes engalanadas. Foi uma festa arrojada. Cada freguesia levou o melhor de si e sua caracterização e o povo estava lá, porque não há festa de Abril tão bonita como aquela em que o Povo esteja envolvido.

Mais uma vez se celebrou Abril. Mais uma vez se festejou a festa do Povo, porque o Povo estava lá. Os discursos podem até serem momentos de grande solenidade, num Teatro-Cinema tão elegante, mas pouco ou nada servem senão para marcar o momento, troca de galhardetes entre os partidos, umas condecorações e, obviamente, dar matéria aos jornais locais. Mas desta vez foi diferente, a envolvência do Povo nas celebrações trouxe outra vida às ruas. Aliás um povo que nunca deveria ter deixado as ruas desde o tempo em que as ‘Jornadas Literárias’ eram uma força maior da cidade.

‘O carro de Seidões ia muito bonito.’ Foram as palavras mais entusiastas que ouvi proferidas por alguém que não é de Seidões, mas foi à festa. E a descrição continuava: «Tinha os Presidentes da Junta que lá passaram e os livros da ‘nossa’ quarta classe…». Na verdade, este frase convenceu-nos. A festa apelou à memória coletiva, fez regredir no tempo, para tantos tempos duros, mas ao mesmo tempo os seus tempos de meninos, onde ainda estava tudo por descobrir.

Se os políticos que se pavoneiam de cravo ao peito ouvissem mais o Povo que sai à rua, provavelmente nunca deixariam acabar com o que é bem feito, só porque não é de sua autoria, mas criavam as melhores condições para que as Festas do Povo continuassem na Rua.

Ninguém quer saber de eleições neste momento!

 Somos mesmo um país que gosta de ser enganado. Sabemos que um indivíduo que vai para o Governo não pode exercer funções numa empresa que tinha antes de ser eleito, mas se esta for passada para terceiros, mesmo sabendo que ele estará sempre por perto, já está tudo bem…

Isto quer dizer que se a empresa da família do primeiro ministro tivesse sido passada na totalidade para os seus filhos, em vez de a deixar em nome da sua esposa, porque partilham os bens, não haveria problema, uma vez que não foi e o primeiro ministro continuava a usufruir porque é casado, já há problema. E se fizesse como tantos outros que se divorciam, por causa de dívidas ao fisco, mas continuam a ser eles os donos das empresas?

Com tudo isto não quero de modo algum defender o Primeiro Ministro, até considero que Montenegro é o grande culpado porque poderia ter solucionado o problema apresentando toda a documentação da empresa de forma clara e transparente, na verdade nem votei nele. Há uns anos a esta parte só voto em quem me oferece melhor qualidade de vida e, verdade seja dita, quer o PSD ou o PS nunca os via a lutar verdadeiramente pela carreira docente. Como um tipo depois dos 40 deixa de ser tão otário, quem não nos ajuda também não merece ajuda. Claro que tenho que reconhecer que Montenegro trouxe um Ministro da Educação com muita determinação e trouxe justiça aos professores, mas também outros ministros a outras classes, o que merece elogio pela maior tranquilidade social. Isto não é suficiente, muito menos chegará, basta olhar para a problemática das habitações que a todos nos deve preocupar, mas seria o ponto de partida para muitas outras medidas que poderiam melhorar a vida dos portugueses.

Voltando ao assunto inicial, não me parece transparente que alguém que vá para ministro tenha que deixar as suas empresas, mas seria bem mais justo que estas fossem obrigadas a declarar tudo o que entra e sai de modo a que se perceba se há benefícios especiais. Agora pensar que lá por não ter os seus nomes como gestores já está tudo claro, só porque passam as empresas para uns amigalhaços que servirão como testas de ferro, é caso para dizer: engana-me que eu gosto!

Marcelo, o Presidente avô difícil de imitar

 

Digam lá o que quiserem, mas nenhum dos potenciais candidatos conseguirá abraçar o país como Marcelo Rebelo de Sousa. Os mais radicais não gostam de Marcelo, mas também é normal, só gostam mesmo dos seus candidatos, mesmo que estes nunca tenham hipótese de lá chegar. Até me parecem os donos dos partidos, ou são eles ou mais ninguém está preparado para assumir seja qual for o cargo. Os pategos só servem mesmo para segurar na escada e colocar bandeirinhas!

O Professor esteve em todas as frentes. Sempre que o chamavam para uma comunicação, lá estava o professor de microfone em punho a falar com a plateia. Sim, falar, porque o Professor consegue dar a aula num ambiente completamente descontraído ainda que repleto de conhecimento e sabedoria.

A procura de imitar os seus passos é evidente. A comunicação jornalística. O lançamento da candidatura. A participação em atividades organizadas pela sociedade. Mas na essência, a simplicidade de Marcelo é impossível de imitar, porque esta é genuína e só quem é simples consegue estar com o povo. O povo sente, basta observar as suas caminhadas interrompidas pelas selfies ou os Encontros Nacionais de Juventude em que a saída do palco demorava tanto ou mais do que a comunicação porque toda a gente queria a selfie com o Presidente.

Mas não nos foquemos apenas no espetáculo mediático. Olhemos para os seus mandatos. Olhemos com atenção para os momentos em que as opções dos Governos de António Costa poderiam seguir tantos caminhos, mas Marcelo, o Presidente, estava lá para concordar ou para discordar e, neste último caso, com muita firmeza e a sua posição era tida em conta. Senti-me sempre confiante com Marcelo. Sei que estava lá alguém que me defendia quando as opções poderiam não ser as melhores para mim e os portugueses no geral. E nem me incomodou nada alguns momentos menos bons ou comunicações pouco refletidas, na verdade estava ali um Presidente que é tão humano que também tem falhas.

Entramos numa nova temporada. Há eleições a chegar e serão vários os candidatos. Mas nenhum terá mais a mesma força do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, porque ele foi firme, assertivo na maioria dos casos e, mais do que tudo, muito humano. Marcelo é uma espécie de avô de Portugal que quer que os seus netos estejam bem. Obrigado, Professor!

Em ano de eleições... Não perturbe, obrigado!

 Os fortes e importantes membros da irmandade perfilam-se nos melhores lugares. O reino é seu e de seus comparsas e todos que possam fazer sombra serão alvo de críticas até que o afastamento e a rejeição seja plena. Depois vem a necessidade dos resultados. É preciso contratar as melhores empresas de comunicação, mas não há dinheiro. É sempre isto de quatro em quatro anos.

Ano de eleições. A seguir à Páscoa, a máquina partidária vai arrepiar caminho e os lobos são lançados numa caça feroz à procura dos seus cordeiros. As aspirações de uns não são de outros, mas todos já perceberam que não se ganham eleições sozinhos. Este vai porque é de uma família grande. Aquele é quem consegue influenciar na sua associação. O outro até é ministro da comunhão. E esta é a catequista mais ativa na paróquia.

A elaboração das listas é mais ou menos assim. Sabemos porque a maior parte das pessoas estão nelas, mas não se conhecem as suas ideias, já para não falar em ideais, neste campo a conversa entrava em domínios filosóficos e aqui não há conhecimento para a confrontação. Se fosse sobre a última jornada do Benfica, até lá íamos, mas discutir política? São todos iguais…

A pobreza na composição das listas às juntas de freguesia reside precisamente na sua construção. As pessoas até podem ser excelentes, mas o seu envolvimento e sentido crítico é pouco trabalhado e todos perdem no final. Traçar um plano estratégico, estudar a sua aplicabilidade e orçamentá-lo é o pontapé de saída para a tão necessária transformação comunitária. Esta não precisa passar por uma alteração de toda a dinâmica, mas apresentar as linhas orientadoras que possam passar pela reorganização do espaço e melhorar a vida da população serão sempre os melhores princípios para quem quer mesmo contribuir para um ambiente feliz e promissor.

Em ano de eleições, não perturbem, por favor! Ou são efetivamente merecedores de confiança ou a nossa preocupação será apenas perceber se devemos dormir para um lado ou para o outro… E no momento em que isso não acontecer, a conversa será outra… 

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Câmara aprova 40 milhões para 2020


Uma Piscina, uma Zona Industrial… e uma Galeria de Arte!
Calma! Não se atropelem em críticas. Há mais coisas no plano da autarquia para o ano 2020. A maior parte delas são já conhecidas e terão a sua continuidade, mas estas são as que me saltaram mais à vista.
Se pensarmos na evolução das cidades, logo nos apercebemos que estamos mais perto de todo o lado. Hoje ir ao Porto não tem nada a ver como há 30 anos. Até Fafe era longe das suas aldeias. Ou se ia lá porque tínhamos aulas, às quartas por ser o dia da feira ou aos domingos passear, quanto mais não fosse até ao jardim do Calvário. Agora, somos capazes de ir à cidade mais do que uma vez por dia, mas também vamos para Guimarães ou Braga, sem nos chatear muito, pois as vias de comunicação assim o permitem.
Os tempos são outros e as obras já eram precisas para ontem.
Temos o privilégio de ter uma excelente nadadora que soma prémios atrás de prémios. Mas podemos ter mais. Basta criar as condições para que os nossos jovens possam praticar os mais variados desportos e, convenhamos, a atual piscina já está obsoleta para a modalidade. Ressalvo, no entanto, que tenho um carinho especial pelas nossas piscinas municipais. Foram muitas as vezes que lá recorri para umas belas braçadas, mas tudo tem o seu tempo…
No que toca à Zona Industrial, só me resta dizer, façam lá o que entenderem, só sei que o concelho está a perder investimento por não andar da perna… Felgueiras aproveita, não se preocupem…
Por último, a Galeria de Arte que poderá nascer nas antigas oficinas da estação dos caminhos-de-ferro. Bem, aqui a conversa é outra. Em tempos, tive a oportunidade de construir um projeto com uns amigos, Gil Soares e Leonel Castro, para apresentar ao Município: Aquisição de uma Locomotiva e um “Espaço de Memória’’ (através de uma exposição permanente referente ao comboio em Fafe), mas que contemplasse também “Atividades Educativas/Culturais” (Atividades lúdicas, Cursos livres, Workshops, Clubes culturais, artísticos e recreativos…) e um “Espaço de Artes” (Exposições temporárias com artistas locais, nacionais e internacionais; Parceria com outras entidades de modo a tornar-se uma extensão de atividades artísticas já existentes e que possam colocar Fafe na rota das artes).
Espero, sinceramente, que Fafe aproveite esta onda cosmopolita e europeísta e se abra de uma vez por todas ao mundo, pois só assim conseguirá interagir com um mundo em movimento e dar aos seus jovens a hipótese de alargar horizontes. 

terça-feira, 22 de outubro de 2019

E quem ganhou as eleições?


Os mesmos de sempre!
E vamos lá voltar à normalidade das nossas vidinhas. Acabou a campanha. As feiras serão menos concorridas, as televisões lá terão de voltar ao reality show e o facebook deixará de ter tanto insulto na defesa dos líderes partidários. Não têm nada a dizer sobre os preços exorbitantes que se paga na água ou no lixo, nem coragem têm para apontar os defeitos da rua onde vivem, mas para defender os tipos de Lisboa, aí até se põem em bicas de pé…
É claro que estive a olhar com atenção para os resultados que iam chegando. É também evidente que acompanhei as sondagens e, mais ainda, os discursos e debates dos principais partidos. Ter estudado Aristóteles dá-nos essa vontade analítica do discurso político. É uma espécie de jogo intelectual, não só nas temáticas selecionadas, mas também na construção frásica, no uso da acentuação própria, meticulosamente escolhida, para chegar bem firme no recetor.
Depois chega o mais prático da questão: quem ganhou afinal as eleições? Nada de novo! Nem PS, nem PSD, nem Bloco, nem PCP ou Verdes, Nem CDS… talvez os novos e não será por muito tempo. Quem ganhou foram os mesmos. Os mesmos de sempre. Os operários da maior empresa portuguesa subsidiada pelo dinheiro de todos nós, a Assembleia da República!
Foram eles. Os mesmos. Os mesmos nomes. Mandato após mandato.
É isto a que chamam de democracia portuguesa?
Prefiro a originária. A helénica. Onde todos participavam. Mas pronto, a abstenção continua a aumentar e não sabem como fazer? Eu, que até já encostei as chuteiras partidárias, deixo uma ideia que já lancei aos representantes dos principais partidos na Assembleia: “Qualquer cidadão, atingindo a maior idade, pode candidatar-se à Assembleia de Freguesia, assembleia Municipal, Câmara Municipal, Assembleia da República e/ou Parlamento Europeu mas, sendo eleito, só poderá exercer funções no mesmo órgão (Assembleia de Freguesia, Junta de Freguesia, Assembleia Municipal, Câmara Municipal, Deputado à Assembleia da República e Deputado ao Parlamento Europeu) até ao máximo de dois mandatos seguidos, sendo que poderá candidatar-se a órgãos que não esteve ligado. Após um período de nojo de um mandato, poderá voltar a candidatar-se a cargos já desempenhados”.
No final de tudo contadinho, ninguém saiu com a maioria e eu fiquei contente. As maiorias embrutecem… assim terão de ser mais humildes e negociar com outras forças partidárias. Também gostei que o PS ficasse refém do BE e/ou da CDU, pois só assim estarei certo que serão mesmo obrigados a olhar mais para as injustiças sociais.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Senhora de Antime continua com os Políticos aos seus pés


Há uns anos escrevi uma crónica sobre a Senhora de Antime. Todos sabemos que se trata de um momento importantíssimo nas celebrações religiosas de Fafe. As nossas casas, mesmo pertencendo a outras freguesias, são invadidas pela áurea da Senhora de Antime. É a mãe que vai sempre a acompanhar, as tias que vão ‘pagar a promessa’ e até as celebrações eucarísticas sofrem alterações aos horários.
Este ano, voltei a estar atento aos políticos. À sua atitude comportamental. Mas quando apareceram as primeiras fotos, o meu foco de visão atirou-se logo para a varanda da Câmara. Não estava lá ninguém. Depois apareceram outras e eis que aparecem os políticos fafenses, todos alinhadinhos, na escadaria.
Muito bem!
Até porque quem é mais importante é a Senhora de Antime. Sempre me fez muita confusão ver os políticos no pedestal do varandim como se fossem uns verdadeiros monarcas e a Senhora cá em baixo. Virada para eles. Como se Ela é que lhes estivesse a prestar uma homenagem.
Também nunca percebi por que é que os padres embarcavam nesta ‘palhaçada’.
Agora é diferente. Os políticos descem à rua e olham para cima. Podem até nem ter devoção e nem estar espiritualmente a venerar a ‘Senhora do Sol’, mas certamente que a sua atitude é bem mais merecedora de aplauso.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Resposta do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE)


Exmo. Senhor
Professor Pedro Sousa,

Em nome do Senhor Deputado Pedro Filipe Soares e do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, gostaria de agradecer a V. Exa. pelo envio da sua missiva e pelas explicações detalhadas referentes às sugestões nela inseridas.

Em resposta, informo que estas sugestões e contributos que V. Exa. fez referência na missiva farão parte da reflexão acerca do programa eleitoral do Bloco de Esquerda para as Eleições Legislativas de outubro do presente ano. 

Com os nossos melhores cumprimentos, subscrevo-me atentamente,

Karim Quintino
Assessor Parlamentar
Grupo Parlamentar
do Bloco de Esquerda

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Resposta de Nuno Magalhães (CDS-PP)

Ex.mo Senhor,
professor Pedro Sousa,

Pelo presente, acuso e agradeço o e-mail enviado e que mereceu a minha melhor atenção. O regime que propõe já existe para os órgãos executivos. Ou seja, para as câmaras municipais entendendo-se que nos órgãos meramente deliberativos e que são objecto de eleição directa como as assembleias municipais e a a da república tal limitação não deve ser aplicada (parlamento europeu é diferente pois são regras europeias). Não me choca o que propõe e que poderá merecer reflexão ainda que tenha algumas dúvidas. Em qualquer caso, tal medida exigiria uma revisão constitucional que não me parece momento para o fazer.
Agradeço a ideia e o e-mail enviado, apresento os meus melhores cumprimentos,
Nuno Magalhães

Resposta do Ganinete de Fernando Negrão (PSD)


Exmo. Senhor
Pedro Sousa

Encarrega-me o Senhor Presidente, Dr. Fernando Negrão, de acusar a recepção do mail infra e agradecer o seu contributo, o qual será dada a devida atenção.
Com os melhores cumprimentos

Mafalda Braz Teixeira

quarta-feira, 12 de junho de 2019

CARTA ABERTA A TODOS OS GRUPOS PARLAMENTARES / c.c. PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Exmo./a Sr./a
Presidente / Líder de Grupo Parlamentar
Eduardo Ferro Rodrigues (Presidente AR), Carlos César (PS), Fernando Negrão (PSD), Nuno Magalhães (CDS-PP),  Pedro Filipe Soares (BE), João Oliveira (PCP), Heloísa Apolónia (PEV), André Silva (PAN)

Assunto: Rotatividade nos cargos políticos em todos os quadrantes

Os meus cumprimentos.

Na sequência da enorme onda de abstenção nas últimas Eleições Europeias, verificamos que há uma atitude urgente que se impõe no sistema político português. Atirar a culpa para o desinteresse coletivo é a forma mais fácil para ‘sacudir a água do capote’ e continuar a ‘assobiar para o lado’ à espera que o milagre aconteça em nada dignificará a vossa prestação enquanto atores principais na política ativa.
Assim como um Professor não pode simplesmente dizer que o aluno é desinteressado e desmotivado, mas tem de encontrar estratégias para o motivar, estará mais do que na hora de perceber que há alterações que se impõem mais do que necessárias para voltar a credibilizar o dever cívico de cada cidadão de maior idade, conseguido através de muitas lutas e, infelizmente, derramamento de muito sangue e suor, o ato eleitoral.

Não alongando mais o discurso, acreditando que há bons e maus em toda a parte, importa perceber que a política precisa de uma crivagem rápida e eficaz e de dar oportunidade a todos os cidadãos. Neste sentido, deixo uma proposta para reflexão que pode ser tida em conta se existir essa vontade para levar não só mais pessoas às urnas mas também à envolvência nos próprios cargos políticos:

“Qualquer cidadão, atingindo a maior idade, pode candidatar-se à Assembleia de Freguesia, assembleia Municipal, Câmara Municipal, Assembleia da República e/ou Parlamento Europeu mas, sendo eleito, só poderá exercer funções no mesmo órgão (Assembleia de Freguesia, Junta de Freguesia, Assembleia Municipal, Câmara Municipal, Deputado à Assembleia da República e Deputado ao Parlamento Europeu) até ao máximo de dois mandatos seguidos, sendo que poderá candidatar-se a órgãos que não esteve ligado. Após um período de nojo de um mandato, poderá voltar a candidatar-se a cargos já desempenhados”.

Ou seja, um cidadão eleito para a Câmara Municipal, por exemplo, pode desempenhar funções de Presidente ou Vereador durante três mandatos, no final terá de deixar o cargo. Pode até candidatar-se à Assembleia da Freguesia, Assembleia Municipal, Assembleia da República ou Parlamento Europeu, mas nunca exercer funções no executivo Municipal durante os próximos quatro anos.

Estamos certos que esta fórmula possibilitará acabar com o carreirismo político, permitirá perceber quem está ao serviço da nação ou ‘para se servir’ e dará oportunidade a que um número maior de pessoas possa participar ativamente na vida política portuguesa. Sendo que uma maior diversidade se traduzirá na melhor qualidade de vida para os portugueses. Ideias novas. Ideias renovadas. Projetos equilibrados.

Agradecendo a melhor da V. atenção.
Fafe, 12 de Junho de 2019,
Pedro Sousa, Professor

sexta-feira, 24 de maio de 2019

E quem é mesmo o candidato de Fafe ao Parlamento Europeu?


Estar longe da terra não significa que não estejamos atentos ao que lá se passa, muito pelo contrário, as notícias são lidas com mais atenção, afinal é a forma de nos tornar mais perto da nossa terrinha.
Estes dias, dei por mim a fazer uma análise às publicações dos nossos conterrâneos sobre as eleições que se avizinham. Não vi nada de muito inovador. Os grandes comentadores facebookianos continuam a ser os mesmos de sempre. Alguns muito irritados com as notícias sobre os partidos adversários, outros em replicar as suas fotos ao lado dos políticos famosos e ninguém a ter o papel principal nestas eleições.
É claro que não podem ir todos. É claro que não há assim tantos lugares. E também é claro que Fafe não tem assim tanta força no panorama nacional.
Muitos estarão a pensar: ‘Candidata-te tu!’
E eu a pensar: ‘Vou já!’
Por muitas voltas e voltinhas, Fafe continuará a servir para abanar muitas bandeirinhas, quanto muito terá de apoiar os tais ‘mesmos de sempre’. E, ao que parece, não é apenas num partido…
Lá para Setembro ou mais para Outubro haverá novas eleições, por isso, vamos lá ver se desta vez há mais gente de Fafe nas listas, desta vez, ao Parlamento Português. O tal sítio dos deputados. O lugar preferido para encaminhar os filhos, irmãos, esposos…
E ainda, mais uma coisinha, vamos lá ver se os candidatos a deputados de Fafe terão um gabinete na sede dos seus partidos em Fafe para receber os seus concidadãos. Já que têm moradas em Fafe, também podem exercer por cá algum trabalho, não?
Talvez só assim se consiga aproximar mais a política aos cidadãos! Não basta dizer que são de Fafe durante a campanha e depois aquela atitude de ‘vejam lá se não fazem muito barulho que o senhor deputado está a descansar’.

Voto a favor. Voto contra. Voto a favor.


A política portuguesa bateu bem no fundo! Os deputados, os tais representantes (deles próprios ou, melhor, dos interesses corporativos que representam), os soberanos desta nação à beira mar plantada, andam a brincar às birras eleitorais e nós continuamos a pagar-lhes o ordenadozão como se nada fosse!
Pategos! Otários! Somos mesmo umas bestas-quadradas que nem as 100 chicotadas de outrora eram suficientes para nos fazerem perceber que só elegemos gente para nos complicar a vidinha.
O que adianta dizer que aquele grupo só está preocupado em defender os bancos da falência e os altos cargos em empresas que pagam milhões? Ou o perdão das dívidas aos ricalhaços? Ou o aumento de salários, mas só para aqueles que já ganham muito e podem pôr as suas vidas em causa?
O Governo insiste que a reposição do tempo de serviço dos Professores é dispendiosa e pode levar o país a um retrocesso financeiro. Depois é injusto não contabilizar para as outras classes profissionais… É claro que tudo isto é verdade. Mas onde estão os verdadeiros gestores?
Ora vamos lá raciocinar um bocadinho, mas vamos lá passar a coisa para laranjas. São precisas 800 laranjas para que todos possam ter o que é seu por direito. No bolo todo, o governo só tem 200 para distribuir. Faltam 600. Como se podem obter as que faltam?
Provavelmente deveriam começar pelas gorduras do próprio Estado. Cortar aos carros de luxo. Às viagens. Às comezainas. Reestruturar as instituições públicas que gastam milhões só porque os serviços estão obsoletos. Depois incentivar a um maior investimento. Ajudar a fazer dinheiro para que isso traga mais impostos. Aumentar o próprio salário mínimo. É uma vergonha o dinheiro pago a um trabalhador que passa 8 horas dentro de uma fábrica. Criem incentivos às empresas que paguem melhor. Ajudem-nas na exportação. Se um trabalhador ganha mais também vai pagar mais impostos. O estado só lucra com isso.
Estes últimos dias, no meio de tanta teatralidade, o que sobressaiu mais foi mesmo a triste figurinha dos atores envolvidos. Todos sabem que são precisas 800 laranjas. Só existem 200. Mas não se ouviu nem uma proposta para descobrir como fazer para conseguir as outras 600.
Estes políticos só sabem mesmo gerir o país com os impostos previamente estabelecidos. Não estaria na altura de traçar novas leis de incentivo ao crescimento e com isso todos beneficiassem?
Deixem de atribuir aos privados o que deveria ser de gestão pública (Escolas, Hospitais, Água e Luz…), rentabilizem os recursos que andam tantas vezes desperdiçados, e façam leis que proporcionem uma aposta das empresas nos seus trabalhadores e na sua produtividade.
Fazer bonito com o dinheiro dos outros é fácil! Mas fazer bem com projetos inovadores, já não é a mesma coisa!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Farto destes políticos. Cristina Ferreira tem razão!


«Mudar os salários mais baixos para as pessoas poderem apostar na formação e saber escolher (exigir) melhor! Mudar os políticos! Ai desculpem, não se podem mudar!!! Tem de ser da família... Tipo Monarquia: Família Soares, Família Alegre, Família Encarnação, Família Marques Mendes...
Um cidadão não deveria poder exercer um cargo político (ou pelo menos o mesmo) mais do que 2 mandatos seguidos! Aí sim, haveria cidadania e democracia a funcionar! Algo me diz que o Montenegro apareceu para ajudar a manter os tachos dos amigos de sempre, mas a coisa não lhe vai correr bem ou como pretende. O Rio, embora a precisar de arregaçar as mangas, corre firme entre as margens do Douro. Será?
Há mais lojas para além da rua Montenegro. Algumas ficam mais perto do Rio... E quem compra é o freguês.
O Rio que não caia no erro do Seguro, dar tacho aos do Costa, porque depois leva um chuto de verdade. Aposta nos teus. Abre a pestana ou quem se vai safar é mesmo o Santana.
            Publicava este texto há umas semanas, aquando das notícias sobre o ‘desafio de Montenegro a Rio’, e logo se apressavam a atirar-me pedras, desafiando-me a candidatar. Claro que é fácil dizer isto, sobretudo quando vem de quem tem vantagens familiares, mas o meu sobrenome não é descendente de nenhum senhor fulaninho, o que me obriga a ganhar currículo antes de qualquer aventura. Era uma coisa que gostava que acontecesse, apresentação dos currículos, provavelmente muitas surpresas iriam acontecer. Muitos políticos ficariam envergonhados quando os seus currículos fossem comparados com o dos cidadãos comuns.
Esta minha observação foi tomada tão a sério, que pelo facto de dizer que não era das tais famílias ‘da cunha’ me consideraram que sentia “complexo de inferioridade”. Vejam bem…
O problema é precisamente o contrário: sinto-me com muita garra por nascer numa família humilde e me ter possibilitado estudar e concluir 2 licenciaturas, 1 Pós-Graduação e 1 Mestrado, todos eles na Universidade de Coimbra! Sinto-me com tamanha força que não tenho sequer de me subjugar ao ‘pacovinismo’ de me rebaixar a estes senhores fulaninhos!
Cristina Ferreira lançou recentemente esta frase: «Por que é que a elite se considera superior ao povo?»

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

No meio do escuro, quem tem uma lanterna vai à frente!


Penso que ninguém ficou indiferente ao resultado das eleições no Brasil. Parece que ninguém quer perceber como é possível um candidato, assumidamente contra tudo o que seja a liberdade individual, ter um resultado tão elevado. Mas a resposta está apenas num ponto muito concreto: Quando não há nada, tudo que venha é bom!
O que fez disparar Bolsonaro foi uma comunicação muito bem montada. Um indivíduo que conseguiu iludir tudo e todos com um discurso radicalista e só tem êxito porque as palavras de igualdade e democracia já não funcionam, já ninguém acredita nessa possibilidade e também já todos se aperceberam que há uns mais iguais do que outros.
O Povo Brasileiro cansou de demagogias. O Povo Brasileiro quer uma mudança radical e para isso está disposto a correr um risco enorme, simplesmente porque não acredita mais nas políticas de continuidade.
Não chega dizer #elenão. Não basta mostrar que o outro candidato não tem valores ou mesmo não presta. É preciso mais. É preciso traçar projetos que possam elevar a vontade das pessoas para continuar a trabalhar para um país devidamente mais sério e mais credível.
O Brasil é lindíssimo para os ocidentais que o conhecem à luz das telenovelas, mas é lá que se encontram altas taxas de criminalidade. É no Brasil que a diferença entre pobres e ricos é enorme.
Confesso que fico muito apreensivo com a possível eleição de alguém que afirma tanta barbaridade. Mas mais me convenço que está na altura de aprender com tudo isto e perceber que todos temos de exigir muito mais a quem nos representa.
Não nos podemos deixar iludir pelo caciquismo das feiras, nem querer dizer que somos muito mais evoluídos se aceitamos que nos governem aqueles que nem uma proposta de intervenção conseguem escrever.
O Brasil precisa de uma dose enorme de investimento na formação. Mas Portugal também.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Fafe já teve comboio!



As cidades optam por criar espaços de memória para preservar as identidades, as características, os usos e costumes de um povo. Os espaços de memória são obras de arte a céu aberto e permitem ao espetador viajar num mundo outro, onde as suas memórias se confundem com realidades mais ou menos presentes, mas que trazem momentos de nostalgia e saudade.
Na última segunda-feira, em conferência de imprensa, foi publicamente apresentada a ideia para criar o Espaço de Memória Coletiva, Educação, Cultura e Arte. Um projeto que nasceu da ideia de aquisição de uma locomotiva, mas que logo uniu em seu redor pessoas para construir um projeto que pudesse contribuir para o engrandecimento de Fafe. Este mesmo projeto vai para além do seu aspeto físico, uma vez que já contempla uma proposta educativa para que esse espaço possa ser um museu sobre o comboio em Fafe, mas também concentra a sua ação numa estrutura pedagógica construída para contribuir para uma educação (informal) saudável junto da comunidade. Na perspetiva de alargar e/ou ajustar as suas valências, sempre em parceria com Escolas (Procurar promover visitas de estudo constantes), Autarquias e outras instituições públicas ou privadas, que trabalhem sobretudo na área da educação, este espaço pretende colocar ao serviço da população um “Espaço de Memória’’ (através de uma exposição permanente referente ao comboio em Fafe), “Atividades Educativas/Culturais” (Atividades lúdicas, Cursos livres, Workshops, Clubes culturais, artísticos e recreativos…) e um “Espaço de Artes” (Exposições temporárias com artistas locais, nacionais e internacionais; Parceria com outras entidades de modo a tornar-se uma extensão de atividades artísticas já existentes e que possam colocar Fafe na rota das artes).
Na verdade, esta proposta é uma oferta da sociedade civil. É uma ideia que não está fechada, mas pode ser completada com muitas outras ideias, ou não fosse a cultura e a arte dois dos seus principais pilares.
Um Movimento de Cidadãos Fafenses oferece a proposta, estará Fafe (política) em condições de a receber?

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Um partido com tiques de elite nunca vencerá em Fafe!


Já há algum tempo não faço uma análise à política fafense e, sabem bem, tenho um gostinho particular por esta temática. Ao contrário do que podem imaginar, sou um tipo atento à política. Porque gosto! Porque me preocupa com a evolução da minha cidade, mas sobretudo com a qualidade de vida das pessoas.
É mais fácil dizer o que está bem. Alegrar a vista dos ‘donos disto tudo’, até porque o comum dos mortais só se aproxima de quem tem voz quando algo lhes toca, depois corre logo para o outro lado a dizer que ‘eles’ é que disseram isso. É verdade, até lhes dá jeito, mas foram eles.
É tramado ser pobre (de espírito)!
O PSD continua a não chegar às pessoas e, ao que parece, nem aos militantes.
Recentemente, o PSD fez uma convenção autárquica. Confesso que me pareceu bem, só que a seguir, no fim de semana seguinte, houve eleições para a distrital e grande parte dos militantes só souberam depois pelo Facebook. Ou seja, uma no cravo e outra na ferradura.
Obviamente, logicamente, evidentemente este é um bom método para indicar quem dá jeito, assim mais ninguém pode apresentar lista…
Outra questão que nos parece bem prende-se com as tomadas de posição dos vereadores do PSD. Aparentam ser bem refletidas… Até aí tudo bem, o problema está em não passarem dos jornais e dos facebooks… Mais uma vez, a mensagem não é suficiente, os canais confortáveis não servem para a maioria da população fafense. É preciso mais! Muito mais!
Já os Fafe Sempre, com a sua festa popular, chegaram às pessoas. É verdade que sacrificaram o pobre do porco, mas a mensagem pôde ser saboreada e o discurso da vitória, daqui a três anos, foi bem notado. O piscar o olho ao PSD também, quando se houve no discurso “… nós e o PSD estamos atentos…” Como se precisassem muito do PSD…
Não! Não estive lá! Mas é fácil perceber quem tem estratégia e conhece o seu público.
O PS eleito vai governando com alguma tranquilidade, mas só acontece porque Raúl Cunha está lá. Deixem-no ir embora e vão ver o que acontece!
O Movimento dos IPF não sei se ainda existe. O BE, o PC e o CDS precisam de coligações para se fazer eleger e ter mais visibilidade.
Marques Mendes, no seu comentário dominical na SIC, sobre as últimas sondagens, dizia que o PSD devia aproveitar as férias para refletir, atendendo à sua fraca posição. Em Fafe não é diferente. O PSD de Fafe tem de refletir a sua estratégia ou, se pretender apenas alguma visibilidade para uns carguitos para os mesmos de sempre, deixar-se estar. O BE e o PC precisam de pensar um Movimento forte independente e com independentes. O CDS até ver será refém do PSD. O PS e o FS andarão a medir forças todos os dias!
Ou seja, tudo normal!


sexta-feira, 8 de junho de 2018

As Políticas de Juventude ou a Juventude sem Políticas?


No passado fim de semana tive a oportunidade de participar no 16º ENAJ (Encontro Nacional de Associações Juvenis) em Cascais, em representação do CLUB ALFA, uma associação que tive o privilégio de fundar, juntamente com outros colegas, e que celebra este ano 15 anos da sua existência. Ainda que o voluntariado seja a marca de excelência do associativismo jovem, o fator idade está apostado em querer limitar a participação cívica de quem já chegou aos 30 anos, mas será isso um problema efetivo?
Uns dizem que sim, alguns dizem que não. O CLUB ALFA diz que não será um obstáculo! Mas só o pode afirmar porque a nossa região, embora a procura pela participação na atividade associativa jovem seja cada vez menor, ainda vai tendo pessoas que vão abraçando a causa, mas o mesmo não acontece em todo o país, sobretudo nas regiões mais do interior.
Esta questão vem a propósito da nova Lei de Bases sobre o Associativismo Jovem que pretende limitar a idade de 30 anos para o Presidente. Até aqui já era obrigatório ter uma direção em que 75% dos elementos tivessem menos de 30 anos, mas o Presidente podia ser escolhido livremente, se a lei for aprovada, a idade do Presidente também terá de respeitar esta norma.
A pergunta que se fez ouvir pela FNAJ (Federação Nacional das Associações Juvenis) foi a seguinte: “Será que num estado de direito não se deveria deixar as pessoas escolherem quem querem que os represente?” Como é óbvio, não só defendiam a liberdade de escolha como colocavam o aumento de apoios para quem tiver nos seus corpos diretivos jovens com menos de 30 anos, ou seja, privilegiar quem cumpre, mas deixar escolher segundo as leis de Abril.
Os sócios do CLUB ALFA, embora concordem com esta tomada de posição, até pelas diferenças populacionais deste país, olharam para tudo isto com muita tranquilidade, tão somente porque sempre respeitou as limitações ditadas em decreto-lei sobre o associativismo jovem e nem por isso deixou de ter pessoas que, mesmo sem qualquer cargo nos órgãos de gestão, trabalharam afincadamente para que as mais variadas atividades aprovadas pelo IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude) fossem realizadas em prol dos associados e da comunidade.
Ao contrário dos ‘políticos’, que só fazem quando têm tachos, muitos jovens percebem perfeitamente que há regras e continuam a trabalhar voluntariamente ‘sem esperar recompensa’, a não ser a satisfação de ver a alegria de outros mais jovens na participação das atividades.
Eu fui o primeiro a entrar nos órgãos de gestão, há 15 anos (sócio n.º 1), mas também o primeiro a deixar de estar nos órgãos de gestão quando os meus 30 apareceram. E já lá vão mais nove… Outros jovens foram convidados a assumir os cargos que fomos deixando pelo limite de idade, mas o certo é que continuamos a participar na conceção e organização de projetos e sem nos preocupar em ser os presidentes.
Será que é isto que falta aos políticos? Talvez seja... Seria muito bom que aparecesse uma lei que limitasse ainda mais a sua participação, pois assim todos teriam a oportunidade de participar ativamente na gestão do país.
Se é para ser modelo, que sejam os fazedores de leis os primeiros a dar o exemplo!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Rali de Portugal continua a trazer milhares às Serras de Fafe


Mais uma vez o Facebook foi invadido pelas imagens do Rali em Fafe. Ainda que o ‘voo dos carros’ continuem a deliciar as objetivas dos fotojornalistas ou dos telemóveis mais atentos, a moldura humana, visível ao longo de todo o troço, ganha cada vez mais a relevância de quem faz do rali o evento de Fafe para o Mundo.
Motos. Jipes. Carros. Carrinhas. Bicicletas. Tudo serve para chegar ao local da prova.
A festa não começa no dia da prova. A festa começa muitos meses antes com os habituais contactos entre os forasteiros para combinar quem leva a carne, o carvão, os enormes sacos de pão e, como não poderia deixar de ser, as minis… muitas minis porque a noite será longa e a corrida só começa no outro.
Esta é a realidade. Toda a gente anda de ‘roda no ar’ e com a adrenalina ao máximo.
É precisamente por tudo isto que nos faz repensar quer na prestação da cidade quer no tanto que se poderia capitalizar com todos estes milhares que nos visitam. Fafe consegue, sem grande esforço, oferecer o que melhor tem: ar puro e uma paisagem fantástica. Mas será que não poderia ir ainda mais longe?
Penso que todos sabemos a resposta imediata para esta pergunta. Todos sabemos que se pode fazer mais, mas talvez falte a astúcia de quem arrisque ou a audácia de quem governa, mas é preciso começar a pensar que o rali em Fafe é mesmo a ‘cereja no topo do bolo’.
O que se pode fazer?
Deixamos esta pergunta para os decisores políticos. Em tempos já deixamos algumas ideias, mas não nos compete estar a lançar ideias, apenas comentar o que vai sendo feito ou questionar se não pode ser alcançado um novo patamar.
O Rali é a marca que Fafe tanto precisa!