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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Água em Fafe é para ricos!


Os políticos não terão nada a dizer?
Viver em Fafe pode ter consequências graves ao final do mês. Os preços exorbitantes da água deixam qualquer um a pensar se vivemos todos num grandioso condomínio privado de luxo.
Ao olhar para a tabela dos valores praticados pela Indáqua, não podemos ficar continuamente sentados à espera que no próximo mês se gastem menos metros cúbicos. É verdade que quem mais gasta tem de pagar mais, mas por que será que existem 4 escalões e com a passagem de um para o outro esteja logo a questão de mais um euro? Não poderia ser mais comedida essa passagem? Não bastaria pagar o mesmo por metro quadrado? Os escalões só servem para usurpar mais dinheiro aos fafenses.
Há coisas que me deixam mesmo perplexo. No meio disto tudo, exceção feita ao Vereador do PSD que por várias vezes alertou para a problemática da água e da sua gestão, não se ouvem ruídos de mais representantes fafenses. Para que servem mesmo os Vereadores e Deputados Municipais? Não serão eles eleitos para lutar para a qualidade de vida da população? Ou será que só estão lá para arranjinhos de vida? Ter um estatuto de relevo na sociedade? Aqueles pequenos poderes para se armarem lá no tasco das suas aldeias?
Sinceramente, há muita coisa que poderia ser melhorada e a vida dos fafenses alterava-se para melhor significativamente, mas ou as ideias não abundam para os lados dos representantes eleitos, poucos são os que se pronunciam nas assembleias, ou mais uma vez só servem para abanar bandeirinhas e nem sabem bem a razão que os leva a estar ali.
Mexam-se! Façam alguma coisa! É para isso que foram eleitos…
Se o objetivo do município é que as pessoas abandonem os seus poços e adiram à água da rede pública, até por uma questão da própria saúde, vão ter de baixar os preços e arranjar um outro formato para o pagamento do lixo. Gastar mais água não é sinónimo de fazer mais lixo.
Seria injusto se não dissesse que espero algo de positivo nos próximos tempos. Acredito que Raúl Cunha possa fazer a diferença e trazer alguma justiça a esta questão. Como disse em cima, o Engenheiro José Batista já apontou soluções possíveis e o Município só tem de as aproveitar para o bem de todos.
Espero, brevemente, poder dar os parabéns aos responsáveis políticos! 

sexta-feira, 12 de abril de 2019

António Arnaut homenageado em Fafe


Quando falamos de saúde somos, infelizmente, ainda invadidos por sentimentos de alguma revolta. Quem não se lembra das filas intermináveis, obrigando os utentes a madrugar para conseguir uma consulta? Quem não recorda as palavras de algum vizinho a dizer que ‘o médico não pode passar atestados de robustez para a carta de condução no Posto Médico’, mas só faz isso em casa dele (consultório privado, entenda-se)?
Foi mais ou menos este dilema que milhares de pessoas viveram em Fafe durante décadas. E nós não fomos exceção na marcação de consultas, já que o atestado de robustez foi passado no posto Médico, afinal aqui o jovem já sabia que nenhum médico poderia conhecer melhor o seu paciente do que o médico de família. Ir ao médico era já de si um problema que só se recorria em último caso. E, o mais engraçado, sem qualquer tipo de piada, é que não vai assim há tanto tempo.
Depois chegamos a Coimbra. Chegamos ao Centro de Saúde de Celas e foi passar do Inferno ao Paraíso, só porque aquela funcionária da limpeza, a quem nunca mais consegui agradecer, me aconselha a escolher como Médico de Família, ainda que a funcionária da secretaria repita que não pode dizer, o Dr. António Rodrigues. Um humanista. Uma pessoa de caráter forte e determinado, capaz de defender os seus utentes mesmo contra as próprias manobras de alguns colegas, o que é quase impossível num meio tão corporativo, mas foi uma das figuras centrais que deram início às USF (Unidades de Saúde Familiar). Este Profissional de saúde mostrou-me que o SNS, o serviço público, tem qualidade. Embora tivesse ouvido nas suas palavras que o Centro de Saúde onde trabalhava ainda não estava como ele desejava, o certo é que “qualquer utente seu tinha consulta todos os dias, durante a semana, das 9h às 10h, sempre que surgisse uma situação mais aguda”. Depois vinham as consultas agendadas, primeiro os mais idosos e depois os mais jovens, que ‘gostam de dormir até mais tarde’, ou não fosse Coimbra uma cidade de Estudantes.
António Arnaut vai ser homenageado em Fafe durante o Terra Justa. António Arnaut, o responsável máximo por criar um serviço de saúde para todos, será homenageado na minha cidade. Embora Fafe não tenha respeitado durante anos a verdadeira essência do SNS, a verdade é que agora está obrigada a respeitar as melhorias conseguidas com as USF, por sua vez, integradas no Serviço Nacional de Saúde. É motivo de regozijo. É motivo de aplauso. Coimbra, a minha Coimbra, estará representada na minha cidade e de uma forma nobre e elevada com uma homenagem a António Arnaut. O Homem que trouxe a saúde às pessoas. O Homem que, apesar de tanta influência, esperava pela sua vez para ser operado às cataratas no hospital público.
Obrigado António Arnaut. Obrigado António Rodrigues. Obrigado Camaradas. Obrigado aos profissionais de saúde que trabalham para dar a melhor saúde às pessoas, sobretudo às mais vulneráveis.
Só tenho pena que esta homenagem de agradecimento não possa mais ser possível com a presença física de António Arnaut. 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Rali de Portugal continua a trazer milhares às Serras de Fafe


Mais uma vez o Facebook foi invadido pelas imagens do Rali em Fafe. Ainda que o ‘voo dos carros’ continuem a deliciar as objetivas dos fotojornalistas ou dos telemóveis mais atentos, a moldura humana, visível ao longo de todo o troço, ganha cada vez mais a relevância de quem faz do rali o evento de Fafe para o Mundo.
Motos. Jipes. Carros. Carrinhas. Bicicletas. Tudo serve para chegar ao local da prova.
A festa não começa no dia da prova. A festa começa muitos meses antes com os habituais contactos entre os forasteiros para combinar quem leva a carne, o carvão, os enormes sacos de pão e, como não poderia deixar de ser, as minis… muitas minis porque a noite será longa e a corrida só começa no outro.
Esta é a realidade. Toda a gente anda de ‘roda no ar’ e com a adrenalina ao máximo.
É precisamente por tudo isto que nos faz repensar quer na prestação da cidade quer no tanto que se poderia capitalizar com todos estes milhares que nos visitam. Fafe consegue, sem grande esforço, oferecer o que melhor tem: ar puro e uma paisagem fantástica. Mas será que não poderia ir ainda mais longe?
Penso que todos sabemos a resposta imediata para esta pergunta. Todos sabemos que se pode fazer mais, mas talvez falte a astúcia de quem arrisque ou a audácia de quem governa, mas é preciso começar a pensar que o rali em Fafe é mesmo a ‘cereja no topo do bolo’.
O que se pode fazer?
Deixamos esta pergunta para os decisores políticos. Em tempos já deixamos algumas ideias, mas não nos compete estar a lançar ideias, apenas comentar o que vai sendo feito ou questionar se não pode ser alcançado um novo patamar.
O Rali é a marca que Fafe tanto precisa!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

As autárquicas dos perfis falsos

O Homem é um ser eminentemente comunicativo. Precisa da comunicação como pão para a boca e água para o corpo. Não fosse isso e isto seria uma selvajaria ainda maior, mas quando há a necessidade do recurso a perfis falsos, principalmente dos agentes defensores da democracia e em pleno século XXI, é muito grave ou, pelo menos, muito triste e deprimente.
O que pensam os eleitores disto? Ou será que ainda continuamos tão a leste da política que já nem disso queremos saber?
A lei do ‘salve-se quem puder’ está lançada, não fosse a ânsia do poder para os que já lá estiveram e querem voltar ou o querer a todo o custo para os que mal puseram os pés nos momentos decisivos. Enfim, mais uma triste realidade do estado da política em Portugal.
Há quatro anos foi o momento áureo da discussão pública. O Blog Montelongo era o fórum de excelência. A pluralidade de opiniões era evidente. Depois tudo começou a esmorecer e os agentes políticos, que tentam agora chamar todos ao debate, foram os primeiros a fugir aos debates organizados bem no centro da cidade. Diziam que eram muito politizados… Mas há debate cívico sem envolver a política, a polis (cidade) ou os cidadãos? E se o painel de convidados tem gente de todos os partidos, qual o problema de comparecer e intervir? Muito fácil, os políticos não estão preparados para o confronto da população.
O resultado deste afastamento e o medo da confrontação está agora bem visível no recurso aos falsos perfis. Pobres coitados. Mas vamos assistir até às eleições ao discurso oposto, o discurso que mostra que em primeiro estão as pessoas, o povo e outra vez o povo, mas de preferência que não chateiem mais nos próximos quatro anos, ok?

Precisamos de uma nova geração de políticos ou o discurso continuará a ser o mesmo! Precisamos de gente com capacidade comunicativa e precisamos mais ainda de uma política positiva. Há já candidaturas com gente muito nova. Parece que estamos finalmente a lavar a cara à política! Haja paciência e um dia todos vencem!

sábado, 10 de junho de 2017

Este país anda ao rubro

Somos os maiores. Isto nem parece mais Portugal. Aquele país à beira mar plantado que depois de uma crise grave se ergueu e começou a ganhar tudo o que havia para ganhar. Foi o Campeonato da Europa. O Festival da Eurovisão. A eleição do Guterres para o mais alto cargo da ONU. O Ronaldo continua a somar troféus por onde passa. O Mourinho volta a ganhar. O Presidente da República adotou a palavra ‘afetos’ e faz do ato o brilho de tanta gente que se considera próxima do representante máximo. Isto anda bonito, pá!

Fafe não está muito diferente do país. No Raly, o mesmo sucesso de sempre. O Fafe tem uma moldura humana que dá gosto. As aldeias viraram-se finalmente para o seu património natural. A Terra Justa, o Festival da Vitela… enfim, há tanta coisa positiva a acontecer que se pode dizer que Fafe está a seguir o rumo certo. O que falta? Falta uma política que saiba aproveitar o melhor de cada aldeia, grupo ou pessoa. Mas quanto a isto, só o tempo o dirá…

Podemos dizer que o que não está bem em Fafe são os políticos. Ou a política dos políticos.
Mas não quero falar desses. São sempre os mesmos. As mesmas caras. As mesmas ideias ou a falta delas… São sempre os mesmos a trabalhar para os mesmos. Estou fora…

Como gosto deste Portugal assim. Fafe é só mais uma parcela que terá a sua hora de se livrar de todos estes políticos e encontrar alguém mais ao estilo de Marcelo. Uma nova geração de malta que vai sair de onde menos se espera. Malta que vai cortar com o estereótipo desses partidos e movimentos todos. É urgente mudar o rumo a Fafe.

Estas trocas e baldrocas são o reflexo do que chegou a política e os seus atores. Uma vergonha chapada onde a palavra ‘vale tudo’ é ordem há muitos anos, não pensem que é só de agora. Mas valha-nos Portugal. Valha-nos as vitórias por esse mundo fora. Mas valha-nos também as vitórias dos nossos conterrâneos, mesmo que seja uma jovem médica de Regadas, filha de gente humilde, que ganhou o prémio de melhor aluna. Foi para isso que apareceu o Abril. A revolução. A possibilidade de estudar dada a todos por igual. E, só assim, todos podem levar o nome de Portugal bem alto.
«Só falta (mesmo) cantar a língua portuguesa!»
 E em Fafe, mandar os políticos para as serras até às eleições só a pão e água!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Rally. O Fafe. A Justiça.

 Imagens: JN, ADF

O Rally sempre de prego a fundo. O Fafe foi à luta. Falta cumprir-se a Justiça de Fafe.
Não há hipótese. O Rally de Portugal não tem cenário mais bonito do que as serras repletas de forasteiros que rumam ano após ano à mais emblemática catedral da modalidade. Este ano nem o Raminhos faltou. O bom humor subiu a bordo de um dos carros para fazer o famoso salto de Fafe. E não foi o único. Bloggers e Vlogers já viram que o espetáculo é para aproveitar. Dá likes. Muitos likes.
O Fafe não conseguiu a manutenção. Esse não era o desejo de quem há um ano conseguiu uma das maiores festas do Clube, mas o Fafe venceu! Aceitaremos com facilidade outras opiniões, mas o Fafe foi um grande vencedor. Há quanto tempo não se via tanta euforia à volta da mágica? Não vale vir com as tretas do costume: ganha, são os maiores e perdem, já não prestam… Haja reconhecimento. É preciso aplaudir quem deu o corpo às adversidades de um clube que não nada em dinheiro, mas que nem isso o demoveu de ir à luta. É sempre melhor morrer de pé do que viver a rastejar. Já não me lembrava de ouvir falar tanto no Fafe como este ano. Até pelos Algarves era interpelado para ouvir falar do ‘seu Fafe’, diziam-me tantas vezes…
Fafe, Terra da Justiça. Mas que faz pouco uso do seu potencial. Bem, não faz quase nada para ser mais sincero. Lá se criaram uns eventos em torno do nome, mas agarrar a coisa como deve ser, não será trabalho para os próximos tempos! Está à vista, mesmo!
O Rally não precisa de mais apresentação. Talvez saber rentabilizar melhor seria importante. O Fafe terá de reorganizar o seu trabalho para surgir com mais força. A vitela já tem festival. Há uma Terra Justa com mediatismo. Só falta mesmo um evento genuíno à verdadeira “Justiça de Fafe”, a mesma que só intelectuais como Camilo Castelo Branco sabiam retratar e os fafenses a conhecem como ninguém e não têm qualquer vergonha de a assumirem como sua ou não fossem eles de Fafe, vejam só!


domingo, 14 de maio de 2017

O To Zé vai a votos e tem um projeto e o melhor da festa é a malta que o acompanha

O discurso de apresentação da lista do Tó Zé chegou ao meu conhecimento. Não levem a mal não dizer o Eng. António José Silva mas, sinceramente, espero que continue a ser o Tó Zé porque é assim que a malta o conhece na dedicação às causas. Claro que o canudo dá-lhe credibilidade científica, mas essa só será relevante se juntar sempre o humanismo nas suas ações.
Não votarei para a Junta de Fafe, mas achei curioso o que se aponta para a Freguesia de Fafe e há muito que defendo que as pessoas um dia vão começar a ser mais exigentes e vão votar em ideias concretas. Se vai ser já desta vez? Não sei.
Relativamente à apresentação da lista e ao discurso, não poderia deixar de destacar a astúcia em criar uma lista diversificada. Tem muitas mulheres. Muito bem. A política precisa de ouvir mais o sexo feminino. Há questões que são tratadas com outra sensibilidade se forem tratadas por mulheres. Nunca achei piada a querer que tudo fosse igual, do mesmo modo, por homens e mulheres. Por alguma razão são sexos diferentes. É mesmo da natureza. Não se trata de direitos, ok? Esses têm de ser mesmo iguais e ponto. Mas há características que são tratadas melhor por homens e outras por mulheres. Um pai não é igual a uma mãe. Há gestos que só o pai tem e outros só a mãe sabe fazer… um não substitui o outro. Se conhecerem alguém que tem de fazer o papel de ambos, perguntem-lhe se não tem de se redobrar… Não é fácil!
Eu mesmo gostava de ver mulheres a escrever a sua opinião no Povo de Fafe. Tenho a certeza que o Povo de Fafe sairia muito a ganhar. Se for questão de espaço, posso partilhar o meu…
Clara Paredes Castro foi um nome que me saltou à vista. Foi uma das convidadas num debate organizado pelo Club Alfa sobre o Turismo e, confesso-vos, que grande lição sobre o assunto. A mulher sabe do que fala. Se um dia fizer uma lista à Câmara, aí terei de ser mesmo candidato e ‘não candidato’ como agora… A Clara vai comigo!
“Novas tecnologias e inovação, acessibilidades pedonais, corredor verde, parque canino, abastecimento elétrico, autocarro, reaproveitar escolas para a sede da junta, espaço de juventude e voluntariado, gestão do cemitério como outras freguesias, dinamizar os bairros, apostar na transmissão histórico-cultural de Fafe, criar atividades para promover o comércio…” são a recolha rápida das propostas. À primeira vista sou levado a dizer que há questões levantadas que me parece estranho ainda não estarem a acontecer. Daqui a três anos, mais coisa menos coisa, será valorizada a criatividade. Se uma comunidade não acompanhar o tempo vai ficar para trás. Todas as propostas têm de passar obrigatoriamente por uma reorganização que envolva as novas tecnologias, não para substituir o contacto humano com a natureza, mas para que facilitem a sua atuação. Quanto mais organizado estiver a comunidade mais tempo terá o cidadão para se dedicar ao ócio e ao desfrute do que de melhor a vida lhe oferece: a família, os amigos, a leitura, a vida ou a natureza por excelência! 


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Fafe, jogo do pau ou da bicha?

Também quero uma parede na feira com as lendas de Regadas, já fiz a recolha história e fora publicada na última revista do Club Alfa, é só escolher: «Assim, é dito que no 'Vale de Quintela' aparecia uma cadela com pitos; Em 'Mata Burros' (entrada do Loureiro - Paço) aparecia um homem muito grande, o que levava a que muito povo chegasse ao 'Alto e Vira para Trás' (partilha de Quintela Loureiro) e fugisse; Em 'Chosabrensa' (Quelha das Campas) aparecia o lobo e apareciam as bruxas no Rio do Génio.»
Não querendo influenciar a possível escolha, sugeria uma atenção particular para “a cadela com pitos”, parece-me que dava um excelente quadro e bruxas há em todas as terrinhas… e Montalegre já as adotou a todas.
Não queria ser desmancha-prazeres, mas os números dos likes nas publicações quando se fala do tema da justiça não enganam e a única lenda que nos caracteriza verdadeiramente e levará o nome de Fafe além fronteiras é só uma: JUSTIÇA DE FAFE!
“Com Fafe, ninguém Fanfe!” já era o lema conhecido em Coimbra, Ansião, depois em Lisboa e outra vez Coimbra, agora em Portimão e logo, logo, será numa outra cidade qualquer deste país por onde eu passar e parece-me que esta experiência é partilhada por todos os fafenses espalhados pelo país e não só. É o lema que as pessoas conhecem e acham graça à expressão. E, ao contrário do que poderão pensar, para nos dizerem estas coisas é porque conseguimos criar simpatia com a maior das naturalidades. Bem, verdade seja dita, também sabem logo que não se podem esticar, porque também se apercebem que connosco é ‘Pão, pão! Queijo, queijo!’.
Hernâni Von Doellinger, após a notícia grafitesta nos muros da feira, começa por destacar na publicação “Fafe, uma camisa-de-onze-varas (ou A bicha...)”, no seu blogue Tarrenego, um excerto retirado do blogue Falaf Magazine de Jesus martinho sobre A lenda da bicha das sete cabeças de Fafe, «Conta-se que, há muitos anos, num lugar de Moreira de Rei, existia uma enorme cobra (bicha) escondida nos silvedos, que trazia as populações aterrorizadas, pois comia as pessoas e os animais que por ali passavam. [...]» e, mais adiante, refere-se à lenda da Justiça de Fafe nestes termos: «Ora bem. Fafenses. Temos um lenda, nossa, só nossa, única, identificativa de uma gente pacata mas que não aceita levar desanda para casa. E essa gente somos nós, ou se calhar éramos nós. E eu bem gostava de ver a nossa lenda contada tintim por tintim no muro da feira. É uma lenda tão única e tão só nossa que até leva o nome da nossa terra. Olhem que bonito: Justiça de Fafe
Não se percebem bem as razões da tentativa de apagar a Justiça de Fafe dos livros de história ou, pelo menos, dos festejos, mas podem ter a certeza, a Justiça de Fafe é o ex-líbris de Fafe, logo a seguir vem o nosso Fafe com toda a sua Justiça.
Se não mudam de ideias os políticos, mudemos os políticos!


sábado, 25 de março de 2017

És de Fafe? "Com Fafe, Ninguém Fanfe"


Ontem fui a um bar em Portimão (vulgo Algarve), só para os intelectuais das fotos no verão, a fazer inveja aos vizinhos que só conseguem ir até à Póvoa de Varzim, durante a semana, e com a viagem paga pela autarquia, porque não tiveram a sorte de trabalhar no mesmo sítio como eles e muito menos um salário como o deles, e não é que o dono do bar, depois de perguntar o que queríamos logo nos tira a pinta: "são do norte! De onde são?»
- Fafe! - respondo de prontidão. Ele diz duas coisinhas de seguida: - Sou de Guimarães! Com Fafe, Ninguém Fanfe!
E é assim, Fafe é mesmo conhecido pela lenda da Justiça em todo o lado.
Ao ler mais este brilhante texto, numa escrita realista a lembrar Eça de Queirós quando se refere a Fafe e ao seu quotidiano, só me leva a questionar: até quando querem isto, fafenses?

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Raul Cunha não pode aceitar a demissão dos Vereadores do PSD

É mesmo o interesse de Fafe que está em causa?

O meu último artigo “Fafe precisa de outras políticas” não foi mais do que uma análise aos jogos de bastidores que estão a acontecer e que fazem as delícias novelísticas de qualquer espetador. Cheguei a comentar que só voltava à política mais ativa no dia a seguir às próximas autárquicas, mas não me poderei demitir dos meus deveres cívicos enquanto cidadão fafense.
Ao contrário de toda a gente, parece-me, não concordo em nada com um final de mandato sem uma coligação firme e coesa. Ora vamos lá refletir:
1 – Raúl Cunha estabeleceu uma coligação com o PSD para garantir estabilidade (eu fui contra na altura);
2 – As relações correram bem e é reconhecido por toda a gente que a Câmara foi aberta finalmente às pessoas;
3 – Numa altura em que se fala em novas eleições, depois das guerras do PS, Raúl Cunha faz um acordo com os Independentes para conseguir ter suporte para ir a eleições;
4 – O PSD revela que já havia um acordo com os Independentes;
5 – Vereadores do PSD pedem demissão (o caminho mais óbvio e acertado, mas deve ser ponderado, afinal, os Vereadores fizeram a diferença, ainda que mesmo nos seus pelouros haja muito a fazer. Por exemplo, as pessoas pedem uma licença e em vez de chegar a autorização, aparece uma carta/ofício do Vereador a dizer que está no engenheiro, mas as pessoas só querem o veredito e não burocracias… logo, é preciso levar tudo até ao final. Em Cantanhede uma licença só demora 1 mês e não 10 como em Fafe);
6 – Parcídio fala que pensava que era para se manter um acordo com a coligação na intervenção na última reunião da Câmara;
7 – Raúl Cunha se teve um mandato tranquilo, deve-se em muito à lealdade e trabalho dos elementos do PSD;
8 – Para o melhor para Fafe, metam-se as mãos às consciências, Raúl Cunha tem de segurar os elementos do PSD até ao fim, até porque esse é um compromisso com Fafe;
9 – Se o objetivo é mesmo Fafe, Raúl Cunha tem de convidar e incluir o PSD neste acordo a apresentar-se às próximas eleições;
10 – Uma proposta de lista:
1-      Raúl Cunha
2-      Parcídio Summavielle
3-      (Vereadora?)
4-      José Baptista


Nota: As eleições não estão ganhas. Todos devem limar as crispações de última hora e concentrar-se em Fafe. Se não conseguirem, demitam-se todos. Fafe tem de estar em primeiro!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fafe precisa de outras políticas

Confesso que me tenho divertido à brava com a mais recente “novela de costumes” fafense. A trama está lá. Na verdade sempre esteve, mas se em tempos era o Príncipe de Maquiavel que orientava, agora parece-me que os atores estão mais virados para o clássico Kamasutra. Será influência das “Cinquenta sombras mais negras?”
Se para uns o que importava era atingir os fins, convocando a si todos os que pudessem ganhar, independentemente das cores partidárias, chegou o momento do juízo final e se aqueles deixaram as cores do coração para embarcar antes, agora já não custa nada voltar a fazer o mesmo por outros… bem feito, elas pagam-se neste mundo… já para os outros, viram a oportunidade há muito desejada – afastar quem um dia também os afastou.
A história repete-se em Fafe. É caso para dizer que a vida é uma roda, pois tanto anda como desanda!
Desconhecendo as cenas dos próximos capítulos, fomos adivinhando este desfecho que caiu que nem uma bomba e fez acalmar os ânimos das redes sociais. O grande sinal foi dado por Laurentino Dias, quando declarou que não seria mais candidato à Presidência da Assembleia Municipal. É óbvio que não é mais do que a nossa opinião, mas a sua proximidade à distrital leva-o a desviar-se da concelhia. Sem grandes ruídos, mas assertivamente. Já Raul Cunha, ainda que seja apenas simpatizante, é o Presidente da Câmara e as coisas até lhe correram bem, por isso, quem melhor do que aquele que sempre esteve com o PS Distrital e Nacional? Quando tudo parecia perdido, a concelhia já o apontava como um homem sem palavra, dá-se uma excelente jogada, apontada como “Xeque-mate” pelo blogue Jornal de Fafe, e muito bem aplicada…
Penso que será claro que só me refiro às jogadas que se passam no roseiral, já no meio do laranjal as implicações podem ser outras… mas nesse campo, ainda não possuo informações suficientes para avaliar a novela.
O que se pode esperar dos próximos capítulos?
Se me contratassem para escrever, garanto que ainda há duas grandes opções para tornar a novela mais interessante antes do final que se aguarda feliz como qualquer novela. Mas se o número dos espetadores aumenta, poderia ser interessante prolongar mais uns tempos, não acham?
As obras literárias precisam de verosimilhança ou, simplificando, necessitam de um conjunto de probabilidades para criar expetativas e agarrar a trama e o leitor/espetador. Mas como não sou o escritor desta novela, continuarei a assistir aos próximos capítulos numa qualquer esplanada em frente para o mar, nas belíssimas praias algarvias…
Mas não se preocupem, estarei aí para votar!

in Jornal Povo de Fafe (10-02-2017)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu?

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "É urgente acabar com a INDAQUA": 

«O homem que te vai lá montar o contador vai la de graça! o carro com que ele lá vai anda a ar e vento! e foi oferecido pelo divino espírito santo!tas mal habituado! querias o que? as coisas de graça?»

     a) Não sabes ler;

     b) Não se trata de pagar, ó parvo, trata-se de dizer que a “caução”, é devolvida, na teoria, mas na prática nunca é devolvida na totalidade, porque tem de se pagar para “Suspensão da ligação a pedido do utilizador”, quando bastava trocar o contador, ok?

    c) É preciso pagar os salários e os carros para lá ir? É verdade. Por isso, não foi uma equipa, mas três, ouviste bem, três para resolver isto;

    d) Se rentabilizassem os recursos, podiam ser os CTT a despachar a correspondência, mas estes têm os carteiros particulares… afinal, todos pagamos… não é? Para quê poupar?

     e) És um idiota, parvo (e parvo significa – mente pequena) que só te interessas com o teu umbigo;
     
     f) Decerto, também estás a mamar à pala de um tacho que algum político te arranjou num dos seus centros de emprego ou ser causador da mesma;

     g) Não te preocupes comigo, está tudo pago!

     h) Mas lembra-te, ó parvalhão, estamos num estado de direito. Podes dar a cara. Não sejas cobarde… Eu aceito a crítica dos outros. Mas percebo, Fafe viveu um regime fascista ou caça às bruxas até há pouco tempo, não foi?

    i) Mas também não te esqueças, usarei sempre todos os mecanismos para denunciar as injustiças… podes até não concordar, mas também não te devo nada!

     j) Obrigado por me dares razão, ao relembrares das mordomias que lá se passam... Muito obrigado, mesmo!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

É urgente acabar com a INDAQUA

A INDAQUA tem leis que prejudicam os fafenses e a Câmara nem pode dizer nada? É assim que incentivam os jovens a construir? Não venham com testes de qualidade porque basta dar uma volta pela cidade, ouvir os comerciantes, por exemplo, e logo nos é apresentado um conjunto de situações que nos apontam o contrato da Câmara com a INDAQUA como um atentado ao bolso dos contribuintes fafenses.
Sabiam que há comerciantes em Fafe, em pleno século XXI, que não dispõem de casa de banho no estabelecimento, porque têm de pagar o mesmo valor seja uma loja de roupa ou um café?
E sabiam também que há truques para iludir o consumidor? Ora vejamos:
Primeiro, uma pessoa em Fafe ao construir pede um “Contador de obras”, porque não dá para colocar logo definitivo (porquê) e paga 53,14 como “Depósito de garantia”;

Segundo, acaba a obra e pede para mudar de obras para definitivo/doméstico. Não dá. Tem de pagar 46,14 para “Suspensão da ligação a pedido do utilizador” (o utilizador não queria suspender, mas mudar, percebem, mudar para consumo doméstico);

Terceiro, como para pedir licença de habitabilidade é necessário estabelecer contrato com a servidora de águas, toca a pagar mais 46,62 para Instalação definitiva, aqui porque ficou um metro atrás do que estava inicialmente. Resumo da história: a garantia ou caução é uma fraude, porque paga obrigatoriamente para “suspender” quando só quer ALTERAR.
Alguém anda a precisar de aulas de português, não?
Mas a INDAQUA socorre-se do “Regulamento do Serviço Público de Abastecimento de Água no Concelho de Fafe, publicado no Diário da República, 2.ª Série – N.º 63, de 28 de março de 2012, e foi aprovado pela Assembleia Municipal de Fafe em sessão ordinária de 24 de fevereiro de 2012, sob proposta do executivo camarário de 2 de fevereiro de 2012” para justificar que podem ‘pedir caução aos utilizadores para uso não doméstico’. Até aí, tudo bem, mas por que não o devolvem conforme deveria ser aquando do pedido de ‘substituição de contador?’
É disso que se trata. Nem poderia ser possível de outra forma, não é?
A INDAQUA detém o monopólio das águas e, mesmo que quiséssemos, não há alternativa a não ser recorrer novamente ao contrato com a INDAQUA para obter licença de habitabilidade. Ou seja, um tipo paga caução e esta é-lhe retirada quase na totalidade porque é obrigado a terminar um contrato e a contratualizar outro.
Ora façam-me um favor e não brinquem com o nosso dinheiro!
Mas a culpa não é só deles, o executivo (Fevereiro 2012, logo os anteriores) que assinou estas leis tem a mesma responsabilidade. E, segundo consegui apurar com o Vereador responsável pelo pelouro, só em 2021 é que se pode renegociar.

Ou isto muda já ou só vejo uma solução: INDAQUA em Fafe? Não, obrigado!
in Jornal Povo de Fafe (27-01-2017)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O Fafe vai jogar em Alvalade, na Luz, no Dragão ou no Justiceiro?

Há umas semanas atrás, Carlos Rui Abreu lançava uma pergunta no facebook sobre um possível nome para o Estádio do Fafe. Na altura não me pronunciei porque existiam dois que me pareciam bem: Estádio da Justiça ou Estádio do Justiceiro.
Penso que eram estes os nomes, ainda tentei procurar mas já não encontrei a publicação…
De qualquer das formas, há duas coisas que conseguem mover montanhas e não precisam de pagar a televisões para as promover: o Fafe e a Justiça de Fafe!

Se temos de esperar mais quatro anos até que uma nova geração de políticos aposte definitivamente na “Justiça de Fafe” como símbolo máximo, podemos começar mesmo por atribuir um nome que seja apelativo aos comentadores desportivos. Até parece que já estou a ouvir: «A bola já rola no Dragão… é falta na Luz a favor da equipa da casa… Alvalade luta pela com todas as forças… e é gooooooooooooooooooooolo no JUSTICEIRO! Fafe 2 – Guimarães B 0».

sábado, 4 de junho de 2016

Tirem o chapéu... está aqui o Presidente do Fafe!

Há mais de um ano escrevi este post e depois este!
Fica aqui para relembrar que não são só os vedetas que chegam a campeões.
Aproveito para dar os parabéns a toda a equipa da Associação Desportiva de Fafe!


Jorge Fernandes,
Presidente da Comissão Administrativa do Fafe

Conheço o Jorge há muitos anos pelos seus famosos cachorros com molho especial. Confesso que já comi em outros sítios, também dotados de fama, mas este molho é mesmo especial, para além de saboroso não é pesado. Quanto à sua atividade profissional, o sucesso está à vista…
Por alguns imperativos da vida, sei que Jorge Fernandes já foi o salvador de algumas empresas que se encontravam muito perto do abismo e, pelos vistos, a Associação Desportiva de Fafe não foge à regra. Já tinha conhecimento há largos meses da sua ação e mais ainda das suas intenções que me parecem excelentes, uma vez que pretende alterar os estatutos para que ninguém deixe mais o Fafe como ele o encontrou e se quiser deixar que seja responsabilizado como tal.
Como concordo com esta visão, só estou à espera que Jorge Fernandes a ponha em prática para lançar o desafio à classe política, certamente que nunca mais entraremos em crises. Quem prevarica tem de ser responsabilizado e mais nada!
No início da época, ainda que eu não seja de todo um doente da bola, ouviram-se algumas críticas à composição da equipa do Fafe. Porque eram moços novos, sem experiência… enfim, coisa e tal. Com estes resultados destes jovens Grandes Futebolistas, com a herança de uma dívida de 1,2 milhões de euros que em dois anos foi reduzida em 30% e com um Fafe a lutar para subir de divisão, o que podemos dizer ao Jorge e do Jorge?
Eu digo: Grande Administrador financeiro, Excelente Gestor de Recursos Humanos, Muito Bom nas perspetivas de futuro e MUITOS PARABÉNS JORGE FERNANDES.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A Câmara de Fafe e a tenda da passagem de ano

A polémica podia ter sido evitada? Podia!

Não era para me debruçar sobre este assunto, até porque acho que já causou alguma confusão e a mim, sinceramente, o que mais me parece neste caso é que faltou alguma ponderação.
Tive conhecimento do artigo do Notícias de Fafe e li o post do COMBOIOdefafe e respetivoscomentários. Para ser muito sincero, compreendo todas as partes e aceito-as com muita tranquilidade, acho mesmo que todas as partes envolvidas têm razão, o que me surge é uma ideia que poderia evitar todo este burburinho.
Ora vejamos onde reside o problema:
1 – Há uma queixa por causa de perturbações às pessoas aí moradoras;
2 - Câmara cobra dinheiro aos automobilistas mas não cobrou os dias que este parque esteve ocupado com uma tenda (é que não é só a noite que está em causa).
Agora vamos pensar em reformular isto tudo:
1 – A Câmara em vez de dar licença para montar a tenda, podia ter contratualizado pelo mesmo valor o espaço do Multiusos;
2 – Os vizinhos não eram incomodados;
3 – A Câmara recebia um valor que serviria para a manutenção do pavilhão e, mais importante do que isso, era mais uma atividade num espaço tão mal aproveitado;
4 – Os promotores do evento ainda tinham a possibilidade de aproveitar as alas superiores do pavilhão e disponibilizar umas mesas para quem quisesse uma passagem de ano com mais requinte e juntar a família e amigos (com alimentos preparados por um dos promotores - promoção);
5 – Com um bocadinho de sorte ainda se podia promover também os doces da região e o vinho espumante e assim é que se trabalharia para a promoção do turismo.

No início ainda pensei que a tenda pudesse trazer alguns dissabores para outros espaços que tinham também a passagem de ano como atividade a realizar, mas ao que assisti na Zona Bowling e ao que me falaram noutros espaços, tudo estava muito bem compostinho. Sendo que ao Bowling só lhe faltava arrebentar pelas costuras, por isso… o problema não foi dar prioridade a uns e não a outros, ainda que aqui concorde que há uma precedência aberta!


Apareçam mais iniciativas que Fafe precisa! Convinha era que fossem bem analisadas…

terça-feira, 20 de maio de 2014

Câmara de Fafe assegura transporte gratuito para o rastreio do cancro da mama

A minha postura perante a política não é nada a do ‘lambe botas’. Para dizer a verdade, nem na política nem em nada da vida. Não consigo sequer imaginar-me a viver dessa forma. Não sou daqueles que se considera sabedor de tudo, sei bem respeitar as hierarquias, mas também sei que para cumprir o meu trabalho com qualidade, basta dedicar-me com todo o profissionalismo sem ter de me vergar cada vez que vejo um superior. Ele faz o trabalho dele e eu faço o meu. Ponto!
Não sou um defensor de muitas políticas que se seguem, ainda, no concelho de Fafe. Basta ver que o saneamento básico continua sem se fazer notar, há uma política cultural restrita à cidade, não se conhecem estratégias no turismo… ou melhor, não há um plano estratégico. E, como é óbvio, a falta desse plano implica a ausência de uma série de intervenções urgentes no concelho que permitam colocar Fafe nas melhores localidades para se viver.
É verdade. Sou um inconformado. Mas sou um inconformado porque Fafe tem muito por onde crescer e a massa crítica só se intensificou nestes últimos anos com o surgimento das redes sociais. Uma terra sem massa crítica não cresce. Fica estagnada. Em Fafe foi o que aconteceu durante décadas a fio. A massa crítica era controlada. Quando se pega num livro que aborde Fafe, parece que é tudo muito bonito, sem problemas, sem confusões… Mas não é assim que uma cidade pode crescer definitivamente!

Hoje não vou tecer comentários críticos. Muito pelo contrário. Hoje vou elogiar este feito da autarquia na disponibilização de um autocarro para levar estas senhoras que precisam de exames para despistar qualquer situação que possa colocar as suas vidas em risco. Para isto sim, podem e devem usar o dinheiro dos meus impostos. E podem e devem também continuar a apoiar estas pessoas se a doença se verificar porque é nessas alturas que mais precisam de todos nós. Se no final não se conseguir fazer mais uma estrada, certamente que todos nem se lembrarão quando a comunidade se sentir protegida.

Informação: Sic Notícias

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Liberdade chega a Fafe 40 anos depois da Revolução dos Cravos

Blog Montelongo, o único órgão que não censurou os meus artigos em Fafe

Quando me apercebi, estava a ser convidado para escrever no Blog Montelongo que não conhecia muito bem. Reparei que o meu blog, Pedro Miguel Sousa, inicialmente criado para um projeto político com o nome Pedro Sousa Fafe e, depois, para colocar os artigos de opinião que publicava no jornal Povo de Fafe já aparecia nos blogues em destaque. Essa é a razão do próprio nome, ou seja, usava e uso o nome que estava registado na Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.
Fiz amigos. Organizei um debate com os camaradas do Club Alfa, onde participaram pessoas de diferentes posições, e já estamos a organizar o próximo. Só estou mesmo à espera que a gráfica me entregue as revistas que serão distribuídas nesse dia que contém excelentes artigos de gente que também escreve em blogues. Conheci finalmente o que tanto queria que acontecesse e que na Imprensa Escrita nunca fora alcançado: uma liberdade total, onde eu fosse o único responsável pelo que escrevia e, por isso, poderia publicar o que bem me apetecia. Sim! Eu responsabilizo-me pelo que faço, não preciso ter um inquisidor que me diz o que posso e não posso… ainda que todos saibamos as razões de isso acontecer.
O Blog Montelongo influenciou decisões políticas. Obrigou os agentes da autarquia a arrepiar caminho e estar mais atentos ao que a população desejava. Já não estavam mais a trabalhar num campo em que a comunicação estava controlada, agora o campo está minado… e pode explodir a qualquer momento.
Os leitores do blogue são mais exigentes. Uns têm coragem de dizer tudo e assinam, outros com o anonimato dizem o que já todos sabemos, mas dizem e, nestas coisas, quem não deve não teme. Não é a crítica pela crítica como alguns tão conhecidos tentaram mostrar, até para denegrir a imagem da blogosfera, mas é a crítica porque fazem mal ou só fazem conforme as conveniências. Há também a crítica que nós procurávamos, mas nem todos a entendiam, a construtiva. Não é fácil escrever uma crítica, há pessoas que ainda hoje não percebem o que significa ‘crítica’. Quem dera aos escritores terem uma crítica aos seus livros…
A democracia não estava em Fafe. As pessoas tinham medo (e ainda têm em certos casos) de falar porque diziam: ‘podemos precisar deles’. Este clima de medo, instalado e enraizado nesta pequenez de cidade, deixava-me ‘enojado’.
Fafe está hoje a acordar de um coma profundo. As últimas eleições revelaram um desprendimento monárquico e com tiques ditatoriais. E nas aldeias? Os cães de guarda andavam por todo o lado… ameaçavam as pessoas se não fossem seguidores do regime. E o que faziam os poderosos quando sabiam? Nada! Não estou a falar antes do 25 de Abril, até porque só nasci em 1979.

O Blog Montelongo cumpriu a sua missão! Estou muito orgulhoso de ter pertencido a essa geração de malta bem disposta que marcou ‘Presença’ em Fafe. Qual Geração da Presença? Qual Geração Rasca? Que revolucionou a forma de pensar. Que fez a tão desejada “Revolução Cultural”. Os seus textos não podem ser perdidos. Um dia, mesmo que seja daqui a 30 anos, alguém vai pegar nestes textos e estudar sociologicamente o que aqui se passou e, sem dúvida, Fafe ficará mais rica.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

"As palavras nas Dunas do Tempo"

Pois é! Sexta-feira, 21h30, no Teatro-Cinema de Fafe, apresentação da obra "As Palavras nas Dunas do Tempo" de Artur Coimbra.
Recebi o convite, mas penso que o autor não se importa nada em eu o partilhar com os meus amigos.
Antes que digam que é mais um livro, só tenho a dizer 'é verdade', mas mais do que ser 'mais um'... e nem vou falar dele porque ainda não conheço os poemas, é precisamente o facto de ser um Livro que me leva a construir este post. O que falará este livro? Quais são as temáticas abordadas? Estará Fafe representado? O que pode contribuir para o enriquecimento pessoal e coletivo? Será que o Livro pode ser reaproveitado para explorar a cultura e o turismo fafense?
Há, com certeza, um conjunto enorme de questões que se poderiam colocar, quer do ponto de vista mais técnico quer do ponto de vista literário. A mim, esta última, a literatura é-me particularmente mais motivadora, ainda que sendo um assumido defensor que Fafe pode e deve saber aproveitar as suas potencialidades humanas e culturais para intervir de forma mais eficaz, não poderia deixar de destacar a importância que cada verso pode representar. Nem que seja para os próprios responsáveis da cultura fafense na autarquia.