Não sei porquê, mas estou cá com um pressentimento que a coisa vai correr mesmo bem. Sou pessoa de trabalho em equipa. Modéstia à parte, reconheço a capacidade da liderança, sobretudo da planificação e da gestão, mas sinto-me bem mais confiante com um grupo coeso quando se trata de avançar.
Os meus amigos, se verdadeiros, sabem que estou com eles até à morte. E quando abraçam comigo projetos... eh pá, ninguém nos derruba! Melhor, até pode derrubar, mas terá de vir lá do alto... P'rá frente é que é caminho!
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
sábado, 26 de setembro de 2015
Depois de dizer o teu nome, deixo de existir...
Sei bem
o poder de cada palavra. Também conheço o valioso poder do silêncio. Encontrar
a simbiose entre ambas é música. É assim… como é assim também na vida. Encontrar
a melodia que nos faz apreciar cada objeto como se fosse raro, cada ação como
se fosse única e cada sorriso como se fosse o mais sincero.
A liberdade
é fantástica!
...O SILÊNCIO.
sábado, 15 de agosto de 2015
A força do (A)Mar
Esta é
uma época excelente do ano. Não quer dizer que as outras não sejam, mas esta é
especial. Tudo à volta parece parar. A azáfama do dia-a-dia não importa mais.
Os problemas ficam estacionados. Uma ou outra notícia que ouvimos aqui e ali,
mas nada importa mais do que o Mar. Mas o mar no seu todo. A praia mais
propriamente. A areia e as ondas do mar. O sabor é intenso. “Sou um guardador
de rebanhos, os meus rebanhos são pensamentos e os meus pensamentos são todos
sensações”…
É
verdade que isto não resolve os contratempos da vida, mas acalma-os… não fosse
o som calmo das ondas o mais perfeito dos remédios naturais.
Ao mesmo
tempo, enquanto a acalmia nos estrutura o pensamento, surge a perfeita noção
dos nossos atos, das lutas que teremos de travar para conseguir fazer com que a
nossa vida faça sentido e a nossa existência seja uma marca na história da
humanidade. Não são os nossos bustos erigidos que procuramos para as praças,
nem tão pouco livros de memórias dos nossos feitos, mas são a presença e a
verdade da nossa existência.
Mais do
que escrever um livro, importa viver o livro. Mais do que plantar uma árvore, é
preciso tratar dessa árvore. Mais do que fazer um filho, é obrigatório amar o
filho.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Aprender a pensar - O que os políticos não querem na Educação
São muitos. Talvez todos. Os políticos que adoram dizer a palavra 'empreendedorismo' e também os há que dizem 'criatividade'. Usem e abusem disso...
Olho para esta publicação "Aprender a pensar" e dá-me cá uma revolta quando observo o país. Ainda estamos muito agarrados aos livros de Salazar, não estamos?
Pois é, é tudo muito bonito e tal, mas quando se trata de educação, o melhor, pensam eles e não dizem, é melhor não deixar com que os meninos pensem muito, porque se pensarem os seus lugarejos vão à vida... E, claro está, a Assembleia da República deixava de ser o lugar mais monárquico de Portugal.
A Cultura Clássica pode ajudar a resolver este problema...
Olho para esta publicação "Aprender a pensar" e dá-me cá uma revolta quando observo o país. Ainda estamos muito agarrados aos livros de Salazar, não estamos?
Pois é, é tudo muito bonito e tal, mas quando se trata de educação, o melhor, pensam eles e não dizem, é melhor não deixar com que os meninos pensem muito, porque se pensarem os seus lugarejos vão à vida... E, claro está, a Assembleia da República deixava de ser o lugar mais monárquico de Portugal.
A Cultura Clássica pode ajudar a resolver este problema...
«Educai as crianças e não será preciso castigar os homens»
Pitágoras
terça-feira, 26 de maio de 2015
É tão bom viver assim… já pensaste que podes dominar a felicidade?
Às vezes andamos por aí com a cabeça em água e nem
entendemos muito bem o porquê. São os nervos à flor da pele. A irritação
constante. A chávena que não está bem limpa. As migalhas na mesa. O carro com
pó. A vizinha que fala alto. O cão que passou a noite a ladrar. (…)
CORTA! CORTA! CORTA!
Vamos recomeçar. 1, 2, Ação…
Há coisas que me fazem muito mal. Não suporto ver pessoas
a aproveitarem-se de outras. Sobretudo daquelas mais ingénuas. Ou daquelas com
menos capacidades de se desenrascarem. Não suporto ver pessoas a mexer nos
caixotes do lixo. Arrepiei-me quando saí na Estação do Metro no Oriente e me
deparo com tantas mantas a cobrir os sem-abrigo. A impotência, nesses casos, é
uma frustração enorme.
Somos mesmo levados, tantas vezes, a preocupar-nos com
coisinhas tão insignificantes que até nos esquecemos das verdadeiras questões. É
claro que não se pede a uma pessoa do Norte que resolva os problemas de Lisboa
diretamente, mas pede-se a todos que os resolvam com a exigência de leis que
permitam atenuar até eliminar todos estes casos. E como fazê-lo? Muito simples,
obrigar à inclusão destas situações como prioridades nos programas dos
políticos e, depois, obriga-los a cumprir. Ok, eles mentem. Pois bem, então
levarão cartão vermelho logo que possível.
Sejamos mais conscientes do poder do voto. Sejamos mais
conscientes da humanidade.
Não adianta mais andar a ver o que veste a vizinha. Nem
se o carro dela é melhor do que o meu. Se vai à missa aos domingos. Se compra
vitela ou cabrito. Mas adianta deixar essas merdas e concentrar todas as forças
na nossa vida e no que podemos fazer para que tudo seja bem melhor…
Os imbecis vão continuar a lutar pelos seus lugares. Vão
continuar a usar e aproveitar-se dos outros para lhes bater palmas até eles
chegarem ao lugarejo. Depois, logo a seguir, para ser mais preciso, descartam
os seus apoiantes porque já não servem e não usam fato e gravata (como eles,
entenda-se).
Hoje já não tenho paciência para tanta coisa. Ou melhor,
não quero ter. Afasto-me de tudo o que possa criar confusão e de importância
tenha zero. Já naquilo que acredito, ai aí a coisa pia de outra forma… Mas
deixei de dar tanta opinião. Aproveito as minhas opiniões para projetos. Os
meus projetos. Sendo que a maior parte deles nunca são individuais… mas são
meus. São da minha autoria.
E o resto do tempo? Faço o que de melhor há na vida:
estou com pessoas... que me fazem bem!
“ACEITA E SORRI!”
“AFASTA-TE DE TUDO QUE TE FAÇA MAL!”
terça-feira, 19 de maio de 2015
VALORIZA-TE
Não te consideres melhor
do que ninguém, porque não és, mas também não deixes que nenhum energúmeno te
pise.
A vida está cheia de
oportunistas. Gentalha… é bem verdade, mas não te esqueças que não há ninguém
melhor do que tu. O que há, apenas, são pessoas com outras capacidades. Até podem
ser mais eficazes em determinados momentos, em certas circunstâncias, mas não
são melhores, são diferentes.
Não há duas pessoas
iguais. As reações são distintas de indivíduo para indivíduo. Para quê fazeres comparação com outra pessoa? Tu és peça única. Valoriza isso!
Quantas vezes somos maltratados
ou vês um colega de trabalho a ser quase espezinhado por um abutre, como se
este último fosse o suprassumo do conhecimento, e depois de o deixarmos a falar
sozinho ele não cai? Todas as vezes. A maior parte das pessoas que mandam não
sabem fazer o que os trabalhadores fazem… parece fácil de perceber o resultado,
não?
Cada um tem o seu próprio
poder. Experimenta convidar um ‘mandão’ fazer o teu trabalho quando disser que
está mal… vais ver que ele não o faz… ele sabe que se errar ficará rebaixado
perante uma plateia e sobretudo perante a tua pessoa.
Cada pessoa é única. É
evidente que terá de reconhecer se errar, mas não te deixes pisar. Se tentarem
fazê-lo, desvia-te… eles caem por si só!
Quanto a ti, segue o teu
percurso e lembra-te ‘CADA PESSOA É ÚNICA, POR ISSO DÁ O TEU MELHOR’.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Eh pá, não me venhas com essas conversas! Eu quero mais é quem me deixe...
Não vou de certeza. Fui...
Tantas e tantas vezes, por razões que nem nós sabemos muito bem, tentamos aproximar-nos das pessoas com aquelas palavras de alguma simpatia, mas logo somos arrebatados com uma chapada que nem entendemos a razão.
Enquanto a paciência é nossa amiga, tentamos perceber as razões que levam àquela atitude connosco, se até aí as conversas eram amenas, mas quando estamos tão ocupados com a nossa vida e sobretudo em harmonia com uma série de coisas, o que mais queremos é que cada um fique com os seus pirolitos e, de fininho, saímos sem fazer muito barulho.
Não sei qual das duas formas é a indicada. Mas penso que respeitar o espaço da outra pessoa, principalmente naquele momento, seja o mais indicado... agora, perceber aquelas reações é que é o cabo dos trabalhos...
Pensando bem, será importante perceber?
Não! Sinceramente, não me parece! É preciso deixar as pessoas com as suas birras. Isso passa...
A não ser que seja a pessoa que está ali contigo, nesses casos, por favor, discutam o que for preciso mas não se deitem sem resolver esse conflito. As relações só funcionam se seguirmos este princípio...
Vês? É fácil não é? A vida seria bem mais agradável se não complicássemos as coisas simples. Lidar com pessoas, mesmo em questões tão banais como esta, tem sempre os seus quês...
Por isso, tranquilo... relaxa... vê uma novela... procura um filme na net... escreve... lê... faz o que bem te apetecer, mas não stresses.
Acho que estou a ficar preparado para enfrentar tubarões. E tu?
Tantas e tantas vezes, por razões que nem nós sabemos muito bem, tentamos aproximar-nos das pessoas com aquelas palavras de alguma simpatia, mas logo somos arrebatados com uma chapada que nem entendemos a razão.
Enquanto a paciência é nossa amiga, tentamos perceber as razões que levam àquela atitude connosco, se até aí as conversas eram amenas, mas quando estamos tão ocupados com a nossa vida e sobretudo em harmonia com uma série de coisas, o que mais queremos é que cada um fique com os seus pirolitos e, de fininho, saímos sem fazer muito barulho.
Não sei qual das duas formas é a indicada. Mas penso que respeitar o espaço da outra pessoa, principalmente naquele momento, seja o mais indicado... agora, perceber aquelas reações é que é o cabo dos trabalhos...
Pensando bem, será importante perceber?
Não! Sinceramente, não me parece! É preciso deixar as pessoas com as suas birras. Isso passa...
A não ser que seja a pessoa que está ali contigo, nesses casos, por favor, discutam o que for preciso mas não se deitem sem resolver esse conflito. As relações só funcionam se seguirmos este princípio...
Vês? É fácil não é? A vida seria bem mais agradável se não complicássemos as coisas simples. Lidar com pessoas, mesmo em questões tão banais como esta, tem sempre os seus quês...
Por isso, tranquilo... relaxa... vê uma novela... procura um filme na net... escreve... lê... faz o que bem te apetecer, mas não stresses.
Acho que estou a ficar preparado para enfrentar tubarões. E tu?
terça-feira, 12 de maio de 2015
Queres ser feliz? Afasta-te!
A maior parte dos nossos momentos é passada a stressar
com alguma coisa: a hora de levantar; o pequeno-almoço a correr; o chefe mal
disposto; o trânsito; a comida… a vizinha que se mete na tua vida… os políticos
que só fazem merda… o teu clube que jogou mal… e ainda aparece alguém que se
acha mais fino do que toda a gente e só te apetece mandar tudo para P.Q.O.P.
SEM STRESS. NO CHANCE. YOUR LIFE…
Acho que descobri o remédio para este mal. Não é
receitado por um médico, o que aconselho a alguma prudência, mas a sua eficácia
é 99% garantida.
Afasta-te de tudo o que te possa fazer mal.
Deixar de lado quem te põe para baixo.
Não tenhas medo. Não precisas dessa gente. Eles é que
precisam de ti para se sentirem poderosos. Tu? Afasta-te. Deixa mesmo de lhes
passar bilhete. Se te tentam rebaixar constantemente não são teus amigos.
Tu vales mais do que isso. E Eles? Eles destroem-se a eles próprios... é uma questão de tempo.
Experimenta afastar-te. Sair ao final do dia e olhar para
o céu. Beber um fino. Passear com alguém que te seja especial durante meia hora.
Olhar para uma flor com atenção. Deixa-a falar contigo. Abraça o teu filho.
Liga aos teus pais só para saber se está tudo bem. Se estiveres perto, passa lá
só para lhes dar um beijinho. Viste aquela pedra n jardim? Pois, é a mesma das
outras vezes, só que hoje brilha mais… TU brilhas mais!
Amanhã voltaremos a falar!
Dorme bem!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
QUE DEUS NOS CASTIGUE...
A melhor frase que podia ouvir no dia de Natal da autoria da minha prima Helena Pinto, Lena para os amigos:
«Que Deus nos castigue com
Saúde, Amor e Dinheiro!»
Espetáculo!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
"Verdades Inquestionáveis"
«Tudo é questionável, mesmo o inquestionável!»
A teorização sobre as coisas não é nova. Nunca acabou e nem vai acabar. Podemos acreditar mais ou menos em certas teorias, mas independentemente do que se possa fazer ao homem, no que respeita à sua liberdade, de uma coisa tenho a firme certeza: pode-se tolher o pensamento, levar o homem a pensar numa só direção, seja pelo medo ao pecado ou a outra coisa qualquer, mas nunca se poderá engaiolar esse mesmo pensamento.
Verdades Inquestionáveis não é mais do que 'work in progress'. Uma viagem ao imaginário. Uma fantasia num mundo outro. Uma brincadeira de quem gosta de jogar com as palavras.
"A Sombra da Casa Grande" é o melhor dos títulos, porque a ação acontece numa Casa Grande, na Sombra ou... a Sombra...
Tudo o que daí vier, não é imitação da realidade, quanto muito aproximação física aos locais, já as personagens nunca as vi senão na minha própria ficção. Este romance já não é mais meu... ele vive em cada um que se aventurar a entrar aqui. Mas, atenção, a viagem não tem regresso!
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
FOGUETES SÓ NA FESTA
- Fazer!
A vida está cheia de
espertarolas. Uns dão nas vistas porque nasceram de boas famílias
(dinheirudas), outros dão nas vistas porque se encostaram bem e passam a vida a
lamber botas, outros só conseguem chegar a algum lado se arregaçarem as mangas
e em vez de dizer como se faz, resolverem fazer.
Quero ver quem segura
essa malta!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Aqueduto de Águas (e gentes) Livres
Há imagens que nos marcam na vida! Tenho um carinho especial pelo Aqueduto de Águas Livres em Lisboa e também por Lisboa. Foram semanas a fio, durante quase dois anos e meio, a atravessar a linha férrea de Sete-Rios a Alcântara, Alcântara a Moscavide, Moscavide a Alcântara e, depois de um dia de 12 horas de formação, com aqueles 10 minutos para uma sopa e uma bifana em frente, lá regressava novamente para Sete-Rios à espera do autocarro que me levaria até Coimbra.
Não foi fácil! Os trocados eram contados a cada instante. Lá no norte, onde a política e os políticos precisam de nós em tempo de eleições, ninguém imaginava a vida de um jovem professor de mochila às costas a contar trocos. Lá, no Norte, os centros de formação diziam 'não ser a Santa Casa da Misericórdia'. Mesmo que as recomendações tivessem políticos à cabeça. Ali, depois daqueles Arcos divinais, os Centros de Formação abriam as portas, mesmo sem recomendações...
Foi ali, depois dos Arcos, que aprendi a enfrentar o desconhecido. Também foi ali, na Lisboa de luz radiante, a promessa nunca mais viver assim. Hoje sei fazer projetos para mim, para ti e para ele ou ela. Hoje sei enfrentar o Adamastor como ninguém. Não espero recompensas, mesmo depois de tantos anos envolvido a passar horas gratuitas a construir ideias para mim e até mais para os outros. Peço, sim, que façam o mesmo pelos outros, para que estes continuem o ciclo da vida.
Hoje estou aqui, a olhar para os Arcos e a mochila que me acompanhou nestas aventuras amargas e doces também está ali, bem aos pés da cama, pronta para arrancar a qualquer momento.
Sou teimoso demais... e sou livre como as águas!
terça-feira, 25 de novembro de 2014
O XXV CENTENÁRIO DA "REPÚBLICA DA PRAÇA"
A Reportagem Fotográfica é do ilustre Professor Doutor Dinis Manuel Alves. Membro honorário da República da Praça. Professor Universitário e Diretor do Curso de Comunicação Social no ISMT. Tem vários livros publicados e sites para dar e vender. Foi deputado do Partido Socialista. E tantas outras coisas que podem ser analisadas no DMA report.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
HOJE TODOS OS OUVIDOS NA RUC (RÁDIO UNIVERDIDADE DE COIMBRA) - Pedro Sousa em entrevista (olha que sou eu, pá)
Maltinha, estão todos convidados a sintonizar a RUC (Rádio Universidade de Coimbra), Programa de Singularidades, para ouvir uma entrevista que darei em direto, juntamente com o Tiago Cunha - colega de Faculdade, e onde serão abordadas certamente algumas das 'estórias' na vida no seminário. Os estudos, as tarefas, os jogos competitivos de futebol, a oração e, também, os namoricos às escondidas com as moçoilas lá da terrinha ou da escola... como se escapava do seminário para ir ao café... as saudades imensas de casa.
Enfim, uma conversa que espero muito interessante e será certamente uma oportunidade de reviver um pouco da história da minha vida que contarei com muito gosto. Porque um dia fui seminarista, que pagava mensalidade (ao contrário do que muitos julgam que é tudo de graça), e esta passagem também fazem de mim o homem que tento ser, reconhecendo sempre uma enorme imperfeição, mas que me dou às mil maravilhas com esta imperfeição.
Até às 20h00, na RUC.
RÁDIO UNIVERSIDADE DE COIMBRA 107.9 FM
emissão online: HTTP://WWW.RUC.PT/
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
"As pessoas do Norte são mais alegres"
Numa das
minhas incursões ao Pingo Doce de Celas (Coimbra), entre o olhar desesperado à
procura do que nunca tinha comprado, mas sabendo o que queria, pela
recomendação do próximo jantar, uma senhora, muito bem formada pelas palavras
proferidas, deixa escapar o desabafo.
- Uma
mãe faz muita falta!
- Nem
imagina!
-
Saudades da sua?
-
Felizmente, vejo-a todos os finais de semana.
- O meu
filho está no Porto.
- Sou de
lá perto, Fafe.
-
Conheço. Este fim-de-semana estive em Rio Tinto. Escrevo num jornaleco. Acho
que vai ser o meu próximo tema. As pessoas do norte são mais alegres. Nós somos
mais sisudos. As pessoas do norte, não! Em qualquer situação, começam a cantar,
dançar…
Nunca
tinha pensado muito nisto. As pessoas em Coimbra, da Coimbra cidade, são
diferentes. Mas são boa gente. Mais formais, é um facto. As do norte têm a
resposta na ponta da língua, usam calão que é um ultraje para quem não conhece
o contexto, mas também cantam e dançam… as pessoas!
É verdade
que as pessoas são diferentes. Cada um tem a sua forma de ser e estar perante a
vida. Umas mais espontâneas, outras mais forçadas… mas as mais humildes são as
que conseguem garantir as melhores risadas. Uns chamam-lhes ingenuidade, outros
de anormalidade, mas… para mim… é isso a felicidade!
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
As "Mães solteiras" e os Padres (de seus filhos)
As mães solteiras, tantas vezes desprezadas pela
própria Igreja, tinham filhos de Padres.
Já nasci num tempo em que ter um colega ou um amigo filho
de uma senhora que não estava casada não importa nada. Não para a sociedade em
geral, até porque isto ainda continua a fazer alguma mossa, sobretudo em meios
rurais, que facilmente são ultrapassados com a aceitação da família. Muito mais
do que o facto de ser solteira, o que realmente importa nestes casos é o suporte
emocional que os envolvidos estão inseridos, pois espera-se sempre conhecer o
seu bem-estar para esta família.
Toda esta hipocrisia social e ‘religiosa’ começou por ser
acalmada com a obrigatoriedade de registar sempre na criança o nome da mãe e do
pai, porque aqui a obra do espírito santo não funciona…
Já há algum tempo andava para escrever algo sobre este
assunto. Saber que ainda há Padres que desprezam e marginalizam as mães
solteiras, mais do que revolta, desculpem a expressão, mas dá-me nojo destes
atos e por virem de uma Igreja na qual eu me incluo. Não em tudo, como
facilmente se pode ver. Sou mais um adepto do Papa Francisco. Esse sim, segue a
verdadeira lei da Igreja. As regras em que Deus é o centro mas só há Deus com o
acolhimento do seu Povo.
Impedir uma mãe de acompanhar a sua filha ao altar numa
comunhão solene, por exemplo, só porque esta não é casada? Impedir a uma mãe
solteira de comungar?
E os Padres que têm filhos e continuam a celebrar? Não
comungam? E os Padres que afrontam o celibato? E os Padres que chantageiam
pessoas, difamam, maltratam?
Como dizia o Papa Francisco, «não há mães solteiras, há
Mães».
A Igreja Católica, reunida há muito pouco tempo em Roma,
mostrou ao mundo que quem decide as leis são os Bispos (que são homens). São
eles que se reúnem e votam se as ‘mães solteiras’, os gays, os divorciados…
podem ou não receber os sacramentos. São eles que decidem se o ser humano é
pessoa ou se há umas mais pessoas do que outras.
A Igreja, na minha opinião, continua a querer dar ao
mundo uma disciplina que eles próprios (os Bispos e Abades) não a conseguem seguir.
Não será altura de mostrar ao povo que a Igreja de Deus é mais abrangente do
que a dos Padres?
Deixo aqui um texto que merece alguma reflexão, retirado
de registos de batismo:
«Aos 27 deste mês de Dezembro de
seiscentos e quarenta e um, baptizei Maria, filha de Catarina, solteira, a qual
Catarina é filha de Domingos Luís, do Minhoso; foi padrinho Domingos, solteiro,
filho de Domingos Gonçalves, de Eiriz,
e madrinha Antónia Jorge, mulher de Gonçalo Pinto, do Souto.
Não ponho aqui o pai porque deram um, e consta-me outro, e declaro aqui e certifico isto como Cura e notário apostólico que sou, que se não dê crédito ao pai que as mulheres solteiras desta freguesia dão aos filhos no baptismo, poque os fazem com uns e dão outros, como fez Maria (Ferreira?) da Devesa uma filha por nome Maria, à qual lhe baptizou o Padre Francisco Mateus Toscano, está a folhas 66 deste livro: deu por pai a um Belchior Camelo, de São Tomé, e hoje está tida e havida por filha de João de Azeredo; mais Antónia Ferreira, da Devesa, pariu um filho que eu rebaptizei a folhas 80, deu por pai Gaspar Teixeira, e o Abade de São Tomé o levou para casa como foi de 3 anos, e o cria e traz como sobrinho de seu irmão.
Muitos exemplos destes tenho como certos, que não ponho aqui por não (enfadar?), que tudo tenho bem experimentado desta matéria. Hoje, 29 de Dezembro de [1]641. António Vieira» [Ancede]
Fonte: Facebook
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