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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Quando não deixamos os outros mandarem em nós, somos mais felizes!

O tempo é uma escola de excelência! Quantas vezes nos deparámos com complicações criadas porque não fazemos o que os outros esperam de nós? São imensas. São tantas e tão aborrecidas que nos leva ao desespero. Leva-nos a alterações no sistema nervoso que, por vezes, só uns calmantes nos retribuem um pouco de paz de espírito.
A vida não pode ser comandada a comprimidos. A vida tem de seguir o percurso mais natural. Mesmo que para isso tenhamos que cortar com laços que vêm desde sempre. Despir camisolas partidárias, olhar um jogo de futebol de todos os ângulos, cortar com um pseudo amigo tóxico, deixar que falem de nós sem nos importar, obviamente que não abusem ou lá estaremos, claro! Tudo isso é ser livre. É estar-se nas tintas para uma sociedade faminta de confusão. Não precisamos disso. Não precisamos de gente que nos ponha para baixo. Afinal, não são essas pessoas que nos pagam as contas ao final do mês…
A vida só precisa mesmo de lutas grandes. Lutar por um bom sistema de saúde. Lutar por uma educação igual para todos. Lutar pelo direito ao trabalho e com dignidade. Lutar por ter uma casa com conforto. Lutar por ter um carro que nos leve a outras paragens. Lutar por umas férias num qualquer resort ou num parque de campismo ao sabor do ar mais puro. Lutar por uma terra que tenha saneamento básico, água a preços razoáveis, recolha de lixo atempadamente, piscinas, campos de jogos, escolas de artes e desportos, aproveitamento dos recursos naturais de cada localidade…
No final disto tudo, o que fica depois de todas as contas?
Sem pensar demasiado, esperamos que fique o sentimento de dever cumprido, sobretudo para com aqueles que deram tudo de si para que nós fossemos alguém.

sábado, 15 de agosto de 2015

A força do (A)Mar


Esta é uma época excelente do ano. Não quer dizer que as outras não sejam, mas esta é especial. Tudo à volta parece parar. A azáfama do dia-a-dia não importa mais. Os problemas ficam estacionados. Uma ou outra notícia que ouvimos aqui e ali, mas nada importa mais do que o Mar. Mas o mar no seu todo. A praia mais propriamente. A areia e as ondas do mar. O sabor é intenso. “Sou um guardador de rebanhos, os meus rebanhos são pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações”…
É verdade que isto não resolve os contratempos da vida, mas acalma-os… não fosse o som calmo das ondas o mais perfeito dos remédios naturais.
Ao mesmo tempo, enquanto a acalmia nos estrutura o pensamento, surge a perfeita noção dos nossos atos, das lutas que teremos de travar para conseguir fazer com que a nossa vida faça sentido e a nossa existência seja uma marca na história da humanidade. Não são os nossos bustos erigidos que procuramos para as praças, nem tão pouco livros de memórias dos nossos feitos, mas são a presença e a verdade da nossa existência.
Mais do que escrever um livro, importa viver o livro. Mais do que plantar uma árvore, é preciso tratar dessa árvore. Mais do que fazer um filho, é obrigatório amar o filho.