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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Comprar a honestidade com um rebuçado?


Se te portares bem, dou-te um rebuçado! Se escreveres a minha versão dos factos, arranjo emprego à tua prima! Se me defenderes, até podes ir passar férias na barraca que tenho junto à costa!
É mais ou menos assim que muita gente julga que pode dominar os outros. Começam logo com chantagens emocionais às crianças e depois pensam que podem ir fazendo isso aos adultos.
Vem isto a propósito de alguns episódios que envolvem o jornalismo. Ou seja, as pessoas acham que podem andar às turras com os vizinhos, tantas e tantas vezes sem qualquer razão, e depois tentam usar de todos os meios para que os jornalistas relatem os seus factos, as suas verdades, embora todos saibam que de verdade nem a própria palavra!
Mas será que essas pessoas não se apercebem que um jornalista não está para as servir, mas sim relatar os factos? Será que essas pessoas não sabem que os seus problemas pessoais não são os problemas que interessem ao público?
Para esses casos há uma coisa chamada ‘Domus Iustitiae’ do latim “Casa da Justiça”, vulgo tribunal!
O dinheiro não compra tudo! Seria importante que os próprios jornais começassem a refletir sobre isto, até porque se está a atravessar uma fase em que as redes sociais dominam e só os jornais livres, mesmo sobrevivendo com dificuldades, conseguirão marcar a diferença.
Há tanta gente que pensa que pode tudo, só porque tem muito dinheiro, mas depois as pessoas afastam-se, seguem a vida delas tranquilamente, e elas ficam sozinhas, desamparadas…
No final, quem perdeu mais?
Um mundo positivo, só se faz com gente positiva! Somos livres! Feliz 2019!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Há mais comunicação. Há mais Abril.

     Povo... Jornal… Notícias… Comboio... Expresso… (de Fafe). Fafetv.
     Não importa o veículo. O que importa efetivamente é que a comunicação existe e há muitas formas de se fazer cumprir aquele que é o principal objetivo de um órgão informativo – informar.
     Jornais. Blogues. Canais web. Páginas de facebook.
     Depois de um tempo de quase monopólio, não fosse o serviço público de alguns blogues que teimam em trabalhar por carolice e um ou outro que tanto contribuem sobretudo para o património cultural, multiplicaram-se os órgãos informativos e, desculpem se penso diferente, eis que uma cidade consegue ser tão rica em contribuir para esta nobre missão outrora tão restritiva ao pensamento de alguns.
     Há cerca de quatro anos, Fafe viveu um dos maiores momentos de debate público. Um grupo de Fafenses dava voz ao ‘BlogMontelongo’, um espaço de confrontação, um verdadeiro forum romano. Como em tudo, surgiram vozes discordantes de políticos locais insurgindo-se contra um espaço sem diretor, mas ali todos tinham mais do que o nome nos artigos, havia um rosto facilmente apontado para outros espaços dos seus autores. Esse foi e será um marco fundamental para a história (ou estudos sociais) de Fafe.
     Uma notícia pode ser dada de muitas formas. O mesmo acontece com uma fotografia. Ambas dependem da abertura da objetiva. Tanto se pode focar no cortar da fita como em todo o público presente. O jornalista ou fotógrafo escolhe o ângulo. E foi assim durante muito tempo. Só um grupo muito restrito tinha opinião em Fafe. As suas posições nunca eram confrontadas. Tudo era controlado ao milímetro e ai de quem ousasse pensar em publicar um artigo que pusesse em causa o aparelho, o amigo das tertúlias ou do conhaque ao final de mais um dia de escritório.
     O Abril ainda não se fez totalmente. É verdade. Mas não estará muito longe de acontecer. Aqueles que ontem eram todos poderosos, hoje conhecem o sabor da derrota. Os que julgam os seus pensamentos superiores, hoje são confrontados. Os que consideram os outros inferiores, são muito ultrapassados.
     E para isso, quantas armas se usaram?
     A mais poderosa de todas elas: a escrita. Todo o resto é a mudança de mentalidades que finalmente está a acontecer.

“eles (já não) comem tudo…”

in Jornal Povo de Fafe (22-04-2016)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Fafe, 16 de Novembro de 2013


                    Horizonte

                                    Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa —
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Os beijos merecidos da Verdade.


                                                                                              Fernando Pessoa, Mensagem

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DEBATE: “As Redes Sociais e a democracia participada”, 16 de Novembro, às 21h30, no Club Fafense

        Pedro Sousa                                                                 António Daniel       

Artur Coimbra                                                             Miguel Summavielle   

 Abel Castro                                                                 Jesus Martinho                


 João Carlos Lopes                                                          Daniel Bastos

   
                          





sábado, 8 de dezembro de 2012

A blogosfera está a enriquecer Fafe


                Escrever é um hábito que se adquire e não se consegue parar por muito tempo. Se num passado ainda recente não era muito fácil ver os textos publicados, as novas tecnologias trouxeram um novo fôlego à comunicação e há mais gente a contribuir para o desenvolvimento cultural e social das comunidades e do país.
                Sempre me identifiquei com a liberdade de imprensa, o que me permitiu aceitar com a maior das naturalidades o surgimento destas ferramentas. Depois de longos meses e muita informação online, Fafe tem uma rede de blogues plural e diversificado. E se até há bem pouco tempo não se olhava para a blogosfera como uma realidade fidedigna, hoje esta barreira está praticamente ultrapassada, devendo-se a dois fatores fundamentais: identificação das fontes (indivíduos já conhecidos de outras lides e outros que vão surgindo no mesmo grupo) e a seriedade como são tratados os assuntos. Num olhar rápido sobre a blogosfera em Fafe, encontramos no Blog Montelongo, o impulsionador de toda esta rede agora existente, a troca de opiniões sobre os mais variados assuntos da vida cívica. O blog JORNAL de FAFE, em muito pouco tempo de vida, conseguiu ganhar a confiança das instituições ao analisar pelas notas de imprensa lá encontradas e publicadas também na imprensa escrita. Na Falaf Revista Cultural de Fafe está lá uma enorme recolha de informação sobre aspetos culturais do concelho. Há também blogues que nos mostram as atividades das associações e outros pessoais mais ligados a atividade criativa e opinativa.
                Nos mais distintos blogues leem-se umas coisas interessantes, uns bitaites, umas arrufadas mais ou menos severas, mas o mais brilhante de tudo isto, para mim, é a oportunidade de conhecer gente, locais, história e histórias fantásticas do meu concelho que de outra forma não tinha hipótese. É certo que a imprensa escrita é um meio fundamental para a comunicação e divulgação do que se passa no concelho, mas a blogosfera torna-se um complemento por excelência.
                Deste modo, a cultura em Fafe está a tornar-se mais e melhor. O processo de construção ainda está no início mas a participação ativa é merecedora de destaque. Há mesmo muita gente a interessar-se e a usar este meio de comunicação. Uns lançam-se em projetos individuais outros coletivos e alguns em uns e outros. Se até agora só eram conhecidas algumas individualidades que escreviam umas coisas, mais ou menos agradáveis dependerá sempre da impressão de cada um, a realidade está a transformar-se finalmente e, sobretudo, felizmente para a projeção deste ‘nosso’ concelho de Fafe.


Nota de esclarecimento:
Na crónica do dia 23 de Novembro de 2012, “Hora de mudar de rumo ou continuar na mesma?”, escrevemos o seguinte sobre as Jornadas Literárias: «... enquanto uns trabalharam voluntariamente outros, segundo informações de participantes, faziam-se pagar por horas extras ao serviço da autarquia. (…) Se realmente é verdade,…». Na semana seguinte fomos informados que os funcionários envolvidos são da área da cultura e que «… a Câmara não paga horas extras a ninguém, absolutamente ninguém, da área da cultura». Voltando a abordar as nossas fontes, fomos confrontados com uma observação diferente: «… o que acontece é que têm altos salários, mas a iniciativa parte de fora. Eles é que deveriam tomar a iniciativa». Neste sentido, verifica-se que há leituras diferentes do inicial, não se fala agora de ‘horas extras’ mas de iniciativas, o que não foi por nós abordado. Contudo, a autarquia não é uma entidade sem fins lucrativos, se recorre aos funcionários tem de lhes pagar. Quem deveria ou não ‘tomar as iniciativas’ é outra questão que não importa para este caso.
Seja como for, importa repor a verdade, reconhecer a falha de comunicação e o facto de não termos confrontado previamente a situação com a autarquia. A bem da verdade, não poderíamos deixar de pedir desculpa e de ressalvar que nesse mesmo artigo tecemos elogios a duas pessoas que consideramos de muito valor e trabalham ambos na área da cultura, Artur Coimbra e Jesus Martinho, o que seria um contrassenso a crítica e o aplauso simultâneo. Por tudo isto, lamentamos o sucedido e fica claro que a autarquia não pagou qualquer hora extra durante o evento. A verdade acima de tudo!

Pedro Sousa, in Jornal Povo de Fafe (08-12-2012)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O poder das redes sociais é o maior desespero dos políticos


            A sociedade está em guerra aberta. Se até agora as estruturas governamentais convocavam reuniões para debater e incentivar a atividade cívica e a necessidade da envolvência das pessoas, hoje já deixou de ser uma prioridade, porque as pessoas resolveram definitivamente usar as redes sociais (sites, blogues, facebook, twiter…) e nada nem ninguém consegue bloquear o seu pensamento, as suas observações e indignações.
            A participação direta dos cidadãos, finalmente, é uma realidade. “A fome é má conselheira” e “quando não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. Estes provérbios poderão aplicar-se ao que poderá acontecer se a classe política não arrepiar caminho. Quando falamos de classe política não estamos apenas a referir-nos aos Ministros do Estado Português ou aos deputados da Assembleia da República, estamos a referir-nos a todos, principalmente aos que usam e abusam de pequenos poderes lá na cidade ou na aldeia. Ainda há pessoas que pensam estar no tempo de Salazar e que podem pôr e dispor do estatuto de intocáveis, porque são protegidos pelo clero e pela nobreza, o grande problema é que o povo está a perceber que tem voz e pode usá-la, sem ter de passar por nenhum crivo mal-intencionado.
            Neste preciso momento, a sociedade é um campo minado ou, se preferirem, um barril de pólvora pronto a explodir. Se pretendermos uma sociedade equilibrada e que oriente as suas ações pela racionalidade e harmonia, mesmo em tempo de luta, os governantes necessitam repensar a sua forma de atuar com urgência. O ‘quero, posso e mando’ começa a não ter sentido, até porque a falta de empregos, onde muitos se agarravam para oferecer e/ou chantagear os que pretendiam ter por perto, está a deixar as suas armas sem munições. As autarquias controladoras de empresas, associações e, mesmo muito, da comunicação social têm de alterar a atitude, porque até podem conseguir dominar as direções, mas «há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não». E, esse alguém – hoje pode ser qualquer pessoa, pode ter uma estrutura ainda maior com ele, onde com um simples clique e uma partilha no seu mural consegue mover montanhas e derrubar regimes.
            Ora aí está a participação cívica ou democracia participada.
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (28/09/2012)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Quando se conjugam forças…


… as coisas simplesmente acontecem.
            Há momentos na vida para tudo: sonhar, gritar, saltar, chorar, rir, acreditar, desacreditar, encarar… e amar. O amadurecimento reconhece-se a partir daquele momento em que já não importa o que dizem os outros sobre as nossas ações, mas importa a sensação que cada ato nos provoca. O dealbar de cada dia tem sempre mais uma vitória a alcançar quanto se tem em mãos o único objetivo fundamental ao ser humano, viver.
            É tão bom saber olhar tudo o que nos rodeia com harmonia. Acreditar nas plantas, nos animais, nos gestos mais inocentes. É certo que nem tudo surge com a melhor das intenções, mas qualquer espírito mais atento saberá resguardar a sua exposição de modo a que os mais cobiçosos jamais alcancem a confiança desejada.
            Se em tempos, bem remotos, determinadas apostas culturais, artísticos… e mesmo académicas estavam ao alcance de uma elite, hoje sabemos que enquanto uns exigem um esforço maior (os académicos, se não forem aldrabados), por outro lado as mais diversas atividades culturais, artísticas, desportivas, recreativas… estão bem ao alcance de todos aqueles que ousarem arriscar um pouco do seu tempo em prol de uma causa específica.
            A educação, a cultura, a arte, o desporto, a ação social… não são pertença de um grupo de elite, embora os meios de comunicação social nos façam parecer isso, porque quase só sabem fotografar ou destacar os seus dirigentes, quando estes, tantas e tantas vezes, só aparecem para cortar a fita. As comunidades, as associações ou os simples grupos têm sempre muito mais gente a trabalhar em favor de uma determinada causa do que aquelas que surgem aos olhos do mundo e pode-se provar que tudo acontece porque há uma enorme conjugação de forças, o que vem provar que subestimar os que estão em posição hierárquica inferior nem sempre acarreta bons resultados, porque estes muitas vezes lembram-se e arriscam sozinhos e as coisas simplesmente acontecem.
            Toda esta reflexão bem a propósito de exemplos conhecidos na organização social das comunidades e a envolvência do meio com os factos. A sociedade é mesmo pouco exigente em matéria de produção e isso reflete-se nas notas informativas da comunicação social. Se os leitores dos jornais exigissem saber mais, por exemplo conhecer todos os envolvidos para que um festival, uma feira ou uma festa qualquer, a notícia não focaria as atenções no individual mas teria de abordar o coletivo. Talvez seja este o trabalho que falta fazer para que as pessoas deixem de ser controladas pelos detentores do poder, porque ao conhecer quem realmente impulsiona os trabalhos (como acontece com a ficha técnica de uma peça de teatro) serão estes que merecerão o aplauso do público e só há duas opções: ou todos trabalham ou os chefes caem (confesso que já vi este filme).
            A ideia aqui abordada não tem nada de novidade, mas merece destaque porque é o que está acontecer com o impulso da blogosfera que vem dar voz direta ao povo ao trabalhar diretamente com os cidadãos. O que os jornais rejeitam, cabe muito bem nos blogues e o concelho de Fafe disso já não se livra, porque surgiu um blog que revolucionou a blogosfera em Fafe, o Blog Montelongo, e a rede já é enorme e está espalhada pelo mundo.
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (13/07/2012)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Vire o mundo num clique!


ACABA MAIS DEPRESSA UM REGIME DO QUE AS NOVAS TECNOLOGIAS!
A ‘Era Tecnológica’ dava sinais de evolução rápida, mas também as vozes contrárias à sua determinação se faziam notar. Não demorou muito tempo para que umas mensagens no Facebook levassem dezenas, centenas, milhares e milhões de pessoas às ruas para se manifestarem contra a opressão de várias décadas. Um já caiu, o outro está em guerra aberta… e o resto ainda se vai conhecer.
Até aqui era muito fácil para um regime ditatorial controlar as mais diversas formas de informação, bastava para isso encontrar os ‘seus’ melhores directores para chefiar os órgãos informativos, agora já pouco vale essa atitude. É certo que os grandes órgãos informativos ainda conseguem controlar e manipular se assim o entenderem, mas também eles já se renderam às tecnologias e disponibilizam a sua plataforma para a instalação de blogues pessoais.
Apesar da distância que nos une fisicamente, o mesmo não se pode dizer da presença e dos efeitos que estas transformações têm no dia-a-dia das pessoas, basta reparar na perturbação dos próprios mercados petrolíferos que faz aumentar os combustíveis, sem os quais a economia não avança, apenas porque nos habituaram a depender destes como de ‘pão para a boca’, porque as alternativas não representam os mesmos lucros.
O mundo está em revolução. O mundo está a perder o medo das opressões de anos a fio e a mostrar ao próprio mundo que nada é eterno, basta que o povo se una em torno de causas maiores. Foi sempre assim ao longo da história da humanidade. São lamentáveis, todas as vítimas que se fazem, mas isto só demonstra que o homem não é mais do que um ‘animal’ que reage melhor ou pior mediante os seus instintos e a sua cultura e educação.
Na verdade, o que está a acontecer nada mais é do que uma geração que se cansou de ser manipulada por oportunistas do sistema. Gente que se aproveitou de uma posição directiva para exercer um poder que não lhes pertence e, com isso, levar as pessoas a pensar da maneira que eles muito bem querem. Usam a sua posição, destacada pela circunstância, para se insurgirem contra o seu próprio povo, aqueles que os colocaram no poder… isto não é absurdo?
Mas por quê falar do que está distante se temos estes casos bem perto? Já ouvi algumas pessoas, depois de apoiar até as listas para as juntas, a dizer «A gente não pode dizer nada, porque podemos precisar deles…». Mas que tipo de política é esta? Mas que gente sem princípios é que persegue as pessoas se não votarem nos seus partidos ou ameaçam que lhes prejudicam os empregos ou atrasa as licenças para as casas?
Estes são os que vestem fato aos domingos para ir à missa ou tomar um ‘favaios’ no café mais próximo da igreja, para que todos os vejam pendurados num casaco e os trate por ‘senhores da aldeia’. Depois, também estes, são os que dizem ‘que vão partir a cara a quem não deixa passar as suas artimanhas em claro…’ contudo, após longos meses dos actos eleitorais, verifica-se que as suas vidas continuam a ser de obediência aos seus senhores, porque os outros têm independência e eles não! Estes, muitos mesmo, continuam à espera de um lugar (que nunca chega) numa câmara qualquer…
Os outros são todos aqueles que são mais felizes!
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (25-02-2011)