A habitual volta pelas
redes sociais, normal de quem chega a casa depois de um dia de trabalho, foi
interrompida por um doce e leve toque. Não abri… Não fui lá… Simplesmente me
mantive distante do computador e toda a minha concentração estava ali, no mundo
real, na Andorinha que bate todos os dias da minha janela. Ouve-se uma voz:
«Não está ninguém!»
Hoje o dia está
magnífico. Ouvem-se mais os pássaros. O barulho dos carros é diminuto. Parece
que há uma áurea em torno deste canto na cidade. A aldeia é mais propícia a
estas coisas, mas esta cidade é diferente. As gentes não querem saber da vida
dos outros… ou se quer, não pergunta… e se não pergunta, não leva mais do que
um bom dia, quando leva, e, à medida que o grau de confiança aumenta, um ‘como
vai’…
É claro que a cidade não
tem tanta proximidade, mas esta é mesmo diferente. Respira-se bem! Olha-se de
forma igual. Quem é o doutor? Quem é o Pedreiro? O Carpinteiro? Não importa…
importa?
A Andorinha foi embora.
Ou será que era um Passarinho?