quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"As pessoas do Norte são mais alegres"

Numa das minhas incursões ao Pingo Doce de Celas (Coimbra), entre o olhar desesperado à procura do que nunca tinha comprado, mas sabendo o que queria, pela recomendação do próximo jantar, uma senhora, muito bem formada pelas palavras proferidas, deixa escapar o desabafo.
- Uma mãe faz muita falta!
- Nem imagina!
- Saudades da sua?
- Felizmente, vejo-a todos os finais de semana.
- O meu filho está no Porto.
- Sou de lá perto, Fafe.
- Conheço. Este fim-de-semana estive em Rio Tinto. Escrevo num jornaleco. Acho que vai ser o meu próximo tema. As pessoas do norte são mais alegres. Nós somos mais sisudos. As pessoas do norte, não! Em qualquer situação, começam a cantar, dançar…
Nunca tinha pensado muito nisto. As pessoas em Coimbra, da Coimbra cidade, são diferentes. Mas são boa gente. Mais formais, é um facto. As do norte têm a resposta na ponta da língua, usam calão que é um ultraje para quem não conhece o contexto, mas também cantam e dançam… as pessoas!

É verdade que as pessoas são diferentes. Cada um tem a sua forma de ser e estar perante a vida. Umas mais espontâneas, outras mais forçadas… mas as mais humildes são as que conseguem garantir as melhores risadas. Uns chamam-lhes ingenuidade, outros de anormalidade, mas… para mim… é isso a felicidade!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Encontro de Bruxarias na Escola de Artes de Coimbra

Pronto! É assim. A vidinha de professor é muito mais para além dos manuais e de fazer aquela cara de mau porque os alunos chegam tarde! Lá estaremos na fila da frente para participar em mais uma festa organizada pelos alunos. Sou daquela geração que chamaram rasca e, talvez por isso, nunca gostei muito daquela frase 'no meu tempo é que era'... Era o tangas!
Cada momento vale por si e todos juntos é que fazem a diferença.
Numa Escola de Artes, há muitas situações um pouco diferentes do que estamos habituados, mas há tantas outras iguais. No meu caso concreto, sou um apreciador da criatividade e, mais ainda, do momento em que essa criatividade passa da teoria à prática.
Podíamos começar a divagar e a fazer um lindo e longo discurso sobre as escolas de artes, mas vou deixar isso para outra oportunidade, porque penso que este cartaz merece toda a atenção, não acham?
Sim, também foi produzido pelos tais alunos... desta geração!
Fantástico!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

As "Mães solteiras" e os Padres (de seus filhos)

As mães solteiras, tantas vezes desprezadas pela própria Igreja, tinham filhos de Padres.
Já nasci num tempo em que ter um colega ou um amigo filho de uma senhora que não estava casada não importa nada. Não para a sociedade em geral, até porque isto ainda continua a fazer alguma mossa, sobretudo em meios rurais, que facilmente são ultrapassados com a aceitação da família. Muito mais do que o facto de ser solteira, o que realmente importa nestes casos é o suporte emocional que os envolvidos estão inseridos, pois espera-se sempre conhecer o seu bem-estar para esta família.
Toda esta hipocrisia social e ‘religiosa’ começou por ser acalmada com a obrigatoriedade de registar sempre na criança o nome da mãe e do pai, porque aqui a obra do espírito santo não funciona…
Já há algum tempo andava para escrever algo sobre este assunto. Saber que ainda há Padres que desprezam e marginalizam as mães solteiras, mais do que revolta, desculpem a expressão, mas dá-me nojo destes atos e por virem de uma Igreja na qual eu me incluo. Não em tudo, como facilmente se pode ver. Sou mais um adepto do Papa Francisco. Esse sim, segue a verdadeira lei da Igreja. As regras em que Deus é o centro mas só há Deus com o acolhimento do seu Povo.
Impedir uma mãe de acompanhar a sua filha ao altar numa comunhão solene, por exemplo, só porque esta não é casada? Impedir a uma mãe solteira de comungar?
E os Padres que têm filhos e continuam a celebrar? Não comungam? E os Padres que afrontam o celibato? E os Padres que chantageiam pessoas, difamam, maltratam?
Como dizia o Papa Francisco, «não há mães solteiras, há Mães».
A Igreja Católica, reunida há muito pouco tempo em Roma, mostrou ao mundo que quem decide as leis são os Bispos (que são homens). São eles que se reúnem e votam se as ‘mães solteiras’, os gays, os divorciados… podem ou não receber os sacramentos. São eles que decidem se o ser humano é pessoa ou se há umas mais pessoas do que outras.
A Igreja, na minha opinião, continua a querer dar ao mundo uma disciplina que eles próprios (os Bispos e Abades) não a conseguem seguir. Não será altura de mostrar ao povo que a Igreja de Deus é mais abrangente do que a dos Padres?

Deixo aqui um texto que merece alguma reflexão, retirado de registos de batismo:
 «Aos 27 deste mês de Dezembro de seiscentos e quarenta e um, baptizei Maria, filha de Catarina, solteira, a qual Catarina é filha de Domingos Luís, do Minhoso; foi padrinho Domingos, solteiro, filho de Domingos Gonçalves, de Eiriz, e madrinha Antónia Jorge, mulher de Gonçalo Pinto, do Souto.

Não ponho aqui o pai porque deram um, e consta-me outro, e declaro aqui e certifico isto como Cura e notário apostólico que sou, que se não dê crédito ao pai que as mulheres solteiras desta freguesia dão aos filhos no baptismo, poque os fazem com uns e dão outros, como fez Maria (Ferreira?) da Devesa uma filha por nome Maria, à qual lhe baptizou o Padre Francisco Mateus Toscano, está a folhas 66 deste livro: deu por pai a um Belchior Camelo, de São Tomé, e hoje está tida e havida por filha de João de Azeredo; mais Antónia Ferreira, da Devesa, pariu um filho que eu rebaptizei a folhas 80, deu por pai Gaspar Teixeira, e o Abade de São Tomé o levou para casa como foi de 3 anos, e o cria e traz como sobrinho de seu irmão.

Muitos exemplos destes tenho como certos, que não ponho aqui por não (enfadar?), que tudo tenho bem experimentado desta matéria.
Hoje, 29 de Dezembro de [1]641. António Vieira» [Ancede]

Fonte: Facebook

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Um ano e alguns dias depois das autárquicas… em Fafe

Esperava mais. Não me refiro a obras, mesmo comentários crítico-analíticos sobre a ação do executivo camarário, principalmente da atuação do Presidente da Câmara. Até ao momento, apenas oartigo do Ricardo Gonçalves é o que marca o panorama fafense. Talvez não vá aumentar muito ao que o próprio já disse, mas merece-me algumas observações, quanto mais não seja para destacar a sua postura perante aquilo a que eu próprio achava (e continuo a achar) que eram tremendas aberrações em pleno século XXI.
Igreja e Política foi um assunto que facilmente se resolveu. Contra tudo o que parecia ser ‘normal’, Raúl Cunha e o próprio Pe. Abel Maia encontraram a melhor resposta para as manifestações da fé. Os gastos com os comes e bebes, próprios de quem quer dar um atilho a quem depois vai dar o porco inteiro, serão repensados, segundo se vai lendo. Os estudantes têm um parceiro na Câmara para apoiar os seus estudos. As mulheres têm autocarros que as levam a um dos melhores hospitais do país para despistagem de possíveis doenças cancerígenas. O turismo começou a ser finalmente falado. Há formação nas artes, ainda que seja preciso aumentar os parceiros para que chegue a todo o lado. A luz voltou a estar ligada a noite toda. O espaço da feira tem mais encanto e mais utilidade. Já se voltou a falar do PDM, embora já sejam horinhas de passar à ação. 
Enfim. Há mesmo uma diferença considerável se compararmos com o que se vinha a fazer em Fafe. Em boa hora José Sócrates limitou os mandatos. Mesmo que continue o partido que estava, aqui está a prova que mudar de líder faz a diferença. Quando há duas pessoas, há também formas de agir diferenciadas.
Não sei o que poderemos escrever para o ano. Sei que para já Raúl Cunha está a destacar-se em muito e pela positiva. Tal como o Ricardo Gonçalves referiu no seu post, Nuno Cobanco, assessor de Raúl Cunha, é muito responsável do que se vai fazendo de positivo na cidade. Assessorar alguém é dar indicações, investigar a comunidade e ajudar o Presidente ou a pessoa assessorada a tomar as melhores decisões. E, lá nisso, Raúl Cunha soube escolher com mestria.
Esta passagem do homem de Guimarães por Fafe, que para mim até podia ser de Lisboa ou dos Algarves desde que fizesse o melhor por Fafe, vai ficar registada na história da cidade com pompa e circunstância. Este é o meu desejo. Mas também não sou ingénuo e sei bem que esta passagem vai causar dissabores no PS Fafe. Há questões internas em qualquer partido e quando se tomam opções por uns, deixam-se outros de fora… E quando não se faz o que alguns querem?
Bem, disto sei bem do que falo!

Seja como for, O Presidente da Câmara de Fafe, Dr. Raúl Cunha, está no bom caminho e tem de continuar a segui-lo com arte. Não se espera que saiba tudo, mas certamente saberá ouvir as vozes mais sonantes. Até porque há mais para além da cidade. Há muitas freguesias que podem e devem ter mais e melhor e para isso, se conjugados esforços, é possível fazer e com poucos recursos financeiros da autarquia. Haja vontade e capacidade de diálogo.
Bem, quase me ia esquecendo de se pagar mais taxa no contador da água quando se constrói e do concurso em que ganha a Naturfafe com o orçamento mais caro... mas isso é para outro post em breve.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O meu texto para a inauguração da Exposição "Formas de Saudade" de Pedro Figueiredo

 Metamorfoses da saudade

O corpo. A matéria. A vida. A apresentação do corpo em transformação no espaço. As esculturas de Pedro Figueiredo não se resumem à representação, ultrapassam a linha do metafísico no momento em que ganham vida própria e se assumem como personagens reais no cosmos.
A dialética entre os céus e a terra descobre-se nas figuras aladas que brincam com esferas. Nesta divinização, numa espécie de transformação do humano em semi-deus, é alcançada a tão desejada similitude. Temas mitológicos, animais e a representação do humano serão a voz da expressão de sentimentos e emoções, a arte em transformação.
Cada obra de Figueiredo conta uma história. É desenvolvida através de uma narrativa que não conhece o fim e permite ao observador/espectador/leitor ‘esculpir’ com o lápis da imaginação os traços que completarão essa mesma história ou, simplesmente, darão mais um contributo para a sua construção.
A singularidade de cada obra reside essencialmente na união da harmonia e do ritmo, no equilíbrio de um corpo aparentemente desequilibrado e numa mimesis da natureza em constante transformação.
A monocromia dá lugar à policromia e o jogo das cores faz a apologia à festa, ao encontro, à saudade. “Formas de Saudade” é uma celebração por excelência do ciclo da vida e de momentos enraizados na história e tradição onde a “tricana” arroga-se como símbolo inabalável. Cada escultura tem vida própria mas em conjunto evocam “o passar do tempo que não passa, o voar do vento que não voa”.
A partir das várias reflexões, diríamos que a junção das distintas obras de Pedro Figueiredo, num mesmo espaço, representa uma composição textual dramática por excelência. Figueiredo é o dramaturgo, que compõe cuidadosamente a sua obra, mas também é o encenador na orientação das suas personagens. Já as suas esculturas, com a mais convicta das certezas, são atores com vida e personalidade próprias e todos, até mesmo o escultor/criador, somos espetadores ou, quando muito, também atores neste palco do universo.
As obras de Figueiredo têm personalidade!

Pedro Sousa
Mestre em Estudos Artísticos pela Universidade de Coimbra





segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Os meus pais não são doutores, mas são os melhores do mundo!

A vida é feita de vaidades. Somos portugueses. Temos no sangue um bairrismo genuíno, mas tantas vezes a roçar o parvo. Somos mais invejosos do que seria razoável, mas felizmente não somos todos iguais.
Tudo isto vem a propósito de uma conversa pela manhã com um grande amigo sobre a sua exposição. Ambos facilmente notámos que não faltava lá malta ‘VIP’… e eu que não sou ninguém, também me senti importante, só porque o meu amigo estava com os holofotes da fama todos virados para ele.
Eu sou mesmo um gajo diferente. Ou talvez não. Já me apercebi que há outras pessoas assim e isso deixa-me feliz. Eu fico contente ao ver um amigo triunfar!
Reconheço que isto não é muito normal em Portugal. Há uma máscara de dupla face: ora comédia, ora tragédia. As pessoas não querem que o seu vizinho tenha sucesso. Ou até querem, mas que o seu sucesso venha em primeiro lugar.
É nestes momentos que mais agradeço a Deus pelos Pais que escolheu para me gerar. Pessoas simples. Humildes. Pessoas que cresceram a palmo contra todas as adversidades da vida, mas que nunca deixaram faltar nada lá em casa e de nos pintar como os mais jovens das nossas alturas. É claro que as regras eram marca importante para que tudo corresse bem. Gastar mais poderia representar alguma dificuldade, mas hoje apercebo-me que tudo isso fazia parte de uma estratégia educacional. Ajudar os mais débeis, não gozar com os colegas, mas pelo contrário chamá-los para o nosso grupo, mesmo que ficássemos só, era a mais distinta das condutas humanas.
Gosto muito pouco que me tentem pisar. Detesto ameaças e afasto-me com naturalidade de intrujices. Não suporto facadas nas costas e muito menos tentativas de aproveitamento para atingir fins pessoais. Para mim, o coletivo ganha sempre.

Posso não ser o melhor. Não sou. Mas se há algum valor na justiça social, na simplicidade e na alegria, tudo isso foi-me dado pelos meus Pais. Obrigado!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Até que enfim, mesmo!

Custou a acordar, mas eis aí o I Festival Gastronómico da Vitela Assada de Fafe.
A notícia estampada aqui faz uma apresentação certeira, repescando a história e referindo a receita, permitindo assim adivinhar os prazeres gustativos mesmo antes de os experimentar.
E pronto! Vale a pena ter uma participação ativa na sociedade. Menino não chora, mãe não dá presente. às vezes vale a pena lembrar os políticos que é preciso fazer alguma coisa. Até os podemos convidar a participar em debates sobre o tema e eles simplesmente não se darem ao trabalho de responder que 'não querem' ou 'não vão', dizerem em entrevistas que foram eleitos para trabalhar e não para comentadores, mesmo que só tenham sido convidados para abrir ou fechar a sessão, e depois até aparecem a comentar em televisões e isso sirva para ser publicitado em páginas do Município... Mas, independentemente disto tudo, o certo é que os políticos lá vão ouvindo as vozes quando se juntam, porque são muitas! E, como é óbvio, se não atuarem...
Há coisas que estão a mudar em Fafe e tantas outras vão mudar também... até que enfim!

O FUTURO DE FAFE ESTÁ NO POVO, NAS SUAS TRADIÇÕES, USOS E COSTUMES. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Um bocadinho do meu texto para a Exposição "Formas de Saudade" a inaugurar sábado na Casa da Cultura de Coimbra

Metamorfoses da saudade
  
 «A singularidade de cada obra reside essencialmente na união da harmonia e do ritmo, no equilíbrio de um corpo aparentemente desequilibrado e numa mimesis da natureza em constante transformação.
   A monocromia dá lugar à policromia e o jogo das cores faz a apologia à festa, ao encontro, à saudade. “Formas de Saudade” é uma celebração por excelência do ciclo da vida e de momentos enraizados na história e tradição onde a “tricana” arroga-se como símbolo inabalável. Cada escultura tem vida própria mas em conjunto evocam “o passar do tempo que não passa, o voar do vento que não voa”.»

Pedro Sousa, Mestre em Estudos Artísticos pela Universidade de Coimbra

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Cursos de Formação de Professores na EUAC

A Escola Universitária das Artes de Coimbra (EUAC) tem um conjunto de cursos aprovados pelo Conselho Científico da Formação Contínua (CCFC) destinados à Formação de Professores. Estas formações serão orientadas por mim e pelo Fernando Lardosa. Da minha parte com Especialização em Teatro e Performance e o Fernando Lardosa nas Artes Plásticas.

Todas as formações estão disponíveis no site da EUAC ou bastará um clique nos respetivos cursos:


1-Escrita Dramática e Design de Cena


A Igreja Matriz é um Templo Medieval?

Não sou entendido! Em Arquitetura, não! Sou apreciador do património edificado, mas não sou entendido. Contudo, perante a afirmação que um amigo fafense colocou na página do facebook deste blog, não poderia deixar de colocá-la em discussão. Quanto mais não fosse, porque agora parece que entrou a moda das conferências na política fafense. Ainda bem...
Neste caso, o Gil faz duas observações que me parecem fazer muito sentido:
1 - Onde está registado o estilo 'Arquitetura dos Brasileiros'? (Existe este estilo?)
2 - A construção da Igreja Matriz é um Templo Medieval?

Obrigado pela observação Gil, nunca tinha pensado nisso e, muito menos, tinha reparado.

Aqui ficam as observações do Gil Soares para quem quiser analisar/discutir o assunto:

«A Igreja pode se ter formada num núcleo ou estrutura medieval. Mas a traça actual não pode ser designada como tal. Só falta dizerem que a Capela Mortuária também o é. Depois de inventarem um novo estilo arquitectónico (arquitectura dos brasileiros), já nada me surpreende.Novas descobertas...

Abraços
gs»




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

"Não quero ser mais um. Não quero ser um cidadão comum"

Eu também não, meu amigo! Tal como tu, quero muito mais do que ser um cidadão comum. Mas também sei que não sou mais do que ninguém, nem quero ser... apenas não quero ser mais um!
O Nuno é um amigalhaço lá da minha aldeia. Regadas, mas Regadas com aquela letra bem grande. Já há alguns anos que a família do Nuno, pais e irmão, foram viver para Fafe, mas como é óbvio Regadas é Regadas e os genes estão lá. É de lá que sai o nome "Guitarra", alcunha do seu pai, tal como a minha é Resineiro, porque o meu avô trabalhava na resina e ficou a família dos Resineiros. Tem pinta, não tem?
Ah, pois é! Regadas afinal até tem uma malta que tem talento. Pronto, não sou eu... mas é um amigo e eu sou assim um tipo. Fico contente porque os meus amigos se sobressaem na vida. Não importa em quê, importa é que defendam os valores e, neste caso, o Nuno tem muita pinta. Força meu amigo! Quero-te ver nesses palcos do mundo.