sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Qual é a melhor Escola?

A Escola que prepara os alunos para as Universidades ou mercado de Trabalho, mesmo sem recursos financeiros, ou a Escola em que os seus alunos pagam altas propinas e depois das aulas vão direitinho para casa dos seus explicadores?
Os rankings das escolas voltaram a preencher várias páginas dos jornais nacionais. Foram notícias em toda a comunicação social. Criaram discussões acesas como todas as vezes que apareceram. Uns ficaram contentes porque todos gostam de ir à frente. Outros, simplesmente, olharam para os resultados e não ligaram mais, afinal, na sua Escola há preocupações diárias para que os alunos possam ter pelo menos uma refeição quente por dia. Há tantos e tantos problemas nas suas casas que conseguir tirar notas positivas, por mais pequeninas que sejam, é uma vitória enorme e ultrapassa qualquer estatística disfarçada de coisa boa, mas só interessa ao poder económico para que possam arrecadar mais clientes para os seus estabelecimentos.
A quem interessam os números dos rankings? A quem interessam as pessoas dos rankings?
O ensino precisa mais do que números. Não são as Escolas que estão mal. Podem até ser os métodos de ensino a necessitar de uma profunda revisão, mas o que falta mesmo é centrar a educação na pessoa em si. Há uma pergunta que tem de ser feita em cada reação de um aluno: ‘Por que será que agiu desta forma?’
Esta foi uma das melhores lições que tive do Psicólogo, Poeta e, mais do que tudo, meu camarada e amigo António Vilhena. Olhar o problema do aluno com uma pergunta tão simples é mais do que suficiente para perceber que há todo um fator humano a ter em conta antes de qualquer resultado ou atitude. Às vezes não é nada fácil. Tantas vezes nós, os professores, nos sentimos impotentes para os conflitos que já vêm de fora dos muros da escola. Mas é a simples compreensão humana que leva à conversa, ao encaminhamento, à orientação daquele ou daquela jovem que merece bem mais do que uma boa nota. Merece a vida. A vida harmoniosa de quem é criança, adolescente ou até adulto que mais ninguém quer sequer ouvir falar.
Esta é a Escola. Este é o ensinamento que os clássicos nos deixaram e criaram Escolas e ensinamentos que todos seguimos sem questionar donde surgiram. É tão pomposo lançar umas frases de Aristóteles, Platão, Sócrates, Santo Agostinho quando nos servem, não é? Mas também deveríamos repensar a sociedade tal como eles fizeram no seu tempo.
Qual é a melhor Escola? A Escola que formou a aluna que entrou em Medicina, sem recurso a nenhum ou a reduzidos investimentos em explicações, no meio de tantos outros que nem queriam saber de competições por médias, ou a Escola em que a maioria dos alunos, depois de saírem das aulas, vão direitinhos para casa dos seus explicadores?
Há muitos fatores que contribuem para o sucesso nos rankings. Investiguem, não será difícil perceber. Quanto a nós, preferimos a Escola de Todos e para Todos. A Escola que nos preparou para entrar na primeira opção, na velhinha, mas encantadora, Universidade de Coimbra.

Obrigado, Escola Pública!

domingo, 28 de janeiro de 2018

JSD deu lição de urbanidade

Há políticos em Fafe que pensam que todos querem o lugar que eles ocupam!
O PSD foi a votos a nível nacional. Duas candidaturas, encabeçadas respetivamente por Pedro Santana Lopes e Rui Rio, fizeram acordar uma secção que parecia adormecida e à mercê de quem seguia apenas uma linha de pensamento. Como não podia deixar de ser, as opções não eram unanimes e surgem apoios a cada uma das candidaturas, uma na linha da maioria dos elementos da comissão política ainda em funções, Pedro Santana Lopes, e outra que opta por apoiar Rui Rio, sendo esta apoiada publicamente com notas à imprensa pela JSD.
Confesso que fiquei extremamente agradado com a urbanidade, quer a elegância na forma, quer o nível do discurso adotado pelos mais jovens. Apesar de terem muitas razões para se irritarem com os bombardeamentos palavrosos que foram alvo, sempre souberam desvalorizar a calúnia e concentrar-se no objetivo final, dar uma grande vitória a Rui Rio.
Nos bastidores falava-se que os jovens poderiam estar a preparar uma candidatura à liderança do partido em Fafe, mas isso não aconteceu, até porque os mesmos afirmavam que só tinham um objetivo: a vitória de Rui Rio.
Os factos são mais do que evidentes. A Juventude tem nível e, mais do que tudo, tem formação suficiente para conduzir o partido. Certamente que não sabem tudo! E também é evidente que precisarão sempre dos mais velhos para dar consistência às suas equipas, mas já ninguém poderá dizer que o futuro está comprometido, pois quem vem a seguir traz consigo uma excelente preparação académica e humana.
Ao contrário do PS, o PSD em Fafe não tem nada para dar aos jovens. Não tem cargos para oferecer, nem tão pouco tem tido a hipótese de ser indicado para um ou outro emprego de alguma câmara de amigos. Estes jovens sabem que têm de apostar em si, na sua formação, nos seus empregos, ou nunca terão nada, nunca serão nada. Estar no PSD em Fafe não é igual, nem sequer idêntico, a militar no Partido Socialista.
Será que é assim tão difícil, aos dirigentes do PSD, perceber que o lugar que eles ocupam não é assim tão apetecível? Será que não se apercebem que o PSD não tem grande impacto no quotidiano das pessoas?
Por muito que possa doer, esta é a realidade pura e dura. Os cargos de dirigente no PSD Fafe só interessam para afirmações internas, que podem levar a nomeações, ou posicionamento estratégico em Fafe, afinal dá sempre alguma visibilidade sair nos jornais de vez em quando!

Continuo sem saber o que vai fazer o PSD. Continuo a dizer que o PSD precisa de agarrar as oportunidades para poder ajudar os fafenses com os seus ideais e as suas ações, mas isso só é possível quando estiverem no poder, nem que seja em coligação. Mas também continuo a pensar que isso só será possível quando os dirigentes traçarem um plano e enfrentarem a população com humildade. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Chega! Vamos mudar o rumo de Fafe…

Educação. Cultura. Arte. Desporto. Turismo. Animação. Associativismo. Urbanismo. Empreendedorismo. Emprego. Comércio. Saúde.
Era o que mais faltava, num país democrático, tivéssemos que obedecer cegamente às ideias de um ou outro indivíduo que se julga o mais sábio de todos, o único capaz de estar preparado para exercer as mais diversas funções nos cargos públicos… E os outros? Será que Fafe só tem meia dúzia de pessoas preparadas para ocupar cargos de relevo? Será que temos de apoiar aqueles que passam a vida a dizer mal dos outros só porque não concordam com as suas ideias?
Não! Comigo não contem, ok?
Decidi há muito tempo que a minha vida será orientada por muito mais do que simples quezílias parvas. É claro que com isto não quero dizer que vou aceitar tudo o que os outros fazem ou dizem a meu respeito, mas também não me vou deixar aborrecer com aqueles que usam o palavrão ou o insulto gratuito para terem a sensação que são superiores. E, o mesmo quero para os outros. O 25 de Abril veio mesmo para que pudéssemos ter uma palavra e uma opinião sobre o que nos rodeia. Não é à toa que se trabalham obras em Literatura Portuguesa como ‘Felizmente ao Luar’ ou ‘O Memorial do convento’, entre muitas outras de tantos autores que se inspiram na liberdade para que as gerações vindouras possam encarar o mundo, o país e até a sua cidade com uma positividade que mereça o sorriso de cada um dos dias.
E é assim que espero que aconteça daqui para a frente também na minha cidade. É esta força que fui encontrando por este país, em cada terra que atraquei para lecionar, em cada árvore que me aparecia nas longas viagens, em cada onda mais ou menos calma. Sim, porque se há alguém que nada deve aos políticos desta cidade sou mesmo eu, nunca houve uma alma caridosa que fosse capaz de ‘me dar um apoio’… nunca tive qualquer tacho dos políticos fafenses… Nada lhes devo! Nada mesmo…
Mas gosto de política. Gosto da minha cidade. E gosto muito da minha aldeia. E, por isso mesmo, acredito que está na hora de iniciar um rumo novo. Está na hora de conhecer novos atores no mundo da política. Está mais do que na hora de traçar projetos comuns que possam engrandecer a cidade. É preciso traçar objetivos comuns. Não porque é giro, mas porque são esses que conseguem chegar mais longe. São esses que têm hipótese de serem aprovados pelas mais diferentes apostas governamentais ou europeias. Já ninguém trabalha sozinho. Esta é a hora de uma verdadeira transformação da cidade.

Chegou a hora! Vamos lá, Fafe?

sábado, 6 de janeiro de 2018

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

José Baptista assume vereação em 2018?

PSD 0 – Fafe Sempre 2
O jogo mal começou e o PSD já perde por duas bolas. Logo no primeiro minuto, após uma derrota pesada, Fafe Sempre ataca com uma palmadinha nas costas e convida o PSD para o segundo lugar da Assembleia Municipal. Dominado pela fúria dos resultados, PSD não hesita e aceita pomposamente o lugar e, mais uma vez, os sócios do clube não são chamados a prenunciarem-se. Afinal, a equipa é deles e, ao que parece, o clube também.
Chega a hora de mexer na equipa, PSD não está no Governo, PSD também já não está na Câmara e Fafe Sempre aproveita o caminho livre para rematar e é goooooooooooolo! É golo! É golo! O Serviço de Emprego já foi para um dos seus… (segundo o JORNALdeFafe).
A bola volta ao centro. O árbitro dá sinal da partida e eis que aparece a primeira grande prova de fogo: Orçamento 2018! Fafe Sempre aproveita novamente o momento e com abstenção dá ideia de estar a colocar o interesse de Fafe em primeiro. Seja ou não essa a intenção, o certo é que volta a marcar pontos, até porque ninguém está disposto a ter eleições tão cedo. Já o PSD aparece contra tudo e contra todos e a queixar-se de que as suas ideias foram deixadas de fora. As suas brilhantes ideias, vejam só… Como a Zona Industrial de Regadas, por exemplo!
O mais bonito disto tudo é que nós até achamos mesmo que eram (e serão) ideias importantes para a afirmação e avanço industrial do concelho, mas ao contrário do PSD que culpa os outros, achamos que a culpa é do PSD. Simplesmente porque devia estar lá dentro a trabalhar em coligação e defender estas mesmas ideias.
Querem brincar aos políticos para se afirmarem dentro do partido? Vão passar a vida a queixar-se à espera que os fafenses tenham pena? Não adianta! No primeiro caso, já está provado que se não abrirem o partido a todos, as pessoas simplesmente se afastam; no segundo caso, os fafenses não querem quem esteja sempre do contra e a queixar-se, mas sim quem apresente soluções e as ponha em funcionamento para que todos tenham melhor qualidade de vida. É claro que para isso, é preciso estar lá dentro e isso só é possível com uma coligação como aquela que até já tiveram no último mandato…
Não sei o que vai acontecer nos próximos dias. Da minha parte, tenciono atacar nas rabanadas, formigos, aletria… Já do PSD, das duas só podemos escolher uma: ou vai continuar a deitar fumo pelas orelhas e nós vamos assistindo ao desfile de pavões ou entra realmente no que interessa e assume uma coligação com o executivo de Raúl Cunha tentando, na medida do possível, resgatar as ideias que os dois vereadores foram lançando nos três anos que lá estiveram. Já que o primeiro eleito diz que ‘segue unido à sua profissão’, a segunda ‘está disponível para os fafenses na assembleia da república’, a representação do partido na Câmara de Fafe não poderia ficar em melhores mãos do que na figura de alguém humilde, cientificamente bem preparado como é o Engenheiro José Batista.

Se assim não for, para o bem de Fafe, que este Natal traga tantas coisas boas para os fafenses que nem seja mais preciso recorrer aos políticos…

sábado, 9 de dezembro de 2017

Auto da Barca da Abicada







07 Dezembro | IEFP Portimão

Sinopse
Ridendo castigat mores. Um auto... como qualquer outro... bem ao estilo de Gil Vicente. O diabo e o anjo. O Sapateiro. O Cobrador de impostos. o Parvo.O Padre. O Juíz. A Alcoviteira. O Artista. A ilusão continua igual a sempre. Todos querem ir para o céu, mas é no Inferno que têm vaga. Sem grande hesitação embarcam e com muito entusiasmo. Lá a vida parece continuar igual. E cá também...

FICHA TÉCNICA | Coordenadora: Vera Duarte | Mediadora: Susana Fonseca |Encenador: Pedro Sousa | Figurinos: Telma Perdigão | Atores: Susana Gomes, Weslley Brito, Rosália Gonçalves, Jorge Ferreira, Fábio Magalhães, Adilsa Rosita, Fernando Vaz, Vanessa Correia, Neusa Mabjaia, Fernanda Silva

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

#jornalpovodefafe: Quem não está disposto a trabalhar em coligação, demita-se!

A realidade política fafense é mesmo outra. Tenho acompanhado o desenrolar dos acontecimentos, afinal como sempre fiz, embora tivesse optado por não me pronunciar antes do último ato eleitoral, não fossem alguns iluminados usarem isso para justificar os seus maus resultados, mas não posso deixar de verificar que os políticos do antigo regime ainda não estão dispostos a assumir que a factualidade dos números é mais do que evidente.
Desta vez não me refiro à Câmara, mas só desta, apenas me dirijo para as juntas de freguesia. Se há juntas que lá conseguiram entendimento para que as coisas possam funcionar, outras há em que isso parece muito longe de acontecer. Arões S. Romão já teve de fazer mais do que uma reunião, em Moreira de Rei parece que a banda toca com a mesma pauta. Será que as pessoas não percebem que as cartas foram dadas e isto ficou tudo baralhado?
Se em artigos anteriores defendi a ‘estabilidade governativa’ como aconteceu nas juntas de Golães e Fafe, por exemplo, e me parece fundamental que venha a acontecer o mesmo na autarquia, mantenho o mesmo princípio para as restantes. Deste modo, que me desculpem os intervenientes, só se quiserem, mas em Moreira de Rei leio que os dois mais votados na oposição (Fafe Sempre e Unidos a Fafe) se encontram disponíveis para encontrar uma solução, mas que obviamente os inclua. O que espera o mais votado? Que lhe entreguem a junta sem mais nem menos? Que lhe permitam governar como sempre fez até agora? Não pode ser! A realidade é outra. Penso que os políticos têm de se convencer disso. Os políticos precisam de ter a capacidade de dialogar ou, se não conseguirem, a porta é a serventia da casa. O Povo votou, faça-se a sua vontade. O Povo não deu maioria? Paciência, governe-se com a sua decisão. O Povo é soberano.
Muito sinceramente, mesmo que os likes dos meus posts possam diminuir, depois do escrutínio só pode ser traçado um objetivo: colocar-se ao serviço da comunidade, mesmo que se tenha de engolir um saco cheio de sapos. Quem não estiver disposto…
há eleições de quatro em quatro anos!

domingo, 12 de novembro de 2017

Nunca me senti tão bem representado por um Presidente

Há problemas e ele vai lá. Faz criar formas de resolução e volta lá. Quer tudo a funcionar e vai lá estar. É assim Marcelo Rebelo de Sousa. Não se submeteu à vontade de Passos Coelho, mas também não deixa que o Costa lhe diga o que fazer. Quem marca a sua agenda é ele próprio. Marca, desmarca se alguma circunstância o justificar – mesmo que seja um compromisso internacional, e volta a remarcar só para estar junto ao povo português. Sim, o Povo como muitos gostam de dizer que defendem de cravo ao peito, mas poucos o conseguem fazer mais do que nos festejos do próprio dia 25 de Abril.
Como eu gostava que houvesse um Presidente com estas medidas em cada Câmara deste país. E às tantas até há quem esteja perto das populações e são esses que tanto estão a irritar os dinossauros que dominaram as cidades anos a fio. É tempo dos ‘afetos’ como tanto se tem apregoado e, como é mais do que óbvio, os afetos não nascem do acaso, eles têm de ser inerentes à própria condição humana. Se é certo que também se aprendem, também é certo que eles nunca vão aparecer de quem quer a todo o custo ganhar uma autarquia, custe o que custar.
Há neste preciso momento em Fafe uma febre desenfreada para derrubar a Câmara de Fafe. Isso é já falado em reuniões mais ou menos disfarçadas. Desenganem-se todos os que pensam que vão ter a vida simplificada se tentarem prejudicar o bom funcionamento de um grupo democraticamente eleito. Que nem pensem que as decisões de dois ou três dentro de um ou outro partido, que nem ousam fazer reuniões de avaliação do último ato eleitoral com os militantes, se vão sobrepor às convicções de quem defende a decisão do povo como última palava.
O povo decidiu e merece ser respeitado.
Se surgirem novas eleições antes do tempo, haverá muitas surpresas. Não será respeitada qualquer tomada de posição partidária sem que essa seja previamente discutida e votada em local próprio. Os partidos não têm donos!