segunda-feira, 26 de junho de 2017

Quando acontece sempre a mesma coisa

Os incêndios são um flagelo todos os anos. Todos esperamos o bom tempo para as grandes festividades, os casamentos, as comunhões, a praia e os festivais… mas sabemos que no bom tempo também aparece um dos maiores pesadelos para a espécie humana.
Não nos cansamos mais de chamar ‘heróis’ aos bombeiros, e bem, mas eles são heróis durante o ano todo, mesmo no Inverno, porque estão lá sempre… não precisavam de ter a função de apagar chamas para serem considerados como tal, basta o auxílio que dão às populações, estando, para isso, 24h sobre 24h de prevenção.
É sempre a mesma coisa. Todos os anos a mesma conversa. Não faltam conhecedores das causas e consequências dos incêndios, mas não há uma política verdadeiramente eficaz para acabar com tudo isto.
O que se pode fazer?
Penso que já foi mais do que discutido o que se pode fazer, mas basta que se conheçam donos aos terrenos e os obrigue à sua limpeza. Há apoios para isso, fiscalize-se. Não quer limpar? Paga multa ou fica sem o terreno, já que não é responsável para o ter… É claro que aí o Estado terá de se responsabilizar pela limpeza ou, quem sabe, pela cedência para cultivo em troca de o manter limpo e produtivo. O mesmo em todos a seu cargo…
Enquanto não se criar uma política a sério, isto vai acontecer ano após ano. Há muitos interesses e, o mais engraçado, é que já nem lhes importa esconder… é tudo à descarada!
Este ano foi demais. Há pessoas que perderam a vida porque não tiveram hipótese de escapar ao cerco do fogo… até dói só em pensar!
Acho que já chega de pensar no lucro, não? Anda um país inteiro à mercê de meia dúzia que lhes dá jeito: o aluguer dos helicópteros, a madeira mais barata…
E se tudo estivesse mesmo limpo? Com outro tipo de árvores?
Não dá lucro no imediato, pois não?
Acho que vamos ter mesmo de aceitar que algum familiar dos deputados compre uma frota de helicópteros, os de outros abram empresas de limpeza de terrenos e os de outras empresas de cultivo de terrenos cedidos pelo estado… pode ser que assim, com a adjudicação à família dos legisladores, já se consiga uma política que favoreça os portugueses.

sábado, 10 de junho de 2017

Este país anda ao rubro

Somos os maiores. Isto nem parece mais Portugal. Aquele país à beira mar plantado que depois de uma crise grave se ergueu e começou a ganhar tudo o que havia para ganhar. Foi o Campeonato da Europa. O Festival da Eurovisão. A eleição do Guterres para o mais alto cargo da ONU. O Ronaldo continua a somar troféus por onde passa. O Mourinho volta a ganhar. O Presidente da República adotou a palavra ‘afetos’ e faz do ato o brilho de tanta gente que se considera próxima do representante máximo. Isto anda bonito, pá!

Fafe não está muito diferente do país. No Raly, o mesmo sucesso de sempre. O Fafe tem uma moldura humana que dá gosto. As aldeias viraram-se finalmente para o seu património natural. A Terra Justa, o Festival da Vitela… enfim, há tanta coisa positiva a acontecer que se pode dizer que Fafe está a seguir o rumo certo. O que falta? Falta uma política que saiba aproveitar o melhor de cada aldeia, grupo ou pessoa. Mas quanto a isto, só o tempo o dirá…

Podemos dizer que o que não está bem em Fafe são os políticos. Ou a política dos políticos.
Mas não quero falar desses. São sempre os mesmos. As mesmas caras. As mesmas ideias ou a falta delas… São sempre os mesmos a trabalhar para os mesmos. Estou fora…

Como gosto deste Portugal assim. Fafe é só mais uma parcela que terá a sua hora de se livrar de todos estes políticos e encontrar alguém mais ao estilo de Marcelo. Uma nova geração de malta que vai sair de onde menos se espera. Malta que vai cortar com o estereótipo desses partidos e movimentos todos. É urgente mudar o rumo a Fafe.

Estas trocas e baldrocas são o reflexo do que chegou a política e os seus atores. Uma vergonha chapada onde a palavra ‘vale tudo’ é ordem há muitos anos, não pensem que é só de agora. Mas valha-nos Portugal. Valha-nos as vitórias por esse mundo fora. Mas valha-nos também as vitórias dos nossos conterrâneos, mesmo que seja uma jovem médica de Regadas, filha de gente humilde, que ganhou o prémio de melhor aluna. Foi para isso que apareceu o Abril. A revolução. A possibilidade de estudar dada a todos por igual. E, só assim, todos podem levar o nome de Portugal bem alto.
«Só falta (mesmo) cantar a língua portuguesa!»
 E em Fafe, mandar os políticos para as serras até às eleições só a pão e água!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Rally. O Fafe. A Justiça.

 Imagens: JN, ADF

O Rally sempre de prego a fundo. O Fafe foi à luta. Falta cumprir-se a Justiça de Fafe.
Não há hipótese. O Rally de Portugal não tem cenário mais bonito do que as serras repletas de forasteiros que rumam ano após ano à mais emblemática catedral da modalidade. Este ano nem o Raminhos faltou. O bom humor subiu a bordo de um dos carros para fazer o famoso salto de Fafe. E não foi o único. Bloggers e Vlogers já viram que o espetáculo é para aproveitar. Dá likes. Muitos likes.
O Fafe não conseguiu a manutenção. Esse não era o desejo de quem há um ano conseguiu uma das maiores festas do Clube, mas o Fafe venceu! Aceitaremos com facilidade outras opiniões, mas o Fafe foi um grande vencedor. Há quanto tempo não se via tanta euforia à volta da mágica? Não vale vir com as tretas do costume: ganha, são os maiores e perdem, já não prestam… Haja reconhecimento. É preciso aplaudir quem deu o corpo às adversidades de um clube que não nada em dinheiro, mas que nem isso o demoveu de ir à luta. É sempre melhor morrer de pé do que viver a rastejar. Já não me lembrava de ouvir falar tanto no Fafe como este ano. Até pelos Algarves era interpelado para ouvir falar do ‘seu Fafe’, diziam-me tantas vezes…
Fafe, Terra da Justiça. Mas que faz pouco uso do seu potencial. Bem, não faz quase nada para ser mais sincero. Lá se criaram uns eventos em torno do nome, mas agarrar a coisa como deve ser, não será trabalho para os próximos tempos! Está à vista, mesmo!
O Rally não precisa de mais apresentação. Talvez saber rentabilizar melhor seria importante. O Fafe terá de reorganizar o seu trabalho para surgir com mais força. A vitela já tem festival. Há uma Terra Justa com mediatismo. Só falta mesmo um evento genuíno à verdadeira “Justiça de Fafe”, a mesma que só intelectuais como Camilo Castelo Branco sabiam retratar e os fafenses a conhecem como ninguém e não têm qualquer vergonha de a assumirem como sua ou não fossem eles de Fafe, vejam só!


domingo, 14 de maio de 2017

O To Zé vai a votos e tem um projeto e o melhor da festa é a malta que o acompanha

O discurso de apresentação da lista do Tó Zé chegou ao meu conhecimento. Não levem a mal não dizer o Eng. António José Silva mas, sinceramente, espero que continue a ser o Tó Zé porque é assim que a malta o conhece na dedicação às causas. Claro que o canudo dá-lhe credibilidade científica, mas essa só será relevante se juntar sempre o humanismo nas suas ações.
Não votarei para a Junta de Fafe, mas achei curioso o que se aponta para a Freguesia de Fafe e há muito que defendo que as pessoas um dia vão começar a ser mais exigentes e vão votar em ideias concretas. Se vai ser já desta vez? Não sei.
Relativamente à apresentação da lista e ao discurso, não poderia deixar de destacar a astúcia em criar uma lista diversificada. Tem muitas mulheres. Muito bem. A política precisa de ouvir mais o sexo feminino. Há questões que são tratadas com outra sensibilidade se forem tratadas por mulheres. Nunca achei piada a querer que tudo fosse igual, do mesmo modo, por homens e mulheres. Por alguma razão são sexos diferentes. É mesmo da natureza. Não se trata de direitos, ok? Esses têm de ser mesmo iguais e ponto. Mas há características que são tratadas melhor por homens e outras por mulheres. Um pai não é igual a uma mãe. Há gestos que só o pai tem e outros só a mãe sabe fazer… um não substitui o outro. Se conhecerem alguém que tem de fazer o papel de ambos, perguntem-lhe se não tem de se redobrar… Não é fácil!
Eu mesmo gostava de ver mulheres a escrever a sua opinião no Povo de Fafe. Tenho a certeza que o Povo de Fafe sairia muito a ganhar. Se for questão de espaço, posso partilhar o meu…
Clara Paredes Castro foi um nome que me saltou à vista. Foi uma das convidadas num debate organizado pelo Club Alfa sobre o Turismo e, confesso-vos, que grande lição sobre o assunto. A mulher sabe do que fala. Se um dia fizer uma lista à Câmara, aí terei de ser mesmo candidato e ‘não candidato’ como agora… A Clara vai comigo!
“Novas tecnologias e inovação, acessibilidades pedonais, corredor verde, parque canino, abastecimento elétrico, autocarro, reaproveitar escolas para a sede da junta, espaço de juventude e voluntariado, gestão do cemitério como outras freguesias, dinamizar os bairros, apostar na transmissão histórico-cultural de Fafe, criar atividades para promover o comércio…” são a recolha rápida das propostas. À primeira vista sou levado a dizer que há questões levantadas que me parece estranho ainda não estarem a acontecer. Daqui a três anos, mais coisa menos coisa, será valorizada a criatividade. Se uma comunidade não acompanhar o tempo vai ficar para trás. Todas as propostas têm de passar obrigatoriamente por uma reorganização que envolva as novas tecnologias, não para substituir o contacto humano com a natureza, mas para que facilitem a sua atuação. Quanto mais organizado estiver a comunidade mais tempo terá o cidadão para se dedicar ao ócio e ao desfrute do que de melhor a vida lhe oferece: a família, os amigos, a leitura, a vida ou a natureza por excelência! 


sábado, 29 de abril de 2017

Contra os jantares dos políticos… Presunto! Presunto! Presunto!

24 de Abril. Os políticos começam a puxar pela fita métrica. Começam as primeiras sondagens. O Facebook diz que a lotação está esgotada. Não percebi se não havia mais bilhetes, só para dizer aos outros que não tinham lugar, ou se existiria outra razão. O JN anuncia dois jantares. As primeiras fotos aparecem… primeiro da escola Montelongo, depois do Pavilhão da Secundária… E é assim que vai a vida política por Fafe! Um partido, duas candidaturas. Isto é o 25 de Abril a funcionar em pleno. Medem-se as filas…
Volto a casa. Não tive jantar algum de comemoração do 25 de abril, mas pude saborear os melhores sabores de uma cozinha caseira. Os sabores de sempre. Aqueles que me avivam a memória quando estou longe. Afinal o 25 de abril também trouxe uma nova forma de ser família…
Hoje é dia de festa. É 25 de Abril.
Já o disse anteriormente que esta novela está a ser fantástica. Mesmo aqueles que ligam muito pouco à política começam a fazer humor com o avançar dos episódios. E as cenas dos próximos capítulos? Acho que vou criar uma linha de apostas… Vai dar dinheiro!
O que mais está a motivar a minha atenção é verificar que ‘o que outros fizeram aquando no poder’ está-lhes a acontecer precisamente o mesmo! Dói, não dói?
Poderia ser de outra forma? Podia, mas não era a mesma coisa!
A vida é mesmo uma roda. Ainda há uns anos ajudavam às perseguições políticas e agora estão a ser vítimas… ainda me lembro de umas eleições em que lá nos escuteiros fizeram uma reunião com o chefe de núcleo porque um escuteiro não obedecia às ordens do chefe e não apoiava a lista que mais lhe convinha… É claro que a lista do escuteiro ganhou as eleições… Lá está, ‘deus escreve direito por linhas tortas’… Depois foi outra associação, também não apoiava a lista do poder… o associado não presta… toca a riscá-lo!
Obviamente que esse escuteiro, fez o que outros fizeram também nas suas freguesias, abandonou as chatices e disse: «Felizes os pobres porque deles é o reino dos céus!»
Há pois é. Era mesmo assim que as coisas funcionavam. E agora?
Agora, é um partido nacional a dar um grande chuto naqueles que um dia apoiavam estes seus amigos… Aqueles que faziam estas jogadas. E valia tudo! O importante é ganhar, não importa como…
Sinceramente, acho que o Costa está a ser um grande Senhor!
Contra os jantares da política… Presunto! Presunto! Presunto!

Viva o 25 de Abril

terça-feira, 18 de abril de 2017

Não sou candidato, não há jantares à minha pala!

Não vou mesmo em nenhuma lista nas próximas eleições autárquicas em Regadas. Gosto muito da minha terrinha, mas não gosto nada do que ela se tornou com tantos interesses por lugares e lugarejos. Que terra mais interesseira. Não estou desiludido, nada que me surpreenda, apenas jamais compactuarei com tamanha falta de princípios. Vale tudo.
Vem isto a propósito de algumas interpelações que me têm chegado e, porque não gosto de alimentar dúvidas, penso que um esclarecimento público pode ajudar a clarificar a minha posição, principalmente porque qualquer análise neste espaço jornalístico da minha parte não pode ser interpretada como defensora de algum partido em particular.
Sou livre. Não devo favores políticos. E não serei mais do que um espetador atento da novela que já vai longa. É claro que vou exercer o meu direito ao voto. Faço questão. Não sei em quem vou votar, mas já sei em quem não votarei.
Colar cartazes? Abanar bandeirinhas? Não! Desta vez, não!
Estão a ver aquele tipo que se cansa de apontar estratégias, que fazem de conta que o ouvem antes das eleições, mas depois não querem saber só porque discorda das ordens do chefe?
Também ninguém vai ter a possibilidade de comer jantaradas à minha pala. O comício dos independentes já não terá a necessidade de falar do gajo que estudou para padre e é um burro carregado de livros, porque é assim que são classificados os doutores.
Os que se aproveitaram e se juntaram contra a junta que disponibilizou o terreno para o lar (PSD/CDS), só para ter lugares para a família e amigos (PS) e agora andam às turras porque foram desarmados pelos seus pares têm agora a possibilidade de se candidatarem uns contra os outros. Nós estamos de fora! Só a observar! Só naquela!

Posto este esclarecimento, julgo que estarei mais do que legitimado para proceder ao comentário político. À análise das manhas e artimanhas das candidaturas. A dizer o que penso e julgo importante para o debate plural. A contribuir para uma cidadania mais interventiva.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Fafe, jogo do pau ou da bicha?

Também quero uma parede na feira com as lendas de Regadas, já fiz a recolha história e fora publicada na última revista do Club Alfa, é só escolher: «Assim, é dito que no 'Vale de Quintela' aparecia uma cadela com pitos; Em 'Mata Burros' (entrada do Loureiro - Paço) aparecia um homem muito grande, o que levava a que muito povo chegasse ao 'Alto e Vira para Trás' (partilha de Quintela Loureiro) e fugisse; Em 'Chosabrensa' (Quelha das Campas) aparecia o lobo e apareciam as bruxas no Rio do Génio.»
Não querendo influenciar a possível escolha, sugeria uma atenção particular para “a cadela com pitos”, parece-me que dava um excelente quadro e bruxas há em todas as terrinhas… e Montalegre já as adotou a todas.
Não queria ser desmancha-prazeres, mas os números dos likes nas publicações quando se fala do tema da justiça não enganam e a única lenda que nos caracteriza verdadeiramente e levará o nome de Fafe além fronteiras é só uma: JUSTIÇA DE FAFE!
“Com Fafe, ninguém Fanfe!” já era o lema conhecido em Coimbra, Ansião, depois em Lisboa e outra vez Coimbra, agora em Portimão e logo, logo, será numa outra cidade qualquer deste país por onde eu passar e parece-me que esta experiência é partilhada por todos os fafenses espalhados pelo país e não só. É o lema que as pessoas conhecem e acham graça à expressão. E, ao contrário do que poderão pensar, para nos dizerem estas coisas é porque conseguimos criar simpatia com a maior das naturalidades. Bem, verdade seja dita, também sabem logo que não se podem esticar, porque também se apercebem que connosco é ‘Pão, pão! Queijo, queijo!’.
Hernâni Von Doellinger, após a notícia grafitesta nos muros da feira, começa por destacar na publicação “Fafe, uma camisa-de-onze-varas (ou A bicha...)”, no seu blogue Tarrenego, um excerto retirado do blogue Falaf Magazine de Jesus martinho sobre A lenda da bicha das sete cabeças de Fafe, «Conta-se que, há muitos anos, num lugar de Moreira de Rei, existia uma enorme cobra (bicha) escondida nos silvedos, que trazia as populações aterrorizadas, pois comia as pessoas e os animais que por ali passavam. [...]» e, mais adiante, refere-se à lenda da Justiça de Fafe nestes termos: «Ora bem. Fafenses. Temos um lenda, nossa, só nossa, única, identificativa de uma gente pacata mas que não aceita levar desanda para casa. E essa gente somos nós, ou se calhar éramos nós. E eu bem gostava de ver a nossa lenda contada tintim por tintim no muro da feira. É uma lenda tão única e tão só nossa que até leva o nome da nossa terra. Olhem que bonito: Justiça de Fafe
Não se percebem bem as razões da tentativa de apagar a Justiça de Fafe dos livros de história ou, pelo menos, dos festejos, mas podem ter a certeza, a Justiça de Fafe é o ex-líbris de Fafe, logo a seguir vem o nosso Fafe com toda a sua Justiça.
Se não mudam de ideias os políticos, mudemos os políticos!