segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Alunos, Encarregados de Educação e Professores, Vamos todos às aulas?


O ano letivo está a começar. Talvez seja importante (re)lembrar que a Escola não é só o lugar onde os pais deixam os filhos durante o dia e os vão buscar à noite, quando estes não chegam a casa nos autocarros destinados para o efeito.
Começar por desejar um bom dia de aulas e perguntar como correu o dia é o que todos deveriam fazer por norma, mas pelo menos, vão perguntando como vão as coisas e não partam para agressões violentas, certamente, em muitos casos, os vossos filhos não precisam de avaliadores em casa, mas de alguém que os motive e dê força para os contratempos que vão aparecendo durante o ano letivo.
É mais do que evidente que não se vai desculpar tudo o que os meninos e meninas vão fazer de menos positivo, afinal, o trabalho deles é aquele e é na escola que têm de dar a sua produção.
Já os Professores, esses são aquelas ‘aves raras’, uns totós que acham que podem mudar o mundo e que o mundo não avança sem eles, na verdade, até têm razão. São uns chatos dos diabos, quando ninguém acredita mais na pessoa, lá vem o Professor com mais uma estratégia de remediação para tentar levar aquele ser humano a encontrar uma luzinha, por mais pequenina que seja, no fim do túnel.
Professor que é Professor nunca desiste de um aluno! Muitas vezes, o aluno não acredita nem um bocadinho em si próprio e o Professor aponta mais um caminho a seguir. Claro, lá está mais uma vez a dar trabalho ao menino ou à menina, mas é fantástico ver o orgulho nos próprios alunos quando conseguem atingir os objetivos que já tinham sido dados por eles próprios como perdidos.
Agora imaginem que os alunos, os encarregados de educação, os professores e os funcionários remassem todos para o mesmo lado. Continuaremos a não saber o resultado final, até porque dificuldades e contratempos sempre vão aparecer, mas podemos ter a certeza que para além de aumentar o conhecimento científico de cada um dos intervenientes no processo ensino-aprendizagem, estamos a formar cidadãos de muito nível.
Bom ano letivo a todos!

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Já tive muitos amigos, hoje só tenho os essenciais!


Dizem que hoje é o dia internacional do amigo. Não sou muito ligado a estas datas, até porque tenho uma forma muito peculiar de olhar a vida. Não vivo sem o dia do pai e da mãe. Não vivo sem o dia da irmã, no meu caso, ou sem o dia dos avós, mesmo que já cá não estejam. Também não vivo sem o dia do animal. Sem o dia da criança, da mulher… Eu vivo cada dia com tudo isto e com as lembranças e saudades dos que já cá não estão. Por este país acima ou abaixo, nas viagens intermináveis da minha vida, são tantas as vezes que só o céu me contenta a solidão de um abraço…
Já tive muitos amigos. Muitos ainda cá estão. Os essenciais. Aqueles mesmo amigos. Os outros desapareceram. Eu afastei-me. Porque aprendi que não podemos permanecer muito tempo ao lado do que nos faz mal.
Hoje sou mais livre. Tenho amigos. Mas só tenho aqueles que são realmente meus amigos.
Feliz dia dos Amigos, todos os dias!

terça-feira, 30 de julho de 2019

Crianças descartáveis?


“São devolvidas quando começam a crescer e a dar problemas comportamentais, próprios da idade de quem está na adolescência”

Acabo de ler a notícia Foram devolvidas 53 crianças adotadas nos últimos três anos”, no Observador, e não consigo ficar indiferente. Mas será que estamos num tempo em que tudo o que foge ao nosso controlo é para descartar?

Já ouvia no tempo em que frequentei o seminário que ‘era fácil ser seminarista, mas padre seria diferente’ e o mesmo para a questão do namoro e do casamento. Percebo hoje que não se tratava apenas da questão da ‘facilidade’, mas sim da responsabilidade que está inerente a cada uma das fases. Se o namoro é uma preparação (ou estudo) para o casamento, logo por si implica que se nesse estudo a pessoa se apercebe que não será a melhor opção, pode sempre terminar e seguir o seu caminho sem qualquer tipo de questão burocrática que lhe complique a vida. O mesmo não se passa com o casamento. Todos sabemos que há cada vez mais pessoas a separarem-se, mas já implica outras questões. Muitas vezes já há filhos. E, por muito que digam e até queiram dizer que ‘é normal’ nestes tempos, eles sentem muito estes afastamentos. A sua atitude comportamental, a sua disposição, as suas notas escolares… são apenas alguns dos reflexos que se sentem quase no imediato.

Não se trata aqui, de modo algum, de defender ou deixar de defender as opções de cada um, trata-se apenas de constatar o óbvio.

Voltando ao assunto inicial, à entrega das crianças que foram adotadas, preocupa-me esta selvajaria da humanidade. Enquanto as crianças fazem tudo o que ‘os pais adotivos’ mandam, está tudo bem, mas quando chegam à idade que todos chegamos, das birras, afirmações e muita parvalheira, o menino ou a menina já não interessam. E, como se fosse um produto qualquer, terminada a bateria é tempo de a entregar.

Será que se tivessem filhos do seu sangue, estas pessoas fariam o mesmo?

segunda-feira, 22 de julho de 2019

11ª Edição da Revista 'alfa'

Coordenação/Editorial
Pedro Sousa, Professor e Mestre em Estudos Artísticos

Património cultural em Fafe: Percursos breves do imóvel ao imaterial
Artur Coimbra, Historiador

Arqueologia de Fafe
Jesus Martinho, Técnico de Arqueologia

Património Arquitetónico de Fafe
Gil Soares, Arquiteto

Fafe na Literatura
Carlos Afonso, Professor de Literatura

Fafe! Será que ainda é assim?
António Daniel, Professor de Filosofia


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Para ver todas as edições, aqui.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Senhora de Antime continua com os Políticos aos seus pés


Há uns anos escrevi uma crónica sobre a Senhora de Antime. Todos sabemos que se trata de um momento importantíssimo nas celebrações religiosas de Fafe. As nossas casas, mesmo pertencendo a outras freguesias, são invadidas pela áurea da Senhora de Antime. É a mãe que vai sempre a acompanhar, as tias que vão ‘pagar a promessa’ e até as celebrações eucarísticas sofrem alterações aos horários.
Este ano, voltei a estar atento aos políticos. À sua atitude comportamental. Mas quando apareceram as primeiras fotos, o meu foco de visão atirou-se logo para a varanda da Câmara. Não estava lá ninguém. Depois apareceram outras e eis que aparecem os políticos fafenses, todos alinhadinhos, na escadaria.
Muito bem!
Até porque quem é mais importante é a Senhora de Antime. Sempre me fez muita confusão ver os políticos no pedestal do varandim como se fossem uns verdadeiros monarcas e a Senhora cá em baixo. Virada para eles. Como se Ela é que lhes estivesse a prestar uma homenagem.
Também nunca percebi por que é que os padres embarcavam nesta ‘palhaçada’.
Agora é diferente. Os políticos descem à rua e olham para cima. Podem até nem ter devoção e nem estar espiritualmente a venerar a ‘Senhora do Sol’, mas certamente que a sua atitude é bem mais merecedora de aplauso.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Teatro Escolar: “Nunca mais diga isso na sua vida”




A peça de teatro construída para a festa de Natal do Centro de Formação Profissional do Barlavento (Portimão), “Nunca mais diga isso na sua vida” do curso de Cabeleireiros 8,  merece uma reflexão particular no âmbito do ‘Teatro Escolar’.
Era preciso fazer alguma coisa para o Natal. O tempo, como sempre nestas tentativas de cumprir programas, era curto, embora os cursos de formação tenham sempre uma maior flexibilidade do que no ensino oficial. Surge a necessidade de adaptar a matéria à proposta a apresentar, mas não se poderia perder tempo e eis que ‘o texto dramático’ assume um caráter prático.

Temas a abordar
Natal. O que acontece no Natal? Nascimento. Família. Festa. Alegria. Paz. Amor.
Após a exploração das características do texto dramático, os alunos são desafiados a construir pequenas peças em grupos de dois. Num deles surgiu um nascimento, mas um nascimento cheio de gritaria e comicidade. Estava encontrado o ponto de partida.
Uma aula. Sugere um aluno. Dar uma aula onde acontecesse um nascimento. A aula seria ministrada com a ‘imitação’ de um professor, um ‘bacano’, que tem características muito peculiares e que torna a disciplina inicial nas aulas mais divertidas.
Uma aula. Um professor. Uma turma.
A turma desconhece a gravidez da colega. Ela é maltratada. Humilhada. Está gorda (supostamente). A ignorância leva às piores atitudes e surge o “bullying”.
Após a interrupção de uma outra suposta formadora, onde o cómico de situação foi mais que evidente, quer na forma de expressão quer na caracterização da personagem, a aula prossegue pela matéria do inglês. Eis que chega o intervalo. Dá-se o nascimento. O parto foi mais uma etapa de grande alarido. Seguem-se as ‘oferendas’ dos seus colegas, os reis magos agora transformados em representantes de várias nacionalidades, e o pedido de desculpas.
Dá-se o Natal. A festa da amizade. O amor.

Comunicação e Linguagem
A linguagem estava mais do que adequada ao público-alvo. Os espetadores não só reconheciam os gestos e expressões dos ‘professores’ visados, mas também facilmente se reviam naquelas aulas, que também eram suas.

E assim se pode dar a matéria. E desta forma se pode experimentar na prática todo o conhecimento teórico. A Escola precisa disto!

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Resposta do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE)


Exmo. Senhor
Professor Pedro Sousa,

Em nome do Senhor Deputado Pedro Filipe Soares e do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, gostaria de agradecer a V. Exa. pelo envio da sua missiva e pelas explicações detalhadas referentes às sugestões nela inseridas.

Em resposta, informo que estas sugestões e contributos que V. Exa. fez referência na missiva farão parte da reflexão acerca do programa eleitoral do Bloco de Esquerda para as Eleições Legislativas de outubro do presente ano. 

Com os nossos melhores cumprimentos, subscrevo-me atentamente,

Karim Quintino
Assessor Parlamentar
Grupo Parlamentar
do Bloco de Esquerda