quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Um ano e alguns dias depois das autárquicas… em Fafe

Esperava mais. Não me refiro a obras, mesmo comentários crítico-analíticos sobre a ação do executivo camarário, principalmente da atuação do Presidente da Câmara. Até ao momento, apenas oartigo do Ricardo Gonçalves é o que marca o panorama fafense. Talvez não vá aumentar muito ao que o próprio já disse, mas merece-me algumas observações, quanto mais não seja para destacar a sua postura perante aquilo a que eu próprio achava (e continuo a achar) que eram tremendas aberrações em pleno século XXI.
Igreja e Política foi um assunto que facilmente se resolveu. Contra tudo o que parecia ser ‘normal’, Raúl Cunha e o próprio Pe. Abel Maia encontraram a melhor resposta para as manifestações da fé. Os gastos com os comes e bebes, próprios de quem quer dar um atilho a quem depois vai dar o porco inteiro, serão repensados, segundo se vai lendo. Os estudantes têm um parceiro na Câmara para apoiar os seus estudos. As mulheres têm autocarros que as levam a um dos melhores hospitais do país para despistagem de possíveis doenças cancerígenas. O turismo começou a ser finalmente falado. Há formação nas artes, ainda que seja preciso aumentar os parceiros para que chegue a todo o lado. A luz voltou a estar ligada a noite toda. O espaço da feira tem mais encanto e mais utilidade. Já se voltou a falar do PDM, embora já sejam horinhas de passar à ação. 
Enfim. Há mesmo uma diferença considerável se compararmos com o que se vinha a fazer em Fafe. Em boa hora José Sócrates limitou os mandatos. Mesmo que continue o partido que estava, aqui está a prova que mudar de líder faz a diferença. Quando há duas pessoas, há também formas de agir diferenciadas.
Não sei o que poderemos escrever para o ano. Sei que para já Raúl Cunha está a destacar-se em muito e pela positiva. Tal como o Ricardo Gonçalves referiu no seu post, Nuno Cobanco, assessor de Raúl Cunha, é muito responsável do que se vai fazendo de positivo na cidade. Assessorar alguém é dar indicações, investigar a comunidade e ajudar o Presidente ou a pessoa assessorada a tomar as melhores decisões. E, lá nisso, Raúl Cunha soube escolher com mestria.
Esta passagem do homem de Guimarães por Fafe, que para mim até podia ser de Lisboa ou dos Algarves desde que fizesse o melhor por Fafe, vai ficar registada na história da cidade com pompa e circunstância. Este é o meu desejo. Mas também não sou ingénuo e sei bem que esta passagem vai causar dissabores no PS Fafe. Há questões internas em qualquer partido e quando se tomam opções por uns, deixam-se outros de fora… E quando não se faz o que alguns querem?
Bem, disto sei bem do que falo!

Seja como for, O Presidente da Câmara de Fafe, Dr. Raúl Cunha, está no bom caminho e tem de continuar a segui-lo com arte. Não se espera que saiba tudo, mas certamente saberá ouvir as vozes mais sonantes. Até porque há mais para além da cidade. Há muitas freguesias que podem e devem ter mais e melhor e para isso, se conjugados esforços, é possível fazer e com poucos recursos financeiros da autarquia. Haja vontade e capacidade de diálogo.
Bem, quase me ia esquecendo de se pagar mais taxa no contador da água quando se constrói e do concurso em que ganha a Naturfafe com o orçamento mais caro... mas isso é para outro post em breve.

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