A primeira reação foi contar as páginas do caderno a entregar ao aluno, quando vigiei o primeiro exame. E fiquei espantado, 8 páginas!
Esta é a realidade. No ano passado, os professores vigilantes entregavam a cada aluno uma folha para resolver cada exame (4 páginas), o qual poderia solicitar mais para continuação. Mas este ano, o mínimo de cada caderno eram 8 páginas.
Depois, porque tive de corrigir provas-moda de 9.⁰ Ano, percebi que não era nada favorável para os professores corretores. Como não se pode sublinhar, nem a lápis, dei por mim a registar os erros como se marca o ponto no jogo da sueca, obviamente para contabilizar no final... Já que no ecrã é impossível.
Só imaginava como seria corrigir os exames de português do secundário...
Ou seja, se é para fazer exames em formato digital jamais se pode usar mais papel do que antes.
Depois, se alguém tem de corrigir, precisa de ser um programa que permita riscar e sublinhar, mesmo que seja virtualmente e para apagar após a correção.
Neste momento importa pouco quem é o responsável, mas será necessário resolver o problema. Não está errado em experimentar e correr mal, mas é muito mau quando não se reconhece o erro, não se pede desculpa e até se atiram responsabilidades para os outros...
Como resolver?
Um passo atrás:
- Reunir os envelopes e ativar novamente a correção no papel.
No próximo ano, perceber que só pode ser digital se existirem computadores nas escolas para todos os alunos envolvidos... para que os exames possam ser mesmo digitais e não apenas digitalizados.
Quanto às responsabilidades políticas, nem quero saber, entendam-se... Aliás, ganham muito para se entreterem com isso!
Mas interessa-me saber que os alunos não serão prejudicados, o que requer sensatez e humildade no assumir responsabilidades!