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domingo, 26 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
ENCRUZILHADA
ENCRUZILHADA
| Pessoas como todas as outras. Algumas particularidades
agressivas nas suas vidas. Mas são pessoas. A praça é um local de todos. É lá
que tudo acontece num frenesim quase inexplicável. Só a atenção nos
permite perceber as manhas e artimanhas em esquemas de fala e movimento. O que
parece… pode não ser e o contrário também. Nada de novo. Uma Praça como
qualquer outra. Pessoas como todas as outras…
Esta peça, orientada a partir do tema ‘família’, abordado
nas aulas de Área de Integração, foi construída tendo por base a escolha de uma
personagem da sociedade. Cada aluno tinha de escolher a personagem, descrevê-la
física e psicologicamente, e criar um diálogo dessa personagem com um ‘ele ou
uma ela’. Apagadas as falas do ‘ele ou ela’ misturam-se as falas pelos
diferentes intervenientes. O resultado é interessante. Os dramaturgos são os
alunos. Na cenografia também... A minha parte é ajuntar a juntar as peças do puzzle e encenar… A Escola
é isto!
segunda-feira, 20 de abril de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Marcamos na praia?
Sim! Foi a última palavra que ouvi da boca dela. A tarde estava divinal. Quente como tudo, só mesmo o vidro aberto permitia saborear aquele fresquinho das árvores na berma da estrada. Eu estava feliz. Tudo parecia tão belo. Até mesmo aquele camião que não andava tinha piada... Fui com tempo. Como vou sempre. A estrada parecia não ter fim. Mesmo sabendo que ela não estava lá, não queria perder um minuto que fosse de a poder abraçar. Amo o seu abraço. Amo-a.
Vinte e três minutos depois começo a avistar um carro. Cinzento. Sim. era Ela. Deixei que saísse do carro e só depois é que me atirei nos seus braços. Aquele beijo parecia não querer acabar. As nossas faces encostadas acariciavam a mais ternurenta das paixões. Tinham sido só umas horas de distância, mas ali amava-mo-nos como se já não nos víssemos há mais de um ano.
Procurámos a duna mais escondida. Ali fizemos amor. A praia estava quase deserta. Só avistámos primeiro um e depois outro casal mais junto à água. Descemos para junto do mar e voltamos a ser felizes nos braços um do outro. Correndo um atrás do outro como dois adolescentes sem regras. Atirava-a ao chão... beijava-a... voltava a correr... voltava a beijar aquela cara mais linda que alguma vez...
Pudesse ser isto verdade. Não fosse aquela tua mensagem a dizer: 'Desculpa. Mas não vou!'
Volto ao meu carro. Feliz com o mar. A maresia faz-me bem. Acalma a dor. Alivia a pressão. Fui tão feliz naquele dia. Eu sei que também foste. Aquele abraço. Aquele beijo...
in Sem Chance
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Desisti de ti...
No momento em que me fechaste a porta na cara! Sempre compreendi os teus atos. Eram próprios de quem ama de verdade ou talvez de quem tem medo de arriscar... Já estava decidido, mesmo antes de me mostrares com o teu jeitinho doce agora mais amargo do que nunca. Não esperava mesmo outra atitude.
As primeiras horas são mais aflitivas. Depois a distração do mundo ajuda a atenuar a dor. Só muito tempo depois voltam as forças. A vontade de cortar a barba. Olhar o espelho e sentir-me novamente confiante... Como aquele momento em que te perdia nas palavras. Em que te assustei com a minha ilusão. Em que o Jardim da cidade era o mais belo, porque tu estavas lá.
Volto a ser livre. Deixo-te com os teus pensamentos aterrorizados porque não és mulher o suficiente para me admitir. Nos admitir. Só o tempo. Esse tempo o dirá que eu estava certo. Mas isso vai demorar meses, muitos meses. Os anos suficientes para que te tornes uma linda lembrança. Um sonho de menino. Uma saudade cheia de nada.
Só o tempo me dará razão. Mas como todas as outras vezes, já não serei mais nada... Já Tu... Tu serás sempre uma amada ausente, o tal amor platónico, e eu... agora para ti... um carinho especial de há muito tempo... dirás com esses mesmos olhos brilhantes... como todas as outras paixões da adolescência.
Volto ao meu quarto. Ao meu porto de abrigo. Olho o telemóvel. Apago todas as tuas fotos... sou livre... mesmo sabendo que tu continuas lá... no meu pensamento... e eu sei isso... e sou feliz.
in Sem Chance
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Quando te vi a primeira vez
Não teci qualquer tipo de juízo de valor. Não foi mesmo amor à primeira vista. Acho que o problema está mesmo aí. Se fosse, possivelmente já teria passado este drama. Hoje acordei mais feliz do que ontem. A tua ausência perturba-me e conforta-me ao mesmo tempo. O tempo cura as distâncias e tu... lá estarás, algures, sem pensar uma única vez em mim. Aqui também há festa. Há amores e dasamores. Há outras realidades que só se cruzam contigo por instantes. Porque teimas em não sair do meu pensamento.
Volto ao sabor dos pássaros enquanto dou mais uma volta no meu leito quente. A Primavera é fantástica. O despertador dá sinais de obrigações a cumprir. Tudo está meticulosamente planeado, ainda que os planos se alterem constantemente. É mesmo assim... antes alterados do que nunca realizados...
Dentro de mim, mais consciente do que nunca, há a certeza de outros momentos felizes... contigo... sempre ali... no mesmo Jardim que nos viu um dia amantes. Estou sem ti... mas serei sempre feliz enquanto o pensamento me lembrar de ti!
in Sem Chance
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