sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fafe precisa de outras políticas

Confesso que me tenho divertido à brava com a mais recente “novela de costumes” fafense. A trama está lá. Na verdade sempre esteve, mas se em tempos era o Príncipe de Maquiavel que orientava, agora parece-me que os atores estão mais virados para o clássico Kamasutra. Será influência das “Cinquenta sombras mais negras?”
Se para uns o que importava era atingir os fins, convocando a si todos os que pudessem ganhar, independentemente das cores partidárias, chegou o momento do juízo final e se aqueles deixaram as cores do coração para embarcar antes, agora já não custa nada voltar a fazer o mesmo por outros… bem feito, elas pagam-se neste mundo… já para os outros, viram a oportunidade há muito desejada – afastar quem um dia também os afastou.
A história repete-se em Fafe. É caso para dizer que a vida é uma roda, pois tanto anda como desanda!
Desconhecendo as cenas dos próximos capítulos, fomos adivinhando este desfecho que caiu que nem uma bomba e fez acalmar os ânimos das redes sociais. O grande sinal foi dado por Laurentino Dias, quando declarou que não seria mais candidato à Presidência da Assembleia Municipal. É óbvio que não é mais do que a nossa opinião, mas a sua proximidade à distrital leva-o a desviar-se da concelhia. Sem grandes ruídos, mas assertivamente. Já Raul Cunha, ainda que seja apenas simpatizante, é o Presidente da Câmara e as coisas até lhe correram bem, por isso, quem melhor do que aquele que sempre esteve com o PS Distrital e Nacional? Quando tudo parecia perdido, a concelhia já o apontava como um homem sem palavra, dá-se uma excelente jogada, apontada como “Xeque-mate” pelo blogue Jornal de Fafe, e muito bem aplicada…
Penso que será claro que só me refiro às jogadas que se passam no roseiral, já no meio do laranjal as implicações podem ser outras… mas nesse campo, ainda não possuo informações suficientes para avaliar a novela.
O que se pode esperar dos próximos capítulos?
Se me contratassem para escrever, garanto que ainda há duas grandes opções para tornar a novela mais interessante antes do final que se aguarda feliz como qualquer novela. Mas se o número dos espetadores aumenta, poderia ser interessante prolongar mais uns tempos, não acham?
As obras literárias precisam de verosimilhança ou, simplificando, necessitam de um conjunto de probabilidades para criar expetativas e agarrar a trama e o leitor/espetador. Mas como não sou o escritor desta novela, continuarei a assistir aos próximos capítulos numa qualquer esplanada em frente para o mar, nas belíssimas praias algarvias…
Mas não se preocupem, estarei aí para votar!

in Jornal Povo de Fafe (10-02-2017)

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