segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Chegou o frio. Tiremos os casacos para as ruas.

O frio vem aí em força. O aviso já corre pelas redes sociais e tem mesmo de ser levado a sério. Às vezes somos tentados em não acreditar muito nestas coisas da internet, mas não é que os tipos até dizem umas coisas acertadas?
Depois de mostrar o bronze, aquelas minis fresquinhas na esplanada, toca a voltar ao trabalho e deixar de postar tanta coisa no facebook, não vá a vizinha aperceber-se que ando com as calças rotas no joelho ou a camisola de passar o chão… Será que não há vida para além das férias que importem mostrar nas redes sociais?
Não sou um defensor de publicar tudo o que fazemos na internet, mas confesso que me divirto em agarrar aquela imagem que sei que vai despontar uma série de likes e sobretudo os comentários mais hilariantes dos meus mais chegados. Sou assíduo nas publicações. Confesso. Mas sei bem o que devo e não devo publicar. Não o faço por vaidade. Faço-o mesmo por pura diversão. Acho uma piada enorme à novela que uma imagem e uma simples frase pode provocar. Penso que a vida assim tem mais interesse. Usar e abusar dos meios de comunicação à nossa disposição para tornar as pessoas mais alegres, mais felizes.
O mundo é demasiado cinzento. A maioria das pessoas parecem não saber ocupar as suas vidas com coisas tão nobres como a contemplação das ondas do mar ou aquela flor que resolveu nascer no meio das ervas daninhas em vez do canteiro tão aprumadinho.
Não gosto nada disso. Sou cada vez mais avesso a tudo o que é politicamente aceitável. O mundo não evoluiu nunca com essa atitude e não me parece que vai ser agora…
Sou diferente? Talvez não. Apenas me parece que há mais vida para além do casaco de pelos que teimamos em vestir só para que nos tratem como senhores.

Há mesmo vida depois do casaco e da gravata. E há ainda mais vida para além das unhas de gel…

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