segunda-feira, 5 de maio de 2014

A Andorinha

A habitual volta pelas redes sociais, normal de quem chega a casa depois de um dia de trabalho, foi interrompida por um doce e leve toque. Não abri… Não fui lá… Simplesmente me mantive distante do computador e toda a minha concentração estava ali, no mundo real, na Andorinha que bate todos os dias da minha janela. Ouve-se uma voz: «Não está ninguém!»
Hoje o dia está magnífico. Ouvem-se mais os pássaros. O barulho dos carros é diminuto. Parece que há uma áurea em torno deste canto na cidade. A aldeia é mais propícia a estas coisas, mas esta cidade é diferente. As gentes não querem saber da vida dos outros… ou se quer, não pergunta… e se não pergunta, não leva mais do que um bom dia, quando leva, e, à medida que o grau de confiança aumenta, um ‘como vai’…
É claro que a cidade não tem tanta proximidade, mas esta é mesmo diferente. Respira-se bem! Olha-se de forma igual. Quem é o doutor? Quem é o Pedreiro? O Carpinteiro? Não importa… importa?
A Andorinha foi embora. Ou será que era um Passarinho?

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