segunda-feira, 21 de abril de 2014

Cidade aldeia

Há uma metamorfose a acontecer em cada pé lançado por entre uma natureza que só não é despercebida a quem a revisita de vez em quando. Os terrões que nela permanecem nem lhes dão valor, ou pelo menos o devido valor, nós, os outros, caminheiros de obrigações profissionais, contemplá-molas com uma atenção contemplativa. Também somos terrões, apenas nos demoramos na caminhada, porque a pressa deixa de ter sentido na natureza sempre igual para uns mas bem nossa só naquele momento.
Lá não há destas flores. Há outras mordomias. Mas aqui o ar é mais puro. O vento tem outro sabor.
Aqui, a cidade é aldeia. Lá, a cidade também será aldeia. Aqui, a cidade é tão aldeia como a cidade, mas lá, cidade é só cidade-aldeia.

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