domingo, 16 de março de 2014

O prédio da Sacor pode ir a baixo?

… Fafe! Política (bem) à moda de… Fafe. Não é que deixaram construir este belo edifício e agora até já falam em demoli-lo? Oh valha-nos Deus e os anjinhos todos… Mas que raio de administração da coisa pública nós temos?
Sinceramente, ainda não percebi muito bem o que se passa com este prédio… foi mal construído? Seguiu tudo à risca mas não acabaram? Confesso que não sei mesmo o que se passa, apenas ouvi uns rumores aqui e ali e continuo sem perceber. Li e reli o artigo no Notícias e Fafe… e continuo sem perceber. Afinal, o que se passa? Será que alguém me pode mesmo explicar?
É claro que isto já não é novo em Fafe, há outro há anos nos mesmos moldes, Royal Center…
Se há erros na construção… se é que é esse o problema… quem falhou? Quem tem de ser responsabilizado?

Não haverá resolução sem ser a demolição? E será que me podem esclarecer do que se está a passar?

5 comentários:

  1. Caro Pedro,
    Atendendo ao carácter técnico da questão, terei muito gosto, numa oportunidade próxima, em te explicar pessoalmente o assunto.
    Em traços gerais, o edifício tem um piso a mais, violando o PDM. O despacho de deferimento da licença de construção foi do Dr. José Ribeiro, contra os pareceres dos técnicos Eng. Helder e Arq. Miguel.
    Abraço,

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  2. Ora... é um assunto do qual eu também gostava de ser elucidado,,, e creio q comigo estarão dezenas e dezenas de municipes----

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  3. Caro Pedro Miguel Sousa e Miguel Summavielle,
    Miguel Summavielle (se assim me permite), o que nos esta a dizer é que o edifício será demolido por ter um piso a mais ao permitido no PDM? Foi aprovado na altura e agora, digamos, é "reprovado"?
    Teria todo o gosto de perceber o "carácter técnico da questão", e já agora o carácter "arquitectónico" do edifício, a preocupação com a envolvente, o enquadramento urbano, as relações espaciais, entre muitas outras questões de "caracter" do mesmo.
    Sem desprimor para os responsáveis do projecto, só me afere dizer que "há males que vêm por bem", e este edifício, mesmo que não venha a ser demolido, nunca devia ter sido construído desta forma, neste local, tal como muitos outros ainda em projecto ou em fase inicial de construção (alguns deles públicos, mas julgo não ser a questão agora, talvez noutra altura).
    Este edifício tem uma escala desajustada (não só em altura). Não estabelece relação alguma com o espaço onde se encontra, ( entre o parque da cidade, acesso à praça 25 de Abril e Largo da Feira). Tendo em conta do valor da minha opinião (vale o que vale para quem teve e tem o poder de aprovar o que quer que seja) acredito que em momento algum se teve em conta as especificidades do local, que, e reafirmo, que a meu ver, sugere algo de cariz publico e capaz de "coser" e conectar os espaços e servir de ponto de referência (uma das portas da cidade).
    Sem me querer alongar mais,
    Cumprimentos

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  4. Este caso deve fazer-nos pensar.
    Não sou apologista da demolição mas antes da rápida resolução do imbróglio que ali está.
    Lembro que muita gente está sem o seu dinheiro. Falo de quem prometeu lá comprar fracções e falo, também, de quem vendeu produtos \ serviços. Gostaria que a solução passasse por ter em conta os direitos dessas pessoas.
    Esteve mal o Presidente da câmara dizendo, publicamente, que a solução estaria para breve. O tempo veio desmenti-lo.
    Não sou um especialista em urbanismo mas confesso que aquele edifício me parece desajustado à envolvente.
    Mais importante do que tudo o resto é retirar ensinamentos para o futuro para que situações deste tipo não se repitam.

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  5. Caro anónimo das 20:22,
    Os dados relatados constam do Projecto de Relatório de Inspecção à Câmara de Fafe, elaborado pela Inspecção Tributária.
    O Sr. Inspector diz que o PDM foi violado, tendo sido construído um piso a mais do que o permitido. Vai mais longe dizendo que quer utilizemos o índice de ocupação (para áreas não consolidadas) ou a cércea dominante (áreas consolidadas), na sua opinião, o PDM é violado.
    Essa foi a opinião dos técnicos do Município que tiveram a função de se pronunciarem sobre a matéria. Quer o Eng. Helder quer o Arq. Miguel deram parecer desfavorável ao volume edificado.
    A decisão de aprovação, contra os pareceres dos técnicos, foi XCLUSIVAMENTE do Sr. Presidente, Dr. José Ribeiro.
    Concordo em absoluto com a sua opinião sobre o edifício!
    Não creio que o edifício tenha que ser demolido. Um piso terá que ser eliminado, isso parece transparecer do dito relatório. Esta situação pode ter implicações técnicas na globalidade do prédio, obrigando a alterações profundas. Mas isso, neste momento, são suposições.
    Seguro, penso eu, será a sujeição da Câmara a processos indemnizatórios apresentados pela Massa Falida da empresa construtora e dos Bancos detentores da hipoteca do edifício. Quais serão os custos para a edilidade? Neste momento, com o edifício já construído, é a minha maior interrogação.
    A minha maior preocupação, como o Ricardo muito bem alerta, será a morosidade do processo e os reflexos óbvios para aqueles que têm fracções compradas e pagas.
    O que fez, até ao momento, o Dr. Raúl? Proteger o Dr. José Ribeiro, metendo a cabeça na areia. E ainda esperavam que não disséssemos nada!

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