sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mandam alterar os projetos e depois usam o argumento de incumprimento para não pagarem

ATENÇÃO EMPREITEIROS!
O ramo da construção civil sofreu uma queda muito acentuada no último ano. As pessoas estão com receio do que poderá acontecer no futuro próximo e os bancos deixaram de emprestar dinheiro sem garantir firmemente as contrapartidas. Como se não bastasse, há indivíduos que mandam construir as suas casas e sob o pretexto de pequenas alterações que não estão no projeto, combinadas previamente com o empreiteiro, dizem-lhes depois que não pagam o valor em falta porque a alteração não consta na documentação.
Crime organizado?


Se não é crime organizado é pelo menos preocupante e deve servir de alerta para os empreiteiros. Os projetos têm de ser seguidos à risca e se for solicitada pelos donos da obra alguma alteração, não devem hesitar em pedir um documento que comprove a autorização para que a obra possa ser alterada. Ainda que se reconheça que pode criar um clima de desconfiança, deve-se jogar pelo seguro. Podem perder o cliente, mas podem perder muito mais se obedecerem cegamente às indicações de gente mal intencionada.
Estes casos não aparecem continuamente, mas são já várias as queixas que chegam ao nosso conhecimento. Contudo, depois do mal feito só restará formalizar uma queixa-crime junto do tribunal e, mesmo que o dono da obra teime em dizer que o projeto foi alterado, enfrentar a verdade, não só apresentando todas as testemunhas, mas colocando-se sempre na posição de quem está disponível para terminar a obra conforme o projeto se o dono da obra estiver na disposição de pagar. Por norma, nenhum empreiteiro altera o projeto só porque acha melhor!
A sociedade não pode caminhar para o abismo e para que isso não aconteça não podemos ficar de braços cruzados a assistir pávida e serenamente a este tipo de criminalidade. Neste momento de grande aflição para as empresas e, claro está, para as famílias é preciso desmascarar as fraudes e ajudar os cidadãos de modo a que possam contribuir para a riqueza do país e, deste modo, este ganhe um novo fôlego.
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (03-02-2012)

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