sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sabe qual é a diferença entre bater numa Mulher e bater numa bateria?



Na semana passada, numa das minhas viagens pelo facebook, deparei-me com um link que remetia de imediato para um vídeo (http://youtu.be/R4ZwN5hLjr0) com o título: «Sabe qual a diferença entre bater numa Mulher e bater numa bateria?» Num primeiro momento, pensei tratar-se de mais uma brincadeira como tantas outras que surgem diariamente, mas não hesitei e resolvi ver o vídeo.


Este filme começa com um indivíduo a tocar bateria à noite na sua casa. Não tardou que os vizinhos se abeirassem do local e, depois de alguma insistência, chamassem a polícia. O indivíduo, numa nova investida, projecta através da sua aparelhegem os gritos de uma mulher a ser violentada. Aguarda uns minutos, desloca-se algumas vezes à janela, mas nada! Nem um sinal de alma viva senão a de um gato que passa na rua. Não há pessoas, não há vizinhos e a polícia não é chamada.
Que sociedade é esta?
Há mesmo muita hipocrisia na sociedade. A maioria das pessoas tem opinião sobre tudo e sobre todos, obviamente se se tratar da vida dos outros porque se alguém falar da deles é o inferno, depois em questões onde a sua posição pode salvar vidas, ninguém vê, ninguém ouve.
Sabemos que não adianta ter ideias utópicas. Querer que todos tenham cultura suficiente que lhes permita ter sentido critico sobre as coisas, é impensável. Grande parte das pessoas não querem mesmo e é por isso que os pequenos poderes aparecem. É mesmo muito fácil lançar a rédea sobre os mais fracos, por isso há quem cultive a ideia de superioridade como se de um deus se tratasse. É óbvio que os cultivadores desta imagem têm sucesso em meios pequenos, mas também é evidente que são muito fracos intelectualmente e caem logo ao primeiro empurrão.
São estas capas que me deixam revoltado. Reconheço que sempre aconteceu e irá continuar a acontecer, mas pelo menos, enquanto tiver uma palavra a dizer, espero poder contribuir para que a humanidade respire a tão aclamada liberdade. Em todo este processo, mesmo que só consiga fazer de uma só pessoa uma mente livre, posso dizer que o meu objectivo fora cumprido.
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (02-12-2011)

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