sábado, 26 de março de 2011

E se Portugal comprasse mais frota marítima em vez do TGV?


Não neste momento, obviamente!
As grandes obras ou investimentos em Portugal têm dado sempre muito que falar. Se não se compra é porque não temos missão, se se compra é um desperdício dos nossos impostos. Esta é a norma que nos oferece observar um país de costumes pouco determinados que mais não tem do que memórias de um passado promissor. Mas, por falar nisso, até quando?
Os estádios deviam ser cinco, mas lá construíram dez. Os submarinos não eram precisos, mas toca a comprá-los. O TGV não é mesmo preciso, mas vai ter de ser…
Se em tempos pensava que tudo poderia ser má gestão, e continuo a pensar, hoje olho de forma diferente para estas apostas. Neste momento, a situação do país não suporta o TGV, por isso, deve ser adiada a sua aquisição. No caso dos estádios, está mais que provado que não precisávamos mesmo de tantos estádios, mas já que estão é preciso rentabilizá-los, quanto mais não seja com espectáculos e outras actividades lúdicas e desportivas. Os submarinos, ainda que tenha e vá permitir mais conversas, deviam ser assumidos como uma mais-valia definitiva e conquistar novamente o que é nosso por direito, ou seja, o belo mar português.
Somos um povo conquistador nas memórias, talvez seja essa a nossa desgraça, que viu para lá da linha do horizonte e começou por plantar um pinhal (Pinhal de Leiria) para que este servisse para construir as naus das descobertas, será assim tão difícil perceber que a nossa salvação passa por produzir em terra e levar além-mar? Será tão difícil perceber que os próprios submarinos podem ser úteis para explorar o nosso mar, que é mais extenso do que o território terrestre português? Será que não existe um ‘pocinho’ de petróleo nesta imensidão de água?
Na verdade, nem do território continental sabem tirar proveito, quanto mais do mar!
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (26-03-2011)

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