sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Encarnação deixou a Câmara, quantos mais o vão fazer antes do final do mandato?


O Presidente da Câmara de Coimbra, eleito nas últimas eleições autárquicas, deixou o cargo no final do ano 2010. Esta era uma atitude esperada, segundo vozes da oposição, mas mais no meio do mandato. Esta posição parece querer levantar várias questões pelo país, afinal espera-se que vários façam o mesmo.
Esta notícia, em Coimbra, levantou algumas vozes de protesto, afinal o candidato que se propôs a eleições deixa de ocupar o cargo e até Álvaro Maia Seco, candidato pelo PS, considerou que esta candidatura tinha sido um engano ao povo de Coimbra. Apesar de tudo, não pude deixar de concordar com estas palavras, ou seja, um candidato deve sê-lo até ao fim, porque o povo vota nele e não em qualquer outro para que oriente os destinos do concelho. Mas, de repente, lembrei-me do que aconteceu em Regadas, logo no dia de tomada de posse, uma candidata eleita para a junta deixa o cargo para o irmão da presidente.
Avaliando as duas situações, em Regadas foi muito mais escandaloso. Carlos Encarnação esteve pelo menos um ano à frente dos destinos de Coimbra, já em Regadas a passagem foi imediata. O que diria Álvaro Maia Seco, este candidato pelo PS, se soubesse disto? Provavelmente até mudaria de opinião e consideraria que Encarnação até aguentou muito…
De facto, a política tem destas coisas. Uns consideram que são alterações à vida, outros sabem que é uma forma de ganhar, mas todos sabemos que a lei o permite… por isso, só se pode sentir enganado quem vota nestas pessoas!
Mas, o mais importante não é quem está ou deixa de estar, afinal se lá estão é porque alguém os elegeu ou a lei o permite, resta é saber se vão cumprir os deveres para com as populações que representam ou as promessas que fizeram. No entanto, com estas manobras de diversão, uma coisa todos também sabemos: há pessoas que ocupam lugares na política para o qual não foram eleitos. Mas também há aqueles que concorrem a eleições e não ganham, depois vão noutros cargos e não conseguem, porque alguém, dentro do próprio aparelho, arranja forma de ficar outro e não aquele… enfim, depois saltam de partido em partido, e de partido a sem partido… mas nunca conseguem ser eleitos.
Parece-nos, neste momento, que a fome da fama é cada vez maior, mas como diz o velho ditado: «quanto mais se sobe, maior é o tombo». Há também quem diga que ao chegar ao topo só há uma hipótese: começar a descer! Será que no meio disto tudo restará algum interesse em trabalhar em prol das comunidades? Ou será que as obras, constantemente adiadas, vão ficar para o último ano do mandato para mostrar trabalho e determinação?
Seja como for, quando se promete e não cumpre, quando se agenda várias vezes as mesmas obras e estas não acontecem, quando são todos da mesma cor e as obras continuam adiadas… só há mesmo uma palavra: FALHANÇO!
Mas, como mandam as regras da boa cidadania e da democracia, devemos todos dar uma oportunidade aos eleitos do povo na sua maioria, porque a cidadania é um direito e um dever de todos. Resta saber se os eleitos têm e governam com as suas ideias!?!?
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (14-01-2011)

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