sexta-feira, 10 de setembro de 2010

«Aquilo que esta senhora fez agora não foi ela, fui eu!»

A sociedade obriga-nos a situações muito caricatas. Algumas são dolorosas, mas há outras que dão para “partir o coco a rir”. «Se disserem que eu disse isso, eu desminto!» ou «Se me perguntarem se vi alguma coisa sobre isto, digo que não!». Será que há alguém que nunca ouviu estas frases ou pelo menos uma delas?
Há muito pouco tempo, depois de uma cena insólita, daquelas que bem conhecemos do diz que disse, da verdade que só é por umas horas, mas com um telefonema já não é verdade e quem disse a verdade é um bufo, mas descobre-se que há vários bufos… enfim, tretas de um quotidiano em que os agentes não passam de paus mandados ao serviço de outros muito mal formados e informados, contaram-me uma daquelas anedotas do Bocage: «Aquilo que esta senhora fez agora não foi ela, fui eu!».
Esta é a sociedade que temos, não é? Indivíduos capazes de fazer de tudo para alcançar objectivos a todo o custo, mas depois não são capazes de assumir as asneiradas em que se meteram. Chegam mesmo a arrastar para a mentira outros que até estão inicialmente bem-intencionados e, assim, não antevêem que estão a fazer pior, porque a verdade tarda, não falha!
Depois de umas férias, que serviram para descansar as vistas de notícias tão popularuchas, eis que é retomada mais uma árdua tarefa de olhar atentamente para o mundo em geral e Fafe em particular, não fosse este um semanário local. Na blogosfera, as férias foram sentidas, mas já não há uma paragem tão acentuada, porque em qualquer parte do mundo nos deixavam actualizar o ‘resultado’ desportivo, nem que fosse das contratações que não chegaram a acontecer, ou de mais um nome que se estreia no mundo internético e já uma vasta rede lhe dá as boas-vindas.
Neste próximo ano, proponho uma análise detalhada sobre Fafe. Um percurso pelos locais mais recônditos (educação, cultura, turismo, desporto, acção social, infra-estruturas…), há descoberta de zonas (des)protegidas ou animais em vias de extinção, porque a distinção que poderia levar Fafe ao reconhecimento, apenas se encontra em algumas páginas individuais, porque no turismo de Fafe já bem o (des)conhecemos.

Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (10/09/2010)

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