sexta-feira, 30 de julho de 2010

Álvaro Teixeira - MISSÃO CUMPRIDA

‘UM PRESIDENTE COMO MUITO POUCOS!’ seria a frase escolhida para classificar uma das pessoas que viu na política uma forma de ajudar os outros e nunca de procurar benefícios pessoais, pelo contrário, até colocou a sua missão para o cargo a que fora eleito à frente de tudo e, como bem se sabe, esta não é a política da maioria.
Levantamos este tema para demonstrar que a junta está ao alcance de todos, mas a capacidade de trabalho nem por isso. E, como se demonstrará, não é necessário ter um curso superior, até porque muitos foram conseguidos nas secretarias, é preciso ter ideias e determinação para as colocar em prática.
Ao chegar à Junta de Regadas, Álvaro Teixeira encontrou uma contabilidade desorganizada, não só contas a abater, o que é normal nas transições de poderes, mas contas em recibos feitos pela própria autarquia, papéis de blocos de notas… e, mais grave, dinheiros que nunca foram entregues apesar de estarem no livro de actas como saldo positivo.
Certamente que não foi para ver o que os outros deixaram que foram eleitos e, desse modo, Álvaro e a sua equipa deitaram mãos à obra e foram inúmeras as contas efectuadas para aumentar as valências da comunidade. Começou por indicar como obras prioritárias à Câmara (desde o início): A Construção de um Centro Educativo em Regadas (E vai ser construído); A construção de um polidesportivo; A recuperação da Estrada do Saibro; A construção do acesso Boavista - Estrada Nacional; O arranjo urbanístico para o Souto-da-Roda; A recuperação da Estrada que liga o Souto ao Rio; Juntar a zona industrial de Regadas no lugar do retiro a Regadas (junto à de Felgueiras). Através de projectos financiados: Estrada Loureiro - Regadas (Pinheiro); Estrada Arnozela – Regadas. Outras obras através de gestão da própria junta: Estrada para o Campo de Futebol; Recuperação do Interior e Exterior da Sede da Junta; Ajardinamentos: Sede da Junta; Devesa; Cemitério; Reajustamento do cemitério (piso; grades de protecção; reaproveitamento do espaço); Recuperação de todos os caminhos paroquiais. No associativismo: Colaboração com todas as associações (transporte; apoios pontuais; material informático, fotocópias...) e disponibilização de um terreno para a construção de um LAR de idosos. Nas novas tecnologias conseguiu: Internet grátis na Sede da Junta e Internet a 1 euro por mês na freguesia. Na Educação (apoiava): Escolas e alunos da freguesia; Aulas de canto e música; Aulas de dança; Natação. Na Sede da Junta aumentaram os serviços de apoio à população: Posto público de Internet (grátis); Fotocópias; Autenticação de documentos; Pagamento de luz, água e telefone; Posto do Centro de Emprego – Apresentações Quinzenais (Regadas, Arnozela, Ardegão e Seidões); CTT / Posto de Correios; Apoio no preenchimento do IRS; Registo de fossas e captações de água; Licenças para pequenas obras. Como se não bastasse, ainda terminaram o processo do Brasão da Freguesia e resolveram a questão da Toponímia.
Resumindo e concluindo, as obras, que não estão todas aqui, foram imensas e a capacidade de trabalho notória. Tentou, vezes sem conta, fazer propostas à Câmara para que as obras fossem realmente concluídas, mas quase todas essas propostas eram recusadas. Porquê? Se uma obra é apontada para milhares de euros e se há a hipótese de reduzir para menos de metade não se deve aproveitar?
Tomaram muitos patrões terem assim empregados! Mas para a Câmara isto não interessava, é que se fosse por estas ideias tinham mesmo de fazer as obras e quem ficava bem na fotografia era a Junta… mas será que a Câmara não consegue ver que se uma comunidade estiver bem também a câmara continua bem? De facto, em Fafe não é preciso… estão sempre bem!
Mas, se o Álvaro teve tantas obras o que o tirou de lá?
Esta é muito fácil de responder. Ora vejamos, se uma pessoa não faz nada e o colega ao lado faz, significa que ele também tem de trabalhar, senão só quem faz é que vai levar elogios, logo, toca a cortar-lhe as pernas. E foi o que aconteceu. Para além de tentativas com êxito para que as obras não avançassem, juntou-se a vontade de outras tramóias e, mais grave ainda, aqueles que antes andavam a pedinchar à junta um terreno para a construção de um lar (que vai ser feito, mas que já se sabe quem teve o papel fundamental, porque sem terreno não havia projecto) logo que o tiveram em seu poder tentaram tirar o Álvaro e até formaram duas listas.
Contudo, o povo é soberano e, bem ou mal, decidiu. Com chantagem ou sem chantagem, com medo ou com vergonha, o certo é que a maioria votou e, por isso, todos têm de respeitar. Os que estão não se poderão gabar das obras que fazem, porque estas foram programadas e agendadas desde a junta anterior, nem se poderão queixar continuadamente da junta anterior, mas poderão sempre mostrar que têm mais e melhores capacidades com novas e melhores propostas, o que ainda não se notou até ao momento, mas agora têm novamente a câmara da mesma cor.
Quanto ao Álvaro Teixeira, pode-se dizer que uma pessoa que deixa obras de grande relevo e agendada uma Escola, o que se lutava há anos, tem a ‘Missão Cumprida’.
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (30-07-2010)

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