domingo, 20 de dezembro de 2009

É Natal…

Múltiplas mensagens de Natal se lançarão durante os próximos dias. Umas, só porque fica bem, e outras, porque não fica mal, são todas importantes para lembrar aqueles que de uma ou de outra forma vão merecendo a nossa atenção ao longo do ano ou dos anos.
Há muita gente que deixamos simplesmente de ver, mas nesta altura toca a telefonar, mandar um email, um postal ou uma msn… é por isso que o Natal se torna uma festa destacada. Certamente que o consumismo não deixa de se meter no que há de mais admirável nas relações humanas, mas se pensarmos um pouco há tanta coisa que nunca se deixa de intrometer no que é mais sagrado. Veja-se o comércio e outras anomalias que se instalam em volta da religião, por exemplo, mas nem esses podem ser uma entrave à grande festividade que é o Natal.
Cada pessoa terá de procurar traçar o seu caminho num percurso de justiça e verdade, sem se importar mesmo com o que possam pensar e muito menos dizer a seu respeito, porque a superioridade humana não está no alto da montanha mas na dignidade alcançada em cada momento.
Para este Natal vamos pedir que a estabilidade familiar seja distribuída pelo mundo e, principalmente, bem no seio das famílias, porque grande parte dos problemas das nossas escolas, reflectidas na revolta e desmotivação dos alunos, só se dá devido a uma desestruturação que teima em alastrar a todos os níveis. Como sabemos que o Pai Natal e o Menino Jesus juntos não têm mãos a medir, convidamos todos os leitores para que possam dar uma pequena ajuda, que não é dispendiosa de géneros, mas só assim é que o mundo poderá ser todo presenteado.
Feliz Natal!
in Jornal Povo de Fafe (22/12/2009)
Pedro Miguel Sousa

1 comentário:

  1. Chega o Natal e consigo, muito discretamente, a altura dos esquecimentos, falsidades e, arriscaria mesmo dizer, hipocrisia. É no Natal que a família se reúne: aqueles que falam durante todo o ano e aqueles que se não se falam durante todo o ano; os netos que, de uma maneira muito simpática, aguentam as histórias e lamentações dos avós; os cunhados/cunhadas que fingem esquecer-se da guerra aberta em que andaram todo o ano porque o outro tinha um carro melhor que este; irmãos falam para irmãos, preocupando-se (ou não) com a saúde e bem estar uns dos outros, tendo sempre no pensamento a herda da mãe que terá que ser dividida, mais cedo ou mais tarde, querendo cada uma das partes ficar com a parte mais redonda, claro está.
    É também nesta altura que começam as corridas às compras, porque o valor das pessoas mede-se pela quantidade de euros que se gasta na lembrança oferecida, a correria às lojas de roupa, porque é sempre bom ter um novo modelito para mostrar e, como não podia deixar de ser, enfeitar todos os espaços livres da casa com luzinhas, enfeites e decoração.
    O verdadeiro espirito natalício perde-se pelas poucas famílias que ainda o vivem, em que avó faz os doces, os filhos preparam o jantar e os mais pequenos brincam em redor de uma árvore simples mas carregada de amor, fraternidade e alegria. O jantar é coberto de gargalhadas inocentes, conversas educativas e construtivas e um bem estar que mantém as mentes em brasa durante o resto do ano.

    ResponderEliminar