segunda-feira, 28 de maio de 2018

Rali de Portugal continua a trazer milhares às Serras de Fafe


Mais uma vez o Facebook foi invadido pelas imagens do Rali em Fafe. Ainda que o ‘voo dos carros’ continuem a deliciar as objetivas dos fotojornalistas ou dos telemóveis mais atentos, a moldura humana, visível ao longo de todo o troço, ganha cada vez mais a relevância de quem faz do rali o evento de Fafe para o Mundo.
Motos. Jipes. Carros. Carrinhas. Bicicletas. Tudo serve para chegar ao local da prova.
A festa não começa no dia da prova. A festa começa muitos meses antes com os habituais contactos entre os forasteiros para combinar quem leva a carne, o carvão, os enormes sacos de pão e, como não poderia deixar de ser, as minis… muitas minis porque a noite será longa e a corrida só começa no outro.
Esta é a realidade. Toda a gente anda de ‘roda no ar’ e com a adrenalina ao máximo.
É precisamente por tudo isto que nos faz repensar quer na prestação da cidade quer no tanto que se poderia capitalizar com todos estes milhares que nos visitam. Fafe consegue, sem grande esforço, oferecer o que melhor tem: ar puro e uma paisagem fantástica. Mas será que não poderia ir ainda mais longe?
Penso que todos sabemos a resposta imediata para esta pergunta. Todos sabemos que se pode fazer mais, mas talvez falte a astúcia de quem arrisque ou a audácia de quem governa, mas é preciso começar a pensar que o rali em Fafe é mesmo a ‘cereja no topo do bolo’.
O que se pode fazer?
Deixamos esta pergunta para os decisores políticos. Em tempos já deixamos algumas ideias, mas não nos compete estar a lançar ideias, apenas comentar o que vai sendo feito ou questionar se não pode ser alcançado um novo patamar.
O Rali é a marca que Fafe tanto precisa!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

As cidades têm de ser pensadas para as pessoas viverem com qualidade, certo?


Quando em questão está a palavra cidade, automaticamente o nosso pensamento voa para a ‘pólis’ grega. A pólis era a cidade. A origem da civilização ocidental, que depois de conhecida e transformada pelos romanos, deixa-nos a resposta para as mais variadas problemáticas, mas as palas das doutorices contemporâneas parecem não querer deixar ver.
Ora vamos lá!
É muito giro ir ao SPA, não é? Pois bem, mas SPA significa tão simplesmente ‘Sale Per Aqua’. Os Romanos já tinham estas práticas, hoje apenas há outras condições para usufruir destas regalias saudáveis. E se tivemos capacidade para fazer reaparecer estas práticas termais, por que será que se continuam a cometer tamanhas atrocidades na gestão das cidades?
Recentemente vimos um conjunto de árvores serem abatidas e, entre as vozes mais ou menos descontentes, surgem alguns reparos que atiram a sabedoria para doutores, engenheiros e arquitetos, como se a existência do mundo dependesse de títulos académicos… Mas desenganem-se! O mundo só precisa mesmo da conjugação de esforços, quer dos detentores do conhecimento teórico quer dos aplicadores da prática.
As cidades foram pensadas para as pessoas. Em tempos, as cidades eram os piores sítios para se viver. Basta recuar ao período em que a industrialização faz crescer as cidades, devido à procura de mão de obra, mas não estava preparada para ter tanta gente, uma vez que as condições de higiene eram inexistentes e as doenças são propagadas em grande escala. Já com as vias de comunicação melhoradas, as pessoas podiam deslocar-se com maior facilidade entre a cidade e o campo, o que volta a melhorar a qualidade de vida das populações.
E hoje? Será que não se conseguem mesmo conjugar os conhecimentos científicos e os práticos?
Basta pegar num livro de história da civilização grega ou da romana e as respostas estão lá todas. Uma cidade precisa ter espaços habitacionais, espaços transitáveis de automóvel, a pé ou de bicicleta, mas também precisa de espaços verdes que ajudem a filtrar os gases poluentes e a renovar a atmosfera de quem precisa do ar para viver.
Sabiam que a terceira causa de morte em França é precisamente a poluição automóvel?
A cidade, na nossa humilde opinião, é um palco. Um espaço onde acontecem coisas. Um local onde a realidade se conjuga livremente com a fantasia e, deste modo harmonioso, se constroem as histórias mais fantásticas na representação de cada ator, seja em monólogo ou em diálogo. A cidade precisa tanto de casas como de árvores. Não adianta dizer que há um parque da cidade ou uma serra ali perto, porque cada bairro ou rua não são mais do que quadros ou cenas dessa grande peça teatral que acontece ao mesmo tempo na cidade. As famílias querem os seus filhos a brincar ali no jardim da rua, não a 2km no parque da cidade!
Construir a cidade em diálogo com a natureza é o rumo certo para uma melhor qualidade de vida!