segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aguarda-se um mês cheio de promessas a curto prazo

Não sei se sou o único, mas este ano tirei umas feriazinhas da política. Às vezes temos mesmo de nos afastar para perceber o que os nossos mais críticos são capazes de fazer, já que ‘nunca se enganam e raramente têm dúvidas’. Ai é assim, ó sôtor? Então faça o favor de fazer uma boa viagem que nós ficamos por estes lados…
Aguardo com algum entusiasmo para conhecer as propostas que vão ser lançadas. Um ou outro amigo já me deu a conhecer algumas ideias. Umas parecem-me bem, outras nem por isso, mas o que realmente noto é que todas elas nos parecem pouco consistentes. São facilmente descartáveis, se é que me faço entender. Não estaria já na altura de se pensar um concelho a longo prazo? Conhecer as estatísticas da população e centrar toda a ação para melhor satisfazer as reais necessidades, mas de forma contínua e duradoura?
O que adiantou há uns anos construir campos multidesportivos em freguesias que não conseguiam fazer uma equipa quanto mais duas para se defrontarem? Pois, é mesmo isso… As estratégias têm sido muito pouco adequadas…

Penso, sinceramente, que ainda vamos a tempo de apelar ao bom senso. Não tentem fazer das pessoas ingénuas, porque elas quando querem sabem muito bem dar o verdadeiro pontapé. Aproveitem, senhores candidatos, para se sentarem com professores, economistas, juristas, agricultores, pedreiros e trolhas, padeiros e carpinteiros, ou seja, com representantes de várias profissões, movimentos e associações, mas que possam dar um contributo para o que efetivamente é necessário para Fafe.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

A praia fluvial de Regadas não era para estar pronta?

Este ano resolvemos apostar na aquisição de uns barcos. Caravelle K65. Grandes máquinas puxadas a remos. Não sabia remar. Numa aventura inicial que mais parecia as manobras dos carrinhos de choque, eis que o chilrear da passarada, a suavidade das águas cristalinas e as palmas das árvores ao sabor do vento me atiravam facilmente para um ambiente bucólico. Não eram mais as ondas do mar a embalarem, mas os sons de sempre, nas memórias mais felizes da infância.
Como é bom estar em paz com a natureza!
Não fosse o poder da natureza, mesmo no seu estado mais selvagem, até me sentiria triste com o desprezo a que está dotado um dos rios mais emblemáticos de Fafe. Um rio que permitiu alimento a centenas de famílias quando alimentava as turbinas de uma fábrica, o mesmo rio que leva a luz a tantas outras, entre campos, montes e vales até se juntar com outro e depois outro e terminar em grande forma mar adentro.
É triste. É mesmo muito triste quando há interesses que não se conjugam com os da natureza. É até vergonhoso quando se faz bandeira de um recurso natural que merece ser tratado com aplauso por toda uma população, mas depois é esquecido tão somente…
Seria assim tão difícil criar uma pequena presa e usar a areia acumulada para servir de poiso às toalhas mais ou menos floridas? E se se juntassem duas ou três mesas dessas já feitas e a preços tão acessíveis numa dessas lojas que vendem quase tudo?
Fácil, não? Custos? Reduzidíssimos… mas quando os interesses são outros…

Enfim, resta-nos aproveitar o rio tal como ele é. Selvagem. E, como é óbvio, continuar a esperar até que as melhores ideias voltem a reinar…

terça-feira, 1 de agosto de 2017

As autárquicas dos perfis falsos

O Homem é um ser eminentemente comunicativo. Precisa da comunicação como pão para a boca e água para o corpo. Não fosse isso e isto seria uma selvajaria ainda maior, mas quando há a necessidade do recurso a perfis falsos, principalmente dos agentes defensores da democracia e em pleno século XXI, é muito grave ou, pelo menos, muito triste e deprimente.
O que pensam os eleitores disto? Ou será que ainda continuamos tão a leste da política que já nem disso queremos saber?
A lei do ‘salve-se quem puder’ está lançada, não fosse a ânsia do poder para os que já lá estiveram e querem voltar ou o querer a todo o custo para os que mal puseram os pés nos momentos decisivos. Enfim, mais uma triste realidade do estado da política em Portugal.
Há quatro anos foi o momento áureo da discussão pública. O Blog Montelongo era o fórum de excelência. A pluralidade de opiniões era evidente. Depois tudo começou a esmorecer e os agentes políticos, que tentam agora chamar todos ao debate, foram os primeiros a fugir aos debates organizados bem no centro da cidade. Diziam que eram muito politizados… Mas há debate cívico sem envolver a política, a polis (cidade) ou os cidadãos? E se o painel de convidados tem gente de todos os partidos, qual o problema de comparecer e intervir? Muito fácil, os políticos não estão preparados para o confronto da população.
O resultado deste afastamento e o medo da confrontação está agora bem visível no recurso aos falsos perfis. Pobres coitados. Mas vamos assistir até às eleições ao discurso oposto, o discurso que mostra que em primeiro estão as pessoas, o povo e outra vez o povo, mas de preferência que não chateiem mais nos próximos quatro anos, ok?

Precisamos de uma nova geração de políticos ou o discurso continuará a ser o mesmo! Precisamos de gente com capacidade comunicativa e precisamos mais ainda de uma política positiva. Há já candidaturas com gente muito nova. Parece que estamos finalmente a lavar a cara à política! Haja paciência e um dia todos vencem!