segunda-feira, 10 de julho de 2017

As vantagens de uma política cultural bem estruturada

Fruto de uma oportunidade que a Universidade de Coimbra me proporcionou, a vivência numa República de estudantes, no passado final de semana lá rumei até uma pequena aldeia em Janeiro de Cima, no Fundão. Independente do que pudesse estar para me receber, são os abraços fraternos o que mais valorizamos. Mas como é óbvio, tudo o que possa ajudar a engrandecer o belo encontro é sempre bem vindo.
E foi assim que apareceu a casa típica na aldeia de xisto e a praia fluvial devidamente apetrechada: bar de apoio; campo de jogos; churrasqueira e mesas para a tainada; a barca típica que outrora ajudava no transporte de bens alimentares e até animais caprinos e agora ao dispor dos visitantes para apreciarem a paisagem.
E são assim as aldeias que marcam a diferença. São apenas 300 pessoas a residir habitualmente ali, mas são bem mais aos fins de semana e no verão. Este último é comum a muitos outros locais deste país de emigrantes, mas aumentar todas as semanas é só para aquelas que conseguem ter algo para oferecer. Por que se renovam? Por que acontece alguma coisa pontual? Ou será apenas por que usam o que de melhor têm? Certamente que qualquer resposta seria possível, mas é sobretudo a reconstrução de edifícios e tradições que são há já algum tempo o que mais está a devolver a grandeza às aldeias.
É claro que podemos dizer que já todos sabíamos isto. Mas se assim é, por que será que nem todas as aldeias sabem ou querem aproveitar isso?
Também sabemos. Todos. São os interesses particulares em detrimento do coletivo. É tudo menos o que importa a um político de honra. O trabalho para a comunidade.
Uma aldeia talvez não precise de muito para ser uma referência no panorama nacional e, muitas vezes, até internacional, mas para isso tem de trabalhar em conjunto com outras. Ser parceira em aspetos semelhantes e nunca concorrente. Ser diferente nas suas particularidades, mas complemento nas ações.
Só uma política cultural bem estruturada e agregadora é que será capaz de elevar a memória de um povo!

Falta cantar a língua portuguesa! 

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