terça-feira, 3 de março de 2015

Nova identidade da Câmara de Fafe, like…

A mudança tem destas coisas. Agradam a uns. Desagradam a outros. E irritam sobretudo os que estão acomodados e habituados a um ritmo de vida que só o facto de se falar em mudança já os assusta. É também assim que vejo estes sucessivos progressos que têm acontecido com a Câmara de Fafe. É verdade que é preciso mudar muita coisa e até mesmo pessoas que já estão há tempo demasiado em cargos públicos. Isto de ter políticos máquinas, que só sabem fazer caça às bruxas, que não têm sensibilidade humana e multam por tudo e por nada… não são certamente os melhores para esses lugares.
Quanto ao site e à nova imagem, parece-me bem, numa primeira impressão. Quase só tive tempo de abrir o site e fazer uma visita rápida, mas acho piada ao logótipo. Parece-me que vai funcionar bem. O que continuo a não perceber é a teimosia em deixar a ‘Justiça de Fafe’ fora disto…
Assim como considero que Raúl Cunha está com o verdadeiro espírito de um político. Não sei os livros que lê, mas há muita inspiração na Cultura Clássica. Era importante que recomendasse a obra ‘Os Cavaleiros’ de Aristófanes aos seus colegas… sobretudo aos que ainda só vêem a política do ‘venha a nós’.
Aprecio a postura de alguém que não está lá para ajudar as panelinhas criadas há décadas, mas obriga as entidades que queiram trabalhar com a Câmara a ter uma atitude transparente. Agora só falta fazer isso com todas as entidades…
Gosto deste trabalho com outras entidades (Carnaval, por exemplo, em conjunto com a Junta de Fafe), ainda que não tenha percebido a razão do nome que me causou alguma estranheza: Pai das Orelheiras? Porquê? Até pode existir alguma razão histórica, mas também é verdade que se não existia, passa a existir e o mais importante é o conceito que foi muito bem visto. Nesta matéria, surgiu uma observação da minha namorada que me parece importante: «E se as freguesias com o que já fazem fossem desfilar todas ao centro da cidade e acabasse com o Pai das Orelheiras?»
Gosto, ainda mais, de uma nova Câmara que não quer o protagonismo só para si, especialmente quando as ideias são de outros, mas colabora como parceiros e, deste modo, o projeto é dos dois. Está aqui um bom pretexto para voltarem a pegar nas Jornadas Literárias e Culturais e convidarem Carlos Afonso para as coordenar como ele tão bem sabe. Podem, também, e é apenas sugestão, ser mais abrangentes e solicitar registos de património e criarem uma base de dados no próprio site. Neste campo, até têm um funcionário especialista no assunto… que tal uma parceria com ele? Certamente quem vier a seguir, ao consultar o património de cada freguesia, vai pensar duas vezes antes de derrubar monumentos como se fazia até aqui.
Seja como for, agrada-me sobretudo esta Câmara que sabe comunicar com as Pessoas! É óbvio que o trabalho não termina e há muito a fazer. Também é evidente que o que me agrada a mim, que não tenho tacho na Câmara, desagrada a muitos que não o querem perder (até porque se o perdem, há alguns que nunca mais na vida irão ganhar esses salários). Seja como for, o caminho é esse e a Comunicação não só chega às pessoas como é possível para as pessoas.



2 comentários:

  1. Falta o "storytelling"... Qualquer alteração de imagem deve ser antecedida, ou acompanhada, de uma "historinha"que amarre as pessoas e as faça identificar com essa mesma mudança. Haverá certamente uma justificação para os ícones escolhidos, para a forma, para a espécie de translineação que foi escolhida. A fonte (tipo de letra) faz-me lembrar um pouco as guardas de ferro forjado usadas na arquitectura dos brasileiros, não sei se é essa a ideia... Há aqui alguma variabilidade e adaptabilidade, que pode ser interessante, apesar de alguns problemas de leitura e percepção, para quem não tem a marca já presente no seu imaginário. É como dizes, discutível porque em marketing o "achismo" é rei, mas é também de realçar, se acompanhada de toda uma estratégia e uniformidade, que a seu tempo, veremos se será aplicada. Interessa agora acabar com o "amor de cidade", com a imagem associada à clarabóia, que com uma ideia base boa, tinha pouca leitura e dificuldades de aplicação... enfim! dá para uma tese :) Mas vamos em frente... e contem lá a historinha base que nos amarre a todos ao conceito.

    Clara Paredes Castro

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  2. Clarinha, não posso estar mais de acordo contigo! Já me lembrei do mesmo... afinal, também não sei a razão do nome 'Pai das Orelheiras'. Era interessante apresentar isso ao público. Existir um espaço no próprio site onde se pudessem conhecer as tradições e lendas. E, agora, juntar a 'nova identidade'. Certamente já tem de estar feita... é regra base para qualquer Designer Gráfico que crie algo do género. Bem, pelo menos é assim que trabalham cá os alunos na minha Escola com o respetivo professor. Contudo, parece-me bem conseguido mesmo! Está apelativo. É vivo! E, por isso, viva a nossa terra.

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