terça-feira, 19 de agosto de 2014

Política de bandidagem no PS?

Se agora é assim, imaginem quando chegarem ao poder. O link da notícia “Até mortos há nalista de militantes do PS/Braga”, avançada pelo JN, foi-me enviada por um camarada, militante do PS, que mesmo eu não sendo militante do partido em causa, não teria qualquer dúvida em votar nessa pessoa, claro está, não por causa do partido mas sim, e muito, pela competência que lhe conheço e, mais que tudo, pelo sentido de solidariedade e humanidade que o caracterizam. A política precisa destas pessoas. Estou mais que convicto que um dia o verei num cargo de relevo na política nacional, afinal, nada de estranho porque tudo se encaminha para tal.
Ao ler a notícia e o nome de Fafe envolvido, não fiquei nada surpreendido. Nada que não se conheça dos atos eleitorais autárquicos e de questões como ‘troca de votos de um partido para outro’ como aconteceu há uns anos que até meteu o Tribunal Constitucional ao barulho. ‘Por um se ganha e por um se perde’ dizem muito os que ganham, mas a forma com que se consegue esse tal ‘1’ é que deixa muitas vezes a grande questão… Com o método de Hondt bem sabemos que basta tirar 1 voto de um lado e colocar no outro que é o suficiente para meter mais um elemento e isso, para além da canalhice, é vergonhoso!
Os mortos, pelos vistos, preparam-se para votar. Depois de eleitos os maiorais, os mortos não vão governar, mas certamente já estão a contribuir para mostrar que na política ‘tudo vale’ desde que seja para beneficiar o ‘Rei’, nada estranho para os maquiavelistas que continuam bem ativos na política. O PS tem gente de qualidade. Não tenho dúvidas disso. Os outros partidos também. Só lamento é que prevaleça a lei da falta de escrúpulos e os que são realmente bons fiquem de fora.

Agora, sejamos razoáveis e pensemos, se no interior do partido fazem isto e são camaradas, imaginem o que podem fazer na governação. Estas coisas são novas? Não! Então deixemos de apoiar canalhices, por favor! Ou, pelo menos, não venham defender esses atos criminosos para junto de mim…

1 comentário:

  1. Caro Pedro,
    Em 1996, o meu pai viu-se obrigado a sair do PS na sequência de uma situação similar. Nessa altura, nas eleições para a mesma distrital de Braga, houve uma “chapelada” (percebes agora o termo usado nas autárquicas de 2013) em que até os mortos votaram…
    Em 2013, nas autárquicas de Fafe, foi o que se viu e o Tribunal Constitucional conferiu.
    Agora, em 2014, as mesmas pessoas, nos mesmos lugares, repetem o feito.
    Há hábitos que dificilmente morrem…

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