domingo, 1 de junho de 2014

Um dia fui criança... hoje também sou!

Fico triste! Saber que temos de comemorar 'o dia da criança' não é bom. É claro que os lugares por onde passei o meu dia estavam felizes. Mas ter de celebrar um dia de que quer que seja é porque ainda há um longo caminho a percorrer até que o dia de seja o que for passe a ser norma todos os dias.
A minha janela conta histórias. Tantos almoços em família. Os desenhos animados ao final da tarde. O meu pai preparava o jantar. A minha mãe chegava. Jantávamos. Os trabalhos de casa já tinham sido feitos durante a tarde. Logo depois do almoço. A bicicleta. BMX azul e branca. Que pinta. Os óculos esmurrados ao tentar saltar de um campo para o outro. O futebol com o meu pai junto ao portão. A senhora Olinda que ia lavar ao rio e me dizia sempre um olá com muita graça. Às quartas-feiras ia dormir a casa da minha avó. Ela vendia trigo de ovelhinha e bolos na feira. Aqueles bolos eram os melhores. E o trigo de ovelhinha continua a ser o meu preferido. E fresquinho logo pela manhã com manteiga e café? Delícia.
Hoje fui celebrar o dia da criança. Meia hora a pedalar numa gaivota no Tâmega. Como um puto rebelde, conduzi a coisa por um dos lados mais complicados. Raspou numa pedra. Ainda pensei que iríamos ficar ali... mas mais um pouco de força e o obstáculo foi ultrapassado. Muito bom! A rebeldia ainda me corre nas veias. Estou feliz. Sou criança!

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