sábado, 26 de abril de 2014

Eu posso, tu podes, ele e ela podem... mas nós podemos muito mais!

Tantas e tantas vezes, desesperados com situações que não sabemos muito bem como resolver, sobretudo quando terminamos um curso e precisamos de um emprego ou simplesmente porque perdemos o emprego e também não sabemos o que fazer, a quem nos dirigir... até porque os Centros de Emprego não têm nada para oferecer, a não ser umas formações para tanguear as estatísticas, por tantos momentos entramos em desespero...


  "O Poder não se mede pelo que 
podem fazer por nós, mas pelo 
que nós podemos fazer pelos outros."

É claro que recorremos aos amigos, pelo menos pensamos que são, que até dizem umas coisas e estão lá na política, mas logo nos apercebemos que eles só querem é mesmo o seu bem-estar e os outros que se lixem com um 'F' bem grande...
Lá vamos nós. Currículos na mão, devagarinho no carro para não gastar muita gasolina porque só temos 5 euros que a nossa mãe tirou do porta moedas para nos dar, é que ela sabe bem que não podemos devolver, tocámos à campainha e somos dirigidos para a secretaria onde uma senhora simpática nos recebe e diz que podemos deixar o currículo com ela...
O regresso a casa, entre lágrimas desesperantes, é acalmado com aquela música que nos vem salvar numa rádio que já é mais nossa companhia do que a nossa família porque passamos o tempo na estrada à procura do que ninguém tem para nos oferecer.
Vamos desesperando dia após dia... a pressão familiar é tanta que já não sabemos responder com o jeito que eles merecem... até que decidimos, mais uma vez, pedir auxílio a outro, pensámos, amigo que foi nomeado para um cargo público. As suas recomendações são as melhores e o grau de confiança aumenta, até chegar ao destino e ouvir de uma funcionária mal amada que ali 'não é a Santa Casa da Misericórdia'.
Foda-se!
Se eles não podem, posso eu... Mochila às costas e partimos em busca do acaso. Limpar pratos? Servir às mesas? Corrigir textos? Dar explicações? Limpezas? Nada... ninguém precisa de nós... a fome aperta.
- Uma sopa, por favor. 1 euro. - Não quer mais nada? - Não, obrigado!
Querer, até queria, mas o dinheiro já é pouco e ainda tenho de apanhar o autocarro. O bilhete custa 18 euros e só tenho 20. E se fico doente?
Não, isto não vai mais acontecer.
- Boa tarde!
- Desculpe, mas agora não tenho tempo.
- Desculpe mesmo, só 1 minuto, por favor. Acho que tenho uma ideia interessante para a sua empresa.
- Como assim? Nem cá trabalha.
- A minha proposta pode não ser inovadora, mas gostava de lhe mostrar que pode inovar em alguns aspetos e rentabilizar mais os recursos, o que significará um aumento de capital e nem precisa investir...
- Sente-se, por favor...

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