sábado, 22 de março de 2014

Um cheirinho das minhas estantes...

Peter Brook.  Antonin Artaud. Rosele Goldberg. Constantin Stanislavski. Brecht. Molière... e são alguns dos que de um modo ou de outro fazem com que acredite na vida enquanto uma grande peça de teatro. Antes destes, há outros que a seu tempo também vão aparecer para mostrar que os clássicos, Gregos e Romanos, já nos deram quase todas as lições, talvez nós é que não temos a humildade e sabedoria suficiente para os ouvir. No palco, a vida alterna-se entre a comédia e a tragédia. Confesso que já me cansei da tragédia. Ainda que reconheça o seu nobre ensinamento. Estilo sóbrio... mas Gosto mais da comédia. Quem não gosta? Há, no entanto, alguns ensinamentos que só a experiência nos vai mostrando. Numa peça de teatro são precisos vários intervenientes: Dramaturgo - escreve; Encenador - interpreta, orienta; Cenógrafo - desenha espaço; Aderecista/Figurinista - desenha adereços e vestes; Sonoplasta e Luminotécnico - desenha o som e a luz; Ator - interpreta; Público - assiste/participa/interpreta. Na peça da vida temos de ser firmes em quase todos estes momentos, ainda que em alguns deles seja necessário recorrer a outros técnicos, porque a peça, ainda que em monólogo, continua a depender da intervenção de um todo. Às vezes aparecem uns percalços, mal intencionados, que querem escrever a 'nossa' peça, mas esquecem-se que quem estudou os grandes clássicos e os mestres da dramaturgia fomos nós!

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