A Escola tem sofrido enormes transformações nos últimos anos. O que antes parecia ser um dado adquirido, hoje está obsoleto e quase parece irremediável, mas o certo é que se encontra simplesmente numa fase transitória que pode significar uma hecatombe ou um júbilo, tudo dependerá da garra dos agentes da educação.
A Escola já não mete medo. Há muitos pais com pouco pulso. Existem educandos, apesar das tenras idades, que têm ao seu dispor ferramentas que lhes permitem viajar no mundo com tudo o que isso tem de bom e de mau. Ou seja, estamos mesmo numa era de viragem, onde os jovens manuseiam as tecnologias com maior eficiência do que os seus encarregados de educação, ainda que não tenham uma experiência que os possa suportar em todas as entraves.
As apostas na educação seguiram um determinado rumo, num momento em que surgiu essa necessidade, mas precisam ser revistas com urgência para que a sociedade possa crescer e competir com carisma empreendedor. Não se pode esperar mais que os meninos sejam fechados e a Escola lhes incuta a ordem, a disciplina e o conhecimento, mas sim que a Escola seja o complemento na educação e na orientação.
Apesar de algumas apostas disfarçadas numa aprendizagem apenas para estatística, o certo é que há bons resultados na aposta em cursos muito mais práticos e já se percebeu que são estes que continuam a angariar mais adeptos em detrimento dos teóricos. Neste momento, é necessário reorganizar e disponibilizar mais horas e recursos nas áreas artísticas e criativas.
As Novas Oportunidades trouxeram os nossos pais às escolas para validarem as suas competências ou para se requalificarem numa outra área, mas apostaram também naqueles jovens que de outro modo jamais sairiam do ensino básico, mas conseguiram sobretudo fazer com que as pessoas procurassem mais e melhor formação e enveredassem por um caminho profissionalizante, o que nos parece agora é que o país precisa de perceber que está na altura de uma nova investida e esta passa pela aposta na educação pelas artes e no regresso da educação mais erudita, onde no primeiro caso temos o fluir da criatividade em escala ascendente e, no segundo caso, as línguas clássicas que assumem um papel fundamental e estruturante, não só na aquisição de conhecimentos de excelência na língua e cultura portuguesa ou outras línguas românicas, mas também numa estrutura mental capaz de um exercício lógico que consiga uma desenvoltura rápida e eficaz.
Se o caminho se faz caminhando, a educação também se faz de etapas, mas o país não pode desperdiçar esta oportunidade de fazer com que as pessoas que voltaram à escola saiam sem aprofundar conhecimentos e saberes, só assim é que se conseguirá um crescimento cultural e intelectual no país que levará a um avanço dos povos e da própria economia.
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (21/05/2010)
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
sábado, 22 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
«Grande parte dos ataques à Igreja surgem dentro da própria Igreja!» Papa Bento XVI
Na viagem até Lisboa, Bento XVI fala aos jornalistas sem receio do que o mundo possa dizer, neste caso, o mundo tem mesmo de aclamar: vivam os homens de coragem!
Certamente que para uma instituição de nobres costumes seria bem mais fácil encobrir ou disfarçar a realidade e cobrir-se com um manto de ‘vítimas’, talvez bastasse dizer ‘querem-nos destruir’, atendendo à sua presença e imponência no mundo. Mas está já provado que Bento XVI não aceita esta teoria, muito pelo contrário, quem comete tamanhas atrocidades é resignado.
Nós, os católicos, temos de assumir que somos pecadores e não tentar dispersar os nossos pecados apontando os defeitos dos outros! Muitas das vezes, quando surgem situações incómodas, a tentativa primeira é a de afastar as atenções para os erros dos outros, não que isso nos liberte da culpa, mas para tentar fazer com que o julgamento seja distribuído. Há, no entanto, outros que tentam anunciar algo de positivo, pensando que essa nova etapa será um marco mais importante e as pessoas esqueçam os erros cometidos. Isto é feito através do anúncio de novas obras para a Igreja, às vezes anunciadas as mesmas várias vezes, novos projectos de evangelização ou simplesmente de uma ou outra festa com comes e bebes!
Na verdade, a Igreja Católica está em festa. Não está apenas em festa porque o Papa está em Portugal, mas sim porque este Papa é uma marca de viragem nas mentalidades e a sua mensagem é, efectivamente, uma mensagem de renovação nos valores cristãos. A Igreja precisa de renovação. A Igreja precisa de ter gente que a sirva com sentido de responsabilidade e compromisso e que não continue a alimentar comissões fabriqueiras que sustentam eternamente o lugar para beneficiar um ou outro amigo nas obras paroquiais. A Igreja Católica precisa de repensar o celibato para acabar com a hipocrisia, pois é mais honesto assumir o compromisso das pessoas do que se encobrir por mantos negros. A Igreja Católica precisa de saber que as pessoas já não estão no tempo em que o Padre é a figura máxima e pode fazer tudo que ninguém lhes diz nada, porque quem tenta agir dessa forma fica a falar com as paredes. Ou seja, tudo isto para dizer que o mundo mudou e a Igreja não precisa de ir em modas, mas tem de saber dar o exemplo como verdadeiros anunciadores da palavra de Deus e como orientadores nos difíceis caminhos da vida.
Bento XVI, ainda que se encontre numa fase inicial, começa a ganhar adeptos convictos da sua perseverança nos valores de Cristo. Esta atitude não é a que agrada a muitos dos seus sacerdotes, que até atacaram os jornalistas católicos por descreverem actos que envergonham a Igreja, ainda que estes só tenham feito o seu trabalho e só mostraram o que os próprios sacerdotes ou os seus lacaios fizeram, mas é a atitude que agrada com toda a certeza à doutrina deixada nas Sagradas Escrituras.
in Jornal Povo de Fafe (14/05/2010)
Certamente que para uma instituição de nobres costumes seria bem mais fácil encobrir ou disfarçar a realidade e cobrir-se com um manto de ‘vítimas’, talvez bastasse dizer ‘querem-nos destruir’, atendendo à sua presença e imponência no mundo. Mas está já provado que Bento XVI não aceita esta teoria, muito pelo contrário, quem comete tamanhas atrocidades é resignado.
Nós, os católicos, temos de assumir que somos pecadores e não tentar dispersar os nossos pecados apontando os defeitos dos outros! Muitas das vezes, quando surgem situações incómodas, a tentativa primeira é a de afastar as atenções para os erros dos outros, não que isso nos liberte da culpa, mas para tentar fazer com que o julgamento seja distribuído. Há, no entanto, outros que tentam anunciar algo de positivo, pensando que essa nova etapa será um marco mais importante e as pessoas esqueçam os erros cometidos. Isto é feito através do anúncio de novas obras para a Igreja, às vezes anunciadas as mesmas várias vezes, novos projectos de evangelização ou simplesmente de uma ou outra festa com comes e bebes!
Na verdade, a Igreja Católica está em festa. Não está apenas em festa porque o Papa está em Portugal, mas sim porque este Papa é uma marca de viragem nas mentalidades e a sua mensagem é, efectivamente, uma mensagem de renovação nos valores cristãos. A Igreja precisa de renovação. A Igreja precisa de ter gente que a sirva com sentido de responsabilidade e compromisso e que não continue a alimentar comissões fabriqueiras que sustentam eternamente o lugar para beneficiar um ou outro amigo nas obras paroquiais. A Igreja Católica precisa de repensar o celibato para acabar com a hipocrisia, pois é mais honesto assumir o compromisso das pessoas do que se encobrir por mantos negros. A Igreja Católica precisa de saber que as pessoas já não estão no tempo em que o Padre é a figura máxima e pode fazer tudo que ninguém lhes diz nada, porque quem tenta agir dessa forma fica a falar com as paredes. Ou seja, tudo isto para dizer que o mundo mudou e a Igreja não precisa de ir em modas, mas tem de saber dar o exemplo como verdadeiros anunciadores da palavra de Deus e como orientadores nos difíceis caminhos da vida.
Bento XVI, ainda que se encontre numa fase inicial, começa a ganhar adeptos convictos da sua perseverança nos valores de Cristo. Esta atitude não é a que agrada a muitos dos seus sacerdotes, que até atacaram os jornalistas católicos por descreverem actos que envergonham a Igreja, ainda que estes só tenham feito o seu trabalho e só mostraram o que os próprios sacerdotes ou os seus lacaios fizeram, mas é a atitude que agrada com toda a certeza à doutrina deixada nas Sagradas Escrituras.
in Jornal Povo de Fafe (14/05/2010)
Pedro Miguel Sousa
sábado, 8 de maio de 2010
Qual a melhor Escola?
Se em tempos a Escola escolhia os alunos, hoje são os alunos/encarregados de educação a escolher a Escola. A maioria continua a optar por uma escola próxima de casa, principalmente nas freguesias, mas a situação está a alterar-se e, num futuro muito próximo, só as melhores escolas é que terão alunos.
Sendo assim, o que faz uma boa Escola?
Muitas respostas poderiam ser dadas e, certamente, podem ser retiradas inúmeras conclusões, algumas até ajustadas a uma realidade de conveniência de um ou outro político que defenda a sua casa, contudo a qualidade da Escola passará sempre por alguns conceitos básicos: Professores vocacionados, funcionários qualificados e alunos empenhados. Esta sintonia não surge na inscrição, mas molda-se através de um grupo docente altamente qualificado e motivador da classe discente, funcionários predispostos a aumentar a sua formação e com comportamentos enquadrados no bom exemplo e alunos que procurem aumentar a sua formação.
Os principais responsáveis serão sempre os Professores, pois é a eles que cabe a nobre tarefa de transmitir saberes e orientar na pesquisa de novos conhecimentos, colocando-se numa postura de mestres da arte e nunca na autoridade prepotente. Saber exigir o respeito pela sabedoria e não pelo medo. O que levará a que o aluno sinta a necessidade de aprender mais e melhor e, quem sabe, superar o próprio mestre. Já os funcionários, um elo muito importante na formação humana, têm de participar nas tarefas da escola e, em escolas do ensino pré-escolar ou do primeiro ciclo, trabalhar com sentido de entrega aos alunos, sabendo ouvir, falar e acompanhar.
Cada vez mais, devido à falta de crianças e à facilidade de deslocação, os encarregados de educação procurarão aquelas Escolas em que os alunos são acompanhados com atenção e os níveis de aprendizagem são notórios, quer através do desenvolvimento cognitivo da criança em questões de matéria escolar quer através da sua postura perante a vida e o mundo que a rodeia.
Todas as Escolas que continuarem sem requalificarem continuadamente os seus agentes (Professores e funcionários), estão condenadas ao encerramento, felizmente, para bem do futuro de Portugal e da Europa.
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (07/05/2010)
Sendo assim, o que faz uma boa Escola?
Muitas respostas poderiam ser dadas e, certamente, podem ser retiradas inúmeras conclusões, algumas até ajustadas a uma realidade de conveniência de um ou outro político que defenda a sua casa, contudo a qualidade da Escola passará sempre por alguns conceitos básicos: Professores vocacionados, funcionários qualificados e alunos empenhados. Esta sintonia não surge na inscrição, mas molda-se através de um grupo docente altamente qualificado e motivador da classe discente, funcionários predispostos a aumentar a sua formação e com comportamentos enquadrados no bom exemplo e alunos que procurem aumentar a sua formação.
Os principais responsáveis serão sempre os Professores, pois é a eles que cabe a nobre tarefa de transmitir saberes e orientar na pesquisa de novos conhecimentos, colocando-se numa postura de mestres da arte e nunca na autoridade prepotente. Saber exigir o respeito pela sabedoria e não pelo medo. O que levará a que o aluno sinta a necessidade de aprender mais e melhor e, quem sabe, superar o próprio mestre. Já os funcionários, um elo muito importante na formação humana, têm de participar nas tarefas da escola e, em escolas do ensino pré-escolar ou do primeiro ciclo, trabalhar com sentido de entrega aos alunos, sabendo ouvir, falar e acompanhar.
Cada vez mais, devido à falta de crianças e à facilidade de deslocação, os encarregados de educação procurarão aquelas Escolas em que os alunos são acompanhados com atenção e os níveis de aprendizagem são notórios, quer através do desenvolvimento cognitivo da criança em questões de matéria escolar quer através da sua postura perante a vida e o mundo que a rodeia.
Todas as Escolas que continuarem sem requalificarem continuadamente os seus agentes (Professores e funcionários), estão condenadas ao encerramento, felizmente, para bem do futuro de Portugal e da Europa.
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (07/05/2010)
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