Está na hora de voltar à acção. Arregaçar as mangas e traçar um novo mapa de actuação. Acreditar que Fafe não se resume a eleições de quatro em quatro anos e mostrar as qualidades que estão mais preparadas do que nunca para avançar. São vários os quadros académicos do Partido em Fafe, mas só serão úteis ao concelho se de uma vez por todas o partido acreditar numa vitória.
Ao longo do tempo, apesar de defender sempre as minhas convicções, considerei que todos os assuntos do PSD seriam matéria interna, mas nem tudo pode continuar apenas dentro da sede, porque já está provado que não funciona. Contrariando alguns hipotéticos movimentos, o PSD em Fafe pode estar mais forte do que nunca. Se num passado, não do meu tempo, reagiu de modos pouco populares, hoje há uma nova geração verdadeiramente preocupada com as questões sociais e que não abdica dessa posição. Veja-se a luta por um melhor sistema de saúde em Regadas, organizado pelo Núcleo Sul da JSD, olhe-se para a movimentação em torno das urgências do PSD, ou então para a constante posição do Núcleo Sul no que se refere a infra-estruturas, cultura, educação, desporto e acção social.
Reconheceremos que não seria o método mais esperado por muitos, mas acreditamos que as posições de ‘esquerda ou direita’ já não fazem sentido, antes o posicionamento em torno de causas e de fazer com que as pessoas tenham uma vida melhor. Quantos se dizem de esquerda e lutam por ter até um carro melhor do que o vizinho? Ou uma casa? Na verdade, já nada disto faz sentido quando falamos em política. As guerras agora são outras: defesa dos direitos dos cidadãos todos e não apenas de alguns!
Concordamos com a necessidade de afirmação do PSD no concelho, mas valorizamos e aplaudimos a dedicação de Pedro Gonçalves à frente do partido, principalmente pela pessoa que ele é! O PSD precisa de se reorganizar. O PSD precisa de acabar com as memórias infelizes de um passado pouco humilde, porque o PSD que nos revemos é bem mais forte, mais solidário e mais capaz do que qualquer outro partido. Pedro Gonçalves, na nossa humilde opinião, continua a reunir as melhores condições para uniformizar o partido e de uma vez por todas apostar numa estratégia eficaz para o bem de toda a comunidade fafense.
Fafe precisa de olhar para as freguesias, que estão esquecidas há décadas, precisa de afirmar a sua cultura e espalhar pólos de intervenção, porque actualmente parece que os cultos de Fafe são sempre os mesmos, precisa de inovar a estratégia turística, precisa de repensar o desporto e, com muita urgência, definir estratégias para trazer emprego, o que levará ao aumento da qualidade de vida, ao investimento na construção e no comércio e à aposta em programas e planos culturais ou recreativos.
Fafe precisa de uma nova dinâmica, porque o modelo que está a ser seguido em nada inova, mesmo com tantos programas de financiamento disponíveis para candidaturas!
in Jornal Povo de Fafe (29/01/2010)
Pedro Miguel Sousa
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
sábado, 30 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
As vozes
Não são as vozes que se calam que mudam o mundo, mas aquelas que procuram fazer-se ouvir de forma coordenada e atenta, ajudando os que infelizmente ainda precisam de alguém que fale por eles. Fazer com que a formação chegue a toda a gente é uma missão nobre. O conhecimento liberta o indivíduo!
Professores e Formadores, vamos dar liberdade a toda a gente! Vamos ajudar a que cada pessoa saiba defender-se do oportunismo da gravata! Se ensinarmos as pessoas a escrever e a ler, estas não precisarão de pagar quantias enormes para que uma simples carta chegue a uma repartição qualquer!
Só assim, poderemos iniciar uma verdadeira Revolução Cultural!
Professores e Formadores, vamos dar liberdade a toda a gente! Vamos ajudar a que cada pessoa saiba defender-se do oportunismo da gravata! Se ensinarmos as pessoas a escrever e a ler, estas não precisarão de pagar quantias enormes para que uma simples carta chegue a uma repartição qualquer!
Só assim, poderemos iniciar uma verdadeira Revolução Cultural!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O Estado português exige, mas não cumpre!
O Estado sufoca as entidades! Não adianta mais querer atirar a culpa para os outros e tentar mostrar que a culpa não é de ninguém, porque basta parar um momento só para ver como é que o Estado Português lida com os cidadãos e lhes exige o que ele não cumpre.
Quem teve de passar pelo famoso regime do recibo verde sabe que é obrigatório pagar os impostos à Segurança Social até ao dia 15 de cada mês, mas também sabe que tem de o fazer todos os meses sob prejuízo de pagar uma multa se não o fizer. Tudo parece muito transparente, agora vamos mostrar as coisas como realmente são: É do conhecimento público que grande parte dos jovens trabalha a recibo verde e, no caso da formação profissional, também é conhecido que o programa que financia os cursos (poph) não funciona lá muito bem, porque atrasa sistematicamente o pagamento, logo as entidades não recebem a tempo e por isso não pagam devidamente aos formadores. No entanto, estes formadores têm que cumprir prazos perante o Estado, ou seja, o Estado não paga, mas os trabalhadores têm que pagar sem receberem o dinheiro que este lhes deve!
A minha geração já foi apelidada de muita coisa. Começamos por ser considerados ‘geração light ou rasca’, depois chamaram-nos ‘geração do recibo verde’, agora ainda não sei o que nos vão chamar, mas o certo é que a minha geração ainda não está a governar. Muitos já têm uns belos tachos, mas são raia miúda ao serviço da geração que herdou o trono do poder, após o 25 de Abril, e nunca mais o largou!
Se hoje estamos mal, não é por causa das novas gerações, mas sim de gente que cresceu sem computador e agora quer definir a vida com programas de computador, onde o que conta são os números, a famosa estatística, e desacreditou-se a vertente humanista. Onde estão os defensores da pátria agora? Onde estão os senhores de Abril? Onde param os poetas e escritores que tanto lutaram contra o regime salazarista e afinal até lhe apanharam bem o gosto?
Portugal precisa de uma forte dose de humanismo e de deixar de olhar para as pessoas como máquinas ou números. As novas tecnologias são para ser utilizadas mas não para substituir-se às pessoas.
As nossas escolas, por exemplo, são penalizadas se os formandos não forem às aulas, isto não é absurdo? Será que as escolas têm culpa da falta dos alunos? As escolas não são prisões, concordamos que devem tentar sempre recuperar as pessoas e fazer com que vão o mais possível às aulas, mas nunca em regime ditatorial, mas o certo é que é mesmo isso que interessa às estatísticas dos programas de financiamento, aqueles que servem os interesses do governo deste país.
Portugal precisa de humanismo com urgência! É preciso pedir o regresso de António Vieira, Luís de Camões, Eça de Queirós… é preciso uma nova escrita em favor dos valores, mesmo que seja ao modo de Gil Vicente, porque ‘a rir também se mudam os costumes’.
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (22/01/2010)
Quem teve de passar pelo famoso regime do recibo verde sabe que é obrigatório pagar os impostos à Segurança Social até ao dia 15 de cada mês, mas também sabe que tem de o fazer todos os meses sob prejuízo de pagar uma multa se não o fizer. Tudo parece muito transparente, agora vamos mostrar as coisas como realmente são: É do conhecimento público que grande parte dos jovens trabalha a recibo verde e, no caso da formação profissional, também é conhecido que o programa que financia os cursos (poph) não funciona lá muito bem, porque atrasa sistematicamente o pagamento, logo as entidades não recebem a tempo e por isso não pagam devidamente aos formadores. No entanto, estes formadores têm que cumprir prazos perante o Estado, ou seja, o Estado não paga, mas os trabalhadores têm que pagar sem receberem o dinheiro que este lhes deve!
A minha geração já foi apelidada de muita coisa. Começamos por ser considerados ‘geração light ou rasca’, depois chamaram-nos ‘geração do recibo verde’, agora ainda não sei o que nos vão chamar, mas o certo é que a minha geração ainda não está a governar. Muitos já têm uns belos tachos, mas são raia miúda ao serviço da geração que herdou o trono do poder, após o 25 de Abril, e nunca mais o largou!
Se hoje estamos mal, não é por causa das novas gerações, mas sim de gente que cresceu sem computador e agora quer definir a vida com programas de computador, onde o que conta são os números, a famosa estatística, e desacreditou-se a vertente humanista. Onde estão os defensores da pátria agora? Onde estão os senhores de Abril? Onde param os poetas e escritores que tanto lutaram contra o regime salazarista e afinal até lhe apanharam bem o gosto?
Portugal precisa de uma forte dose de humanismo e de deixar de olhar para as pessoas como máquinas ou números. As novas tecnologias são para ser utilizadas mas não para substituir-se às pessoas.
As nossas escolas, por exemplo, são penalizadas se os formandos não forem às aulas, isto não é absurdo? Será que as escolas têm culpa da falta dos alunos? As escolas não são prisões, concordamos que devem tentar sempre recuperar as pessoas e fazer com que vão o mais possível às aulas, mas nunca em regime ditatorial, mas o certo é que é mesmo isso que interessa às estatísticas dos programas de financiamento, aqueles que servem os interesses do governo deste país.
Portugal precisa de humanismo com urgência! É preciso pedir o regresso de António Vieira, Luís de Camões, Eça de Queirós… é preciso uma nova escrita em favor dos valores, mesmo que seja ao modo de Gil Vicente, porque ‘a rir também se mudam os costumes’.
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (22/01/2010)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Revolução cultural
Este país precisa de uma nova revolução cultural! Portugal está a perder o humanismo dos poetas e escritores! As máquinas estão a determinar o funcionamento da sociedade portuguesa. São os números que comandas e ditam as leis. Estamos a viver uma nova crise ditatorial, imposta por códigos informáticos e ninguém faz nada. As empresas fecham porque não pagaram ao fisco até aquele dia. Os detentores de recibos verdes têm de pagar a Segurança Social, mesmo que o Estado não lhes pague os serviços prestados como acontece na formação.
Será que vamos ter de nos habituar às máquinas ou ainda vamos a tempo de inverter a situação e fazaer com que se estude caso a caso?
Será que vamos ter de nos habituar às máquinas ou ainda vamos a tempo de inverter a situação e fazaer com que se estude caso a caso?
sábado, 16 de janeiro de 2010
Um café e um bagaço!
Entrava no café com ar de poucos amigos. A sua reacção, ao contrário do esperado, fora de extrema delicadeza: «- Boa tarde!». De imediato, a funcionária retribui a saudação e pergunta o que deseja. A resposta foi simples: «Um café e um bagaço!»
Este poderia ser o mote para mais uma história fantasiosa em forma de novela, onde a acção iniciada in medias res se situa num interior provinciano. Contudo, repescamos uma das frases mais ouvidas todos os dias para uma crónica em que olha os usos e os costumes com simpatia, mas despreza a arrogância ‘intelectualóide’ por esta não se enquadrar nem respeitar o que há de mais genuíno.
O mundo está a sofrer verdadeiras transformações, disso já não temos qualquer dúvida. Se em tempos a crise económica deu lugar a ditaduras na Europa que levaram à 2ª Guerra Mundial, a crise de hoje está a ser muito mais feroz e felizmente não mata.
Depois de tantos anos em cegas ditaduras, eis que uma lufada de ar fresco prometia igualdade de direitos e tudo parecia um mar de rosas. Hoje, já todos nos apercebemos que a democracia veio só para alguns que continuaram a controlar a liberdade de expressão, a justiça e o poder político. No entanto, as novas tecnologias revolucionaram o século e agora a liberdade de expressão pode ser retomada e colocada à observação em todo o mundo. A justiça ainda está débil e a política de rastos, continua-se a aguardar uma revolução tecnológica ou de outra dimensão que exija mais destes quadros, mas uma certeza já existe: retomar as tradições e costumes e os valores da moral são o garante de uma nova geração que despertará uma revolução cultural.
Quantos políticos se formaram profissionalmente e quantos profissionais se formaram na política? A resposta será óbvia, mas o que importará destacar é que no futuro próximo só terá capacidade interventiva quem melhor desempenhar a sua função na sociedade ou polis, porque esses serão eleitos preferenciais do povo. Já os que continuarem a usar a chantagem, a mentira, a falsidade e os esquemas mais manhosos para aceder ao poder podem estar certos que ‘a justiça tarda, mas não falha’. Todos esses ficarão para trás, porque não apostaram na formação, porque não acreditaram no passado, logo não acreditam no futuro.
Procurar a identidade será o caminho a seguir para a evolução de toda e qualquer comunidade. Por isso, «um café e um bagaço!».
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (15/01/2010)
Este poderia ser o mote para mais uma história fantasiosa em forma de novela, onde a acção iniciada in medias res se situa num interior provinciano. Contudo, repescamos uma das frases mais ouvidas todos os dias para uma crónica em que olha os usos e os costumes com simpatia, mas despreza a arrogância ‘intelectualóide’ por esta não se enquadrar nem respeitar o que há de mais genuíno.
O mundo está a sofrer verdadeiras transformações, disso já não temos qualquer dúvida. Se em tempos a crise económica deu lugar a ditaduras na Europa que levaram à 2ª Guerra Mundial, a crise de hoje está a ser muito mais feroz e felizmente não mata.
Depois de tantos anos em cegas ditaduras, eis que uma lufada de ar fresco prometia igualdade de direitos e tudo parecia um mar de rosas. Hoje, já todos nos apercebemos que a democracia veio só para alguns que continuaram a controlar a liberdade de expressão, a justiça e o poder político. No entanto, as novas tecnologias revolucionaram o século e agora a liberdade de expressão pode ser retomada e colocada à observação em todo o mundo. A justiça ainda está débil e a política de rastos, continua-se a aguardar uma revolução tecnológica ou de outra dimensão que exija mais destes quadros, mas uma certeza já existe: retomar as tradições e costumes e os valores da moral são o garante de uma nova geração que despertará uma revolução cultural.
Quantos políticos se formaram profissionalmente e quantos profissionais se formaram na política? A resposta será óbvia, mas o que importará destacar é que no futuro próximo só terá capacidade interventiva quem melhor desempenhar a sua função na sociedade ou polis, porque esses serão eleitos preferenciais do povo. Já os que continuarem a usar a chantagem, a mentira, a falsidade e os esquemas mais manhosos para aceder ao poder podem estar certos que ‘a justiça tarda, mas não falha’. Todos esses ficarão para trás, porque não apostaram na formação, porque não acreditaram no passado, logo não acreditam no futuro.
Procurar a identidade será o caminho a seguir para a evolução de toda e qualquer comunidade. Por isso, «um café e um bagaço!».
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (15/01/2010)
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Criar gabinetes de apoios a projectos nas autarquias pode ser um factor de riqueza a curto prazo para todo o concelho
As vozes surgirão já contra as primeiras palavras, mas os mais atentos vão ler até ao fim, porque chega de marasmo e queixinhas em torno de um país à beira da falência! Não são os braços cruzados atitude de gente de garra, afinal somos ou não do norte, carago?
O tema que hoje decidimos abordar já não é novo, mas às vezes temos de falar muitas vezes para ver se alguém nos ouve. Certamente, não serão as palavras que muitos esperarão ouvir no imediato, principalmente as Câmaras que não tenham uma contabilidade muito estável, mas só estes terão capacidade de resposta para oferecer um simples atilho para que depois possa receber o porco. Afinal, até sabemos que ‘as merendas’ são o ex-líbris de muitos senhores…
A proposta de trabalho é muito simples: Criar um Gabinete de Apoio para atender gratuitamente pessoas ou entidades que pretendem desenvolver um projecto, candidatá-lo e realizá-lo no Concelho. Ainda que possa parecer abusado este oferecer de um serviço gratuito, os mais atentos perceberão que ‘ao apoiar algo deste género, a pessoa ou instituição vai criar riqueza no concelho se vir o seu projecto aprovado, porque vai criar postos de trabalho e vai pagar todos os impostos nessa mesma cidade. Ou seja, a velha máxima utilizada na Grécia Antiga «Dou para que me dês», ainda que aquela fosse uma atitude menos apreciada por se tratar de religiosidade, neste caso trata-se de investimento nas pessoas, nas instituições e no concelho.
Este momento é o mais indicado para projectos de fundo, para isso é necessário criar uma equipa especializada (independente) que pense no concelho em geral, defina as prioridades nos distintos sectores (Educação, Cultura, Desporto, Turismo, Lazer, Comércio, Acção Social, Indústria, Comunicação Social – divulgação, Gastronomia…) e abrir as portas para que os investidores, mesmo sem dinheiro, possam avançar para as candidaturas aos financiamentos públicos (QREN, PRODER, dgartes…), porque é para isso que eles existem e se não forem aproveitados não só as comunidades deixam de se desenvolver como também os fundos terão de ser devolvidos.
Para um País dinâmico e promissor, precisamos de Concelhos com atitude!
in Jornal Povo de Fafe (08/01/2010)
Pedro Miguel Sousa
O tema que hoje decidimos abordar já não é novo, mas às vezes temos de falar muitas vezes para ver se alguém nos ouve. Certamente, não serão as palavras que muitos esperarão ouvir no imediato, principalmente as Câmaras que não tenham uma contabilidade muito estável, mas só estes terão capacidade de resposta para oferecer um simples atilho para que depois possa receber o porco. Afinal, até sabemos que ‘as merendas’ são o ex-líbris de muitos senhores…
A proposta de trabalho é muito simples: Criar um Gabinete de Apoio para atender gratuitamente pessoas ou entidades que pretendem desenvolver um projecto, candidatá-lo e realizá-lo no Concelho. Ainda que possa parecer abusado este oferecer de um serviço gratuito, os mais atentos perceberão que ‘ao apoiar algo deste género, a pessoa ou instituição vai criar riqueza no concelho se vir o seu projecto aprovado, porque vai criar postos de trabalho e vai pagar todos os impostos nessa mesma cidade. Ou seja, a velha máxima utilizada na Grécia Antiga «Dou para que me dês», ainda que aquela fosse uma atitude menos apreciada por se tratar de religiosidade, neste caso trata-se de investimento nas pessoas, nas instituições e no concelho.
Este momento é o mais indicado para projectos de fundo, para isso é necessário criar uma equipa especializada (independente) que pense no concelho em geral, defina as prioridades nos distintos sectores (Educação, Cultura, Desporto, Turismo, Lazer, Comércio, Acção Social, Indústria, Comunicação Social – divulgação, Gastronomia…) e abrir as portas para que os investidores, mesmo sem dinheiro, possam avançar para as candidaturas aos financiamentos públicos (QREN, PRODER, dgartes…), porque é para isso que eles existem e se não forem aproveitados não só as comunidades deixam de se desenvolver como também os fundos terão de ser devolvidos.
Para um País dinâmico e promissor, precisamos de Concelhos com atitude!
in Jornal Povo de Fafe (08/01/2010)
Pedro Miguel Sousa
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
As máscaras

A fala que se segue, retirada de uma peça de Moliére, é um reflexo do que a sociedade procura e eu teimo em não lhes dar... principalmente nas minhas crónicas jornalísticas, mas um dia também vou escrever (ou publicar) os meus textos dramáticos, por agora saboreemos e reflictamos nas palavras de uma das personagens da obra o Avarento de Moliére:
VALÉRIO
«…sob que máscara de simpatia me disfarço para lhe agradar e que personagem represento todos os dias para conseguir o seu afecto. Tenho feito consideráveis progressos e vou-me dando conta de que para ganhar os homens, não há melhor caminho do que o de, diante deles, fazer reverência às suas inclinações, adoptar as suas máximas, esconder os seus defeitos e aplaudir o que fazem. Não vale a pena ter medo de exagerar na complacência e no modo como gozamos com eles, pois mesmo os mais finos são sempre cegos quando se trata de lisonja e não há nada, por mais impertinente e ridículo que pareça, que não se lhes consiga fazer engolir, desde que bem temperado com louvores. A sinceridade sofre um pouco com este meu trabalho, mas quando precisamos dos homens, temos de nos ajustar a eles e como não conseguimos conquistá-los senão assim, a culpa não é dos que lisonjeiam mas dos que querem ser lisonjeados.»
Moliére, O Avarento, Europa - América (pág. 15/16)
«…sob que máscara de simpatia me disfarço para lhe agradar e que personagem represento todos os dias para conseguir o seu afecto. Tenho feito consideráveis progressos e vou-me dando conta de que para ganhar os homens, não há melhor caminho do que o de, diante deles, fazer reverência às suas inclinações, adoptar as suas máximas, esconder os seus defeitos e aplaudir o que fazem. Não vale a pena ter medo de exagerar na complacência e no modo como gozamos com eles, pois mesmo os mais finos são sempre cegos quando se trata de lisonja e não há nada, por mais impertinente e ridículo que pareça, que não se lhes consiga fazer engolir, desde que bem temperado com louvores. A sinceridade sofre um pouco com este meu trabalho, mas quando precisamos dos homens, temos de nos ajustar a eles e como não conseguimos conquistá-los senão assim, a culpa não é dos que lisonjeiam mas dos que querem ser lisonjeados.»
Moliére, O Avarento, Europa - América (pág. 15/16)
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