sábado, 29 de abril de 2017

Contra os jantares dos políticos… Presunto! Presunto! Presunto!

24 de Abril. Os políticos começam a puxar pela fita métrica. Começam as primeiras sondagens. O Facebook diz que a lotação está esgotada. Não percebi se não havia mais bilhetes, só para dizer aos outros que não tinham lugar, ou se existiria outra razão. O JN anuncia dois jantares. As primeiras fotos aparecem… primeiro da escola Montelongo, depois do Pavilhão da Secundária… E é assim que vai a vida política por Fafe! Um partido, duas candidaturas. Isto é o 25 de Abril a funcionar em pleno. Medem-se as filas…
Volto a casa. Não tive jantar algum de comemoração do 25 de abril, mas pude saborear os melhores sabores de uma cozinha caseira. Os sabores de sempre. Aqueles que me avivam a memória quando estou longe. Afinal o 25 de abril também trouxe uma nova forma de ser família…
Hoje é dia de festa. É 25 de Abril.
Já o disse anteriormente que esta novela está a ser fantástica. Mesmo aqueles que ligam muito pouco à política começam a fazer humor com o avançar dos episódios. E as cenas dos próximos capítulos? Acho que vou criar uma linha de apostas… Vai dar dinheiro!
O que mais está a motivar a minha atenção é verificar que ‘o que outros fizeram aquando no poder’ está-lhes a acontecer precisamente o mesmo! Dói, não dói?
Poderia ser de outra forma? Podia, mas não era a mesma coisa!
A vida é mesmo uma roda. Ainda há uns anos ajudavam às perseguições políticas e agora estão a ser vítimas… ainda me lembro de umas eleições em que lá nos escuteiros fizeram uma reunião com o chefe de núcleo porque um escuteiro não obedecia às ordens do chefe e não apoiava a lista que mais lhe convinha… É claro que a lista do escuteiro ganhou as eleições… Lá está, ‘deus escreve direito por linhas tortas’… Depois foi outra associação, também não apoiava a lista do poder… o associado não presta… toca a riscá-lo!
Obviamente que esse escuteiro, fez o que outros fizeram também nas suas freguesias, abandonou as chatices e disse: «Felizes os pobres porque deles é o reino dos céus!»
Há pois é. Era mesmo assim que as coisas funcionavam. E agora?
Agora, é um partido nacional a dar um grande chuto naqueles que um dia apoiavam estes seus amigos… Aqueles que faziam estas jogadas. E valia tudo! O importante é ganhar, não importa como…
Sinceramente, acho que o Costa está a ser um grande Senhor!
Contra os jantares da política… Presunto! Presunto! Presunto!

Viva o 25 de Abril

terça-feira, 18 de abril de 2017

Não sou candidato, não há jantares à minha pala!

Não vou mesmo em nenhuma lista nas próximas eleições autárquicas em Regadas. Gosto muito da minha terrinha, mas não gosto nada do que ela se tornou com tantos interesses por lugares e lugarejos. Que terra mais interesseira. Não estou desiludido, nada que me surpreenda, apenas jamais compactuarei com tamanha falta de princípios. Vale tudo.
Vem isto a propósito de algumas interpelações que me têm chegado e, porque não gosto de alimentar dúvidas, penso que um esclarecimento público pode ajudar a clarificar a minha posição, principalmente porque qualquer análise neste espaço jornalístico da minha parte não pode ser interpretada como defensora de algum partido em particular.
Sou livre. Não devo favores políticos. E não serei mais do que um espetador atento da novela que já vai longa. É claro que vou exercer o meu direito ao voto. Faço questão. Não sei em quem vou votar, mas já sei em quem não votarei.
Colar cartazes? Abanar bandeirinhas? Não! Desta vez, não!
Estão a ver aquele tipo que se cansa de apontar estratégias, que fazem de conta que o ouvem antes das eleições, mas depois não querem saber só porque discorda das ordens do chefe?
Também ninguém vai ter a possibilidade de comer jantaradas à minha pala. O comício dos independentes já não terá a necessidade de falar do gajo que estudou para padre e é um burro carregado de livros, porque é assim que são classificados os doutores.
Os que se aproveitaram e se juntaram contra a junta que disponibilizou o terreno para o lar (PSD/CDS), só para ter lugares para a família e amigos (PS) e agora andam às turras porque foram desarmados pelos seus pares têm agora a possibilidade de se candidatarem uns contra os outros. Nós estamos de fora! Só a observar! Só naquela!

Posto este esclarecimento, julgo que estarei mais do que legitimado para proceder ao comentário político. À análise das manhas e artimanhas das candidaturas. A dizer o que penso e julgo importante para o debate plural. A contribuir para uma cidadania mais interventiva.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Fafe, jogo do pau ou da bicha?

Também quero uma parede na feira com as lendas de Regadas, já fiz a recolha história e fora publicada na última revista do Club Alfa, é só escolher: «Assim, é dito que no 'Vale de Quintela' aparecia uma cadela com pitos; Em 'Mata Burros' (entrada do Loureiro - Paço) aparecia um homem muito grande, o que levava a que muito povo chegasse ao 'Alto e Vira para Trás' (partilha de Quintela Loureiro) e fugisse; Em 'Chosabrensa' (Quelha das Campas) aparecia o lobo e apareciam as bruxas no Rio do Génio.»
Não querendo influenciar a possível escolha, sugeria uma atenção particular para “a cadela com pitos”, parece-me que dava um excelente quadro e bruxas há em todas as terrinhas… e Montalegre já as adotou a todas.
Não queria ser desmancha-prazeres, mas os números dos likes nas publicações quando se fala do tema da justiça não enganam e a única lenda que nos caracteriza verdadeiramente e levará o nome de Fafe além fronteiras é só uma: JUSTIÇA DE FAFE!
“Com Fafe, ninguém Fanfe!” já era o lema conhecido em Coimbra, Ansião, depois em Lisboa e outra vez Coimbra, agora em Portimão e logo, logo, será numa outra cidade qualquer deste país por onde eu passar e parece-me que esta experiência é partilhada por todos os fafenses espalhados pelo país e não só. É o lema que as pessoas conhecem e acham graça à expressão. E, ao contrário do que poderão pensar, para nos dizerem estas coisas é porque conseguimos criar simpatia com a maior das naturalidades. Bem, verdade seja dita, também sabem logo que não se podem esticar, porque também se apercebem que connosco é ‘Pão, pão! Queijo, queijo!’.
Hernâni Von Doellinger, após a notícia grafitesta nos muros da feira, começa por destacar na publicação “Fafe, uma camisa-de-onze-varas (ou A bicha...)”, no seu blogue Tarrenego, um excerto retirado do blogue Falaf Magazine de Jesus martinho sobre A lenda da bicha das sete cabeças de Fafe, «Conta-se que, há muitos anos, num lugar de Moreira de Rei, existia uma enorme cobra (bicha) escondida nos silvedos, que trazia as populações aterrorizadas, pois comia as pessoas e os animais que por ali passavam. [...]» e, mais adiante, refere-se à lenda da Justiça de Fafe nestes termos: «Ora bem. Fafenses. Temos um lenda, nossa, só nossa, única, identificativa de uma gente pacata mas que não aceita levar desanda para casa. E essa gente somos nós, ou se calhar éramos nós. E eu bem gostava de ver a nossa lenda contada tintim por tintim no muro da feira. É uma lenda tão única e tão só nossa que até leva o nome da nossa terra. Olhem que bonito: Justiça de Fafe
Não se percebem bem as razões da tentativa de apagar a Justiça de Fafe dos livros de história ou, pelo menos, dos festejos, mas podem ter a certeza, a Justiça de Fafe é o ex-líbris de Fafe, logo a seguir vem o nosso Fafe com toda a sua Justiça.
Se não mudam de ideias os políticos, mudemos os políticos!