sábado, 26 de dezembro de 2015

Fafe ainda tem muito trabalho pela frente, mas só tem caminho para a frente, ok?

     Respira-se melhor em Fafe. Há ventos bem mais favoráveis na cidade. Mudar faz bem. Fafe mudou e as pessoas, lentamente, estão a mudar também.
     Sempre defendi uma política para as pessoas. Uma política para todos. Basta juntar os meus artigos desde o ano 2000 até 2015 e, sem qualquer dúvida, lá estará sempre a mesma objetividade de pensamento. A política ou a gestão da pólis (cidade estado) é dever de todos os cidadãos. A democracia é o poder do povo. Assim, na sua origem, a política tem de orientar a ação do povo para o povo.
     Finalmente, temos um Município de portas abertas. Uma Câmara capaz de receber e ouvir as mais distintas propostas. É fácil falar com o Presidente da Câmara e também funciona do mesmo modo com alguns Vereadores. É verdade que ainda há muita burocracia que precisa ser ultrapassada. Mas também é verdade que as coisas não se mudam de uma só vez. E, na verdade, a mudança é sempre um dilema, mesmo que seja para benefício de todos. As pessoas ficam tão acomodadas às rotinas que se um requerimento deixa de ter uma linha para passar a ter um quadrado e escolher a melhor opção, já é um caos.
     Já se ouvem alguns rumores relativos às próximas autárquicas. Entre mais ou menos surpresas, há políticos que dão sinal de alguma aflição e nem se apercebem disso. Há uns dias atrás participava numa reunião com políticos fafenses e discutia-se a questão do ‘Orçamento Participativo’. Nas várias explicações foram dizendo que só podiam ser candidatos ao projetos residentes ou fafenses. Sendo a reunião informal (acho que até demais), deixei escapar que ‘o Dr. Raúl não podia…’ Logo um político se pronunciou em defesa do líder e disse ‘mas pode mandar fazer’. Raúl Cunha, bem ao seu estilo, até porque já tínhamos tido essa conversa antes, disse em tom de brincadeira: «eu costumo dizer que nem em mim posso votar, mas dava muito jeito».       Estes pormenores podem parecer pouco importantes, mas revelam bem o nervoso miudinho que assombra o partido socialista. Raúl Cunha veio trazer democracia a Fafe e muito mais ao PS. Algumas juntas de freguesia ainda continuam a apoiar só quem lhes dá o voto ou a arranjar favores aos familiares, mas Raúl Cunha abre as portas a toda a gente.
     Numa entrevista recente ao anterior Edil, podia-se ler a indignação em saber que um militante socialista foi aliciado para alinhar pelos independentes, mas não foi isso que o seu partido fez durante décadas aos militantes e simpatizantes do PSD e até do CDS para as juntas?
     Há uma marca que separa a política em Fafe antes e depois de Raúl Cunha. Sem dúvida. Sinceramente, acho que há duas opções para o futuro: Raúl Cunha reforça a liderança com mentalidades mais ao seu estilo ou precisamos de um novo Presidente que no dia a seguir às eleições consiga abrir as portas da Câmara a todas as propostas e, depois de análise, saiba escolher as melhores.
     Fafe não pode regressar mais ao passado!
     As políticas de agora em diante terão de ser devidamente planeadas. Unir esforços entre Associações, Escolas e Autarquia será uma mais-valia na Educação, Cultura, Deporto e Juventude. A ação conjunta levará a que cada um seja o complemento do outro. A Escola trabalha a instrução, a Autarquia cria condições logísticas e o Associativismo oferece a produção cultural, artística e desportiva, onde se pode colocar em prática a aprendizagem da Escola e utilizar o palco do Município. Juntar forças entre Associações Empresariais, Município e IEFP também representará uma melhor articulação na luta contra o desemprego ou mesmo na criação de propostas de promoção de iniciativas que promovam a exportação da marca Fafe.
    O caminho ainda é longo. É possível chegar lá. Haja vontade…
    Note-se, aqui e agora, que os meus escritos nunca pretenderam ser lei, muito pelo contrário, sou Professor e habituei-me à linguagem da construção crítica. Os meus alunos, depois de conhecerem as matérias, são obrigados a tomar posições sobre os assuntos abordados e optar por si mesmos depois da troca de ideias. Nos meus artigos procuro seguir os mesmos critérios. Os leitores têm sempre a última palavra.
      A todos, um Feliz 2016.
                  Pedro Sousa

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