domingo, 13 de abril de 2014

Presidente da Câmara quer imprimir um estilo próprio

Gostei. Não posso ser suspeito para falar porque não votei nele. E, quando se conheceram os resultados, preferia que tivesse sido o Parcídio a ganhar as eleições. Ao contrário de alguns maiorais da política fafense, interessava-me mais uma viragem real em Fafe em vez de faseada. Contudo, até porque isso já faz parte da história, ainda que deva ser considerada, há um momento que merece ser destacado porque gostei do que o próprio Dr. Raúl Cunha disse na tomada de posse dos membros que compõem o Conselho de Juventude de Fafe. É claro que eu estou lá. Não como representante político. Sou representante do Club Alfa, Associação RNAJ, logo, direito a voto. Até porque a política… só quer lá quem pode controlar… 
Um estilo descontraído. Sensível às problemáticas lançadas pelos jovens. E olhem que foram muitas. (Só cá para nós que ninguém nos ouve: “Se as Assembleias Municipais fossem assim, com gente a participar, a coisa era bem mais animada…”) E, vejam bem, já no final, depois de uma brincadeira quando eu dizia a um colega que era bom para acompanhar o compasso na Páscoa, o Presidente pensava que estávamos a falar da Câmara e confessou que acabou com «o ajuntamento das cruzes à porta da Câmara. Vinham ao beija-mão ao Presidente!» Só tive uma resposta de imediato: «- Fez muito bem!».
Eu sou católico, saiba-se, mas nunca gostei deste bajular da igreja ao poder ou vice-versa, nem gosto deste nem de nenhum… e até me atrevo a dar mais um conselho ao Presidente de Fafe: «E se acabasse também com a Senhora a virar-se para os barões da câmara e viessem os políticos acompanhar a procissão ou, pelo menos, descerem do pedestal e saudar a Senhora a olhar de baixo para ela e não ao contrário?»
Ainda há mais uma coisinha que tenho de referir: é que ainda durante o plenário o Presidente referiu que quer afastar a ideia da Câmara do Passado com clivagens... e deu como exemplo o facto do Presidente de Cabeceiras que já esteve com eles no Preço Certo, embora não negue o passado, quer uma Câmara diferente.
Da minha parte, disse-o lá e repito-o aqui: só posso dizer que espero bem que assim seja. Não vai ser fácil, até porque todos sabemos como as coisas funcionam na câmara e as lutas internas… mas caro Dr. Raúl Cunha… desta vez tenho de tirar o chapéu, porque gosto dessa atitude. Até me atrevia a dizer “até que enfim que temos alguém que sabe ser mais coisas do que ser político”…


Nota para os menos atentos aos meus escritos: eu só escrevo o que acredito! Não ando à mercê de nenhum cartola! Hoje acredito que esta atitude merece realce positivo, mas se amanhã outra atitude merecer um menos positivo… o 25 de Abril veio para isso!

1 comentário:

  1. Nem mais.
    Elogiar quando há motivo para isso.
    Sem bajulação mas com justiça.
    Criticar, numa óptica construtiva, quando se impõe.
    Sem pudor.

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