quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

As mãos perfeitas

Burros. Cobardes. Paspalhos. E mais todos os outros adjetivos possíveis que podem servir para caracterizarem a monstruosidade. Os últimos resultados que vieram a público sobre a violência doméstica são vergonhosos. Não deixavam de o ser mesmo que apenas se falasse de um ou dois casos, mas o aumento ano a ano prova que o ser humano ainda tem muito que aprender para deixar de ser um animal pouco racional. Podem existir todas as razões para a discórdia, mas não será com total certeza o recurso à agressão física ou psicológica a melhor forma para as resolver. 
As mesmas mãos que servem para bater também servem para acarinhar. Se o carinho se tornar um ato banal, as mãos são perfeitas mesmo com o verniz estalado.

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