segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Uma nota sobre “O falar de Fafe”

O falar de Fafe, ou mesmo de outra localidade, não está errado no que respeita à pronúncia. Essa é uma das regras bases que se aprende na Faculdade quando se estuda Fonética. Como em todas as línguas, há uma língua considerada padrão e há regionalismos. Não entrando em questões como o Mirandês que se trata de outra questão. Ora bem, a linguagem padrão está situada entre a zona litoral de Cantanhede e Lisboa, por causa de uma questão muito simples: A Universidade de Coimbra! A única Universidade durante um período de tempo muito longo... As outras pronúncias, incluindo mesmo Lisboa com o 'coâlho' ou o 'joâlho' ou em Fafe com a abertura das vogais antes das nasais, trata-se de regionalismos e, por isso, estão corretos como qualquer outros. Agora, uma coisa é a fala outra a escrita, porque nesta última não é admissível. O Minho está cheio de questões, veja-se, por exemplo, o caso do 'cão' ou do 'não' que não se pronuncia da mesma maneira em Regadas e em Fafe. Neste caso, Regadas é igual à linguagem padrão... apenas dista de Fafe de uns míseros Kms. E Felgueiras, que faz fronteira com Regadas? A Zona do Minho, por exemplo, tem 4 formas diferentes de pronunciar o 's'... e esta? Portugal é riquíssimo nesta matéria... prevaleçam as diferenças linguísticas, porque faz parte do nosso património e, digam lá, não é tão bom visitar os amigos transmontanos, que logo nos oferecem aqueles salpicões, linguiças e presuntos, e ouvir a sua pronúncia de gente que sabe receber?

Nota postada em: 
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2 comentários:

  1. Por alguma razão se troca o v pelo b.
    Ou porque nas palavras onde se emprega o v já foi b
    Ou porque o b é mais doce, escorrega melhor. O v é mais agressivo
    De resto, penso que muitas das pessoas a quem isso acontece, sabe a forma correta como se escreve.

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  2. A troca do 'v' pelo 'b' é um dos muitos exemplos a que se pode recorrer. Pode-se ver este caso concreto na Nova Gramática do Português Contemporâneo de Celso Cunha e Lindley Cintra, pág. 11.

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