sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sou contra as propinas, porque…

A educação é o pilar da sociedade. Na história das civilizações, são bem evidentes as formas de transmissão de conhecimentos e saberes que faziam com que as gerações vindouras seguissem os valores, usos e costumes do seu povo. Se remetermos para a atualidade, não há profissão alguma que dispense o conhecimento, a aprendizagem, a escola.


Em tempos passados, ainda bem presentes na maioria das pessoas, o ensino não estava ao alcance de todos. Este implicava possuir meios financeiros para que as pessoas pudessem estudar. A grande maioria das famílias tinha muitos filhos e os rendimentos provinham apenas de um dos elementos, o que limitava qualquer ideia de alcançar um futuro que passasse pela formação nos bancos da escola.
Em tempos passados, a conclusão do 9.º ano já representava conseguir um emprego destacado e o 12.º ano era visto como uma excelente preparação, mas hoje isso não representa mais do que uma meta obrigatória. Nestes tempos, não é preciso que todos tirem uma licenciatura, mas é fundamental que as pessoas apostem numa formação mais capaz e diversificada, o que pode ser tanto em cursos superiores como também nos cursos de especialização tecnológica ou profissional para responderem a um mercado cada vez mais exigente.
Não é novidade o estado caótico do país, mas quando se bate no fundo não se pode cair mais, por isso é altura de uma preparação forte para encarar os desafios com determinação e responsabilidade. Nesta atitude progressista, as mentalidades têm de ser alteradas, pois as pessoas não podem ficar à espera que o emprego apareça no mail ou na caixa de correio, é preciso de uma vez por todas decidir que se pode fazer mais do que uma tarefa e que pode ser numa cidade qualquer, não tem que ser obrigatoriamente no ‘torrão natal’.
Reunidas a força de vontade e o espírito empreendedor, os jovens precisam de se formar para estes desafios. Assim, ainda que se compreenda que as instituições privadas funcionem à base das propinas, as instituições públicas têm de mudar a sua tendência e permitir que os seus bancos estejam disponíveis para todos e não para uma classe privilegiada de pessoas que tiveram a sorte de nascer em berços de ouro e por isso têm dinheiro para estudar.
Sou contra as propinas porque defendo o acesso à educação a todas as pessoas.
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (20-01-2012)

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