segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Querem que os vossos filhos passem sem saber?


Avizinham-se tempos difíceis para a Escola!
São cada vez mais as notícias sobre o flagelo em que se transformou a escola portuguesa. Milhares de alunos sem professores. Escolas degradadas e sem funcionários suficientes. Alunos à deriva sem perceber o que fazem ali. E, depois, há os que continuam a querer aprender porque sabem que só assim podem evoluir nas suas opções vocacionais.
Há de tudo! Menos, professores e funcionários suficientes, claro! Até já há Câmaras (Lisboa, Oeiras e Faro) a pedir soluções ao governo, pois já se aperceberam que podem ficar com milhares de jovens nas ruas, porque não têm professores para os orientarem... depois serão os pais, que não sabem onde os depositarem, mas tudo a seu tempo!
Sou muito a favor da Escola pública, em primeiro lugar. Depois, sou ainda mais a favor da oportunidade para todos. Mas em terceiro, e não menos importante, sou a favor de deixar aprender quem realmente quer aprender. E, por esta última razão, considero que deveria existir um ajustamento ao atual sistema de ensino. Com isto não quero, de modo algum, deixar de apostar numa educação inclusiva. Há alunos com Necessidades Educativas Especiais que, devidamente acompanhados, são capazes de ultrapassar muitas barreiras e começar a acompanhar os demais colegas. Mas há aqueles em que a Escola não lhes diz nada e só estão na sala de aula para não ter falta. E perturbam. E recusam-se a trabalhar. E não fazem mesmo nada, por mais estratégias que se criem. Não estariam melhor estes alunos em aulas práticas?
Parece que vem aí uma nova onda. Sucesso máximo! Todos vão passar até ao nono ano. Será mesmo assim?
Confesso que nenhum diretor ou Ministro, por mais poder que possa ter, me vai fazer passar um aluno que se recusa a trabalhar numa aula e só escreve o nome no teste porque é obrigado a identificar a sua prova. Jamais! Até pode passar, mas será administrativamente e nunca porque a minha pessoa lhe atribuiu uma nota positiva.
Ao contrário, um aluno que até possa ter uma prova menos boa, mas mostra empenho e interesse em resolver os exercícios que lhe são propostos, poderá evoluir para outro nível de ensino sem problema, afinal existiu o que mais importa no ensino-aprendizagem, ou seja, a capacidade de questionar o problema e a tentativa da solução do problema.
Eu não quero que o meu filho tenha um ensino facilitador, mas quero que ao meu filho lhe seja dada a oportunidade de aprender as regras para que ele depois possa criar a sua própria linguagem.
Se as leis deixassem de ser pensadas nos gabinetes de Lisboa e fossem construídas a partir das salas de aulas, certamente que o ensino melhorava sem problema. Mas todos sabemos que é bem mais cómodo construir projetos idealistas, no quentinho do ar condicionada, do que realistas, no frio dos corredores.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Câmara aprova 40 milhões para 2020


Uma Piscina, uma Zona Industrial… e uma Galeria de Arte!
Calma! Não se atropelem em críticas. Há mais coisas no plano da autarquia para o ano 2020. A maior parte delas são já conhecidas e terão a sua continuidade, mas estas são as que me saltaram mais à vista.
Se pensarmos na evolução das cidades, logo nos apercebemos que estamos mais perto de todo o lado. Hoje ir ao Porto não tem nada a ver como há 30 anos. Até Fafe era longe das suas aldeias. Ou se ia lá porque tínhamos aulas, às quartas por ser o dia da feira ou aos domingos passear, quanto mais não fosse até ao jardim do Calvário. Agora, somos capazes de ir à cidade mais do que uma vez por dia, mas também vamos para Guimarães ou Braga, sem nos chatear muito, pois as vias de comunicação assim o permitem.
Os tempos são outros e as obras já eram precisas para ontem.
Temos o privilégio de ter uma excelente nadadora que soma prémios atrás de prémios. Mas podemos ter mais. Basta criar as condições para que os nossos jovens possam praticar os mais variados desportos e, convenhamos, a atual piscina já está obsoleta para a modalidade. Ressalvo, no entanto, que tenho um carinho especial pelas nossas piscinas municipais. Foram muitas as vezes que lá recorri para umas belas braçadas, mas tudo tem o seu tempo…
No que toca à Zona Industrial, só me resta dizer, façam lá o que entenderem, só sei que o concelho está a perder investimento por não andar da perna… Felgueiras aproveita, não se preocupem…
Por último, a Galeria de Arte que poderá nascer nas antigas oficinas da estação dos caminhos-de-ferro. Bem, aqui a conversa é outra. Em tempos, tive a oportunidade de construir um projeto com uns amigos, Gil Soares e Leonel Castro, para apresentar ao Município: Aquisição de uma Locomotiva e um “Espaço de Memória’’ (através de uma exposição permanente referente ao comboio em Fafe), mas que contemplasse também “Atividades Educativas/Culturais” (Atividades lúdicas, Cursos livres, Workshops, Clubes culturais, artísticos e recreativos…) e um “Espaço de Artes” (Exposições temporárias com artistas locais, nacionais e internacionais; Parceria com outras entidades de modo a tornar-se uma extensão de atividades artísticas já existentes e que possam colocar Fafe na rota das artes).
Espero, sinceramente, que Fafe aproveite esta onda cosmopolita e europeísta e se abra de uma vez por todas ao mundo, pois só assim conseguirá interagir com um mundo em movimento e dar aos seus jovens a hipótese de alargar horizontes.