quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Os fafenses não querem confusões políticas

A Juventude não é instalada e ainda bem. Por momentos pensei que tudo estava “de pernas para o ar” e só eu pensava ‘fora da caixa’. Pelos vistos, não pensava assim tão diferente de outras pessoas, apenas desconhecia que tal pudesse estar a acontecer, não fossem os jornais de Fafe, na semana passada, a dizer-me que a Juventude laranja já há muito tinha alertado para o rumo que consideravam menos positivo. Mais uma vez, foram os jovens os mais corajosos!
A eleição da mesa da assembleia municipal foi tudo menos positiva para o bem da política fafense. Aqueles que antes criticavam os candidatos a presidentes da junta por serem do PSD e se 'venderem' ao PS, fizeram também agora aquela mesma figurinha. O PSD Fafe que devia estar a construir a ponte de um bom entendimento para o progresso de Fafe, depois de três anos a mostrar como se deve fazer política a sério em prol das pessoas e do concelho, senta-se agora ao lado dos que não têm mais do que um objetivo: impedir Parcídio Summavielle de assumir a Presidência do Município de Fafe. Esta guerra não é e nem pode ser do PSD. O PSD devia estar a reinar e não à submissão...
Não me ouvirão a dizer mal da comissão política do PSD e muito menos da ausência de trabalho, mas por muito que tenham feito internamente, nisso honra seja feita, tudo isso tem pouca significância para os fafenses, pura e simplesmente porque não traz qualquer alteração à vida da população. As pessoas estão-se maribando para as homenagens a ilustres do partido, estas só têm importância para os mais próximos. As pessoas nem querem saber se há muitos ou poucos votos no partido a nível nacional, isto só tem interesse para quem precisa de se afirmar dentro do partido. As pessoas nem querem saber se reuniram com as juntas ou com as associações. Mas já querem saber das bolsas para universitários, a resolução do prédio da Sacor, o Parque da Cidade… Isto só para falar naqueles que mais foram levantados durante a campanha eleitoral. É verdade que o PSD esteve lá, em todos eles, como na reestruturação da feira semanal, mas o que adiantou? Que proveito tirou disso? Nada! Saiu a discutir contra tudo e contra todos, quando devia estar lá a reivindicar as suas boas ações ao lado de um Presidente que, queiram ou não, se tornou Presidente de Todos os Fafenses com a arte de  bem receber e mais ainda com a resolução de problemas que se arrastavam há anos.
Não me peçam para dizer mal de Raúl Cunha. Nem mesmo de Parcídio Summavielle. Até porque para o bem de Fafe, só me interessa mesmo que tragam bons e grandes projetos. Peçam-me antes para exigir ao PSD que se torne num partido de ‘estabilidade governativa’. Um Partido feito para servir as pessoas. Um Partido não só virado para as Pessoas, mas com as Pessoas.

Talvez esteja na hora do Partido assumir a sua ala de Esquerda (do Povo e para o Povo), já que a direita não vai lá! Ou talvez não esteja e eu sou um utópico… de esquerda moderada, mas feliz!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Os resultados já eram esperados, não?

Nunca existiu PS Lisboa e PS Fafe. A ideia lançada não foi mais do que uma luta interna, em praça pública, para medir ‘egos’ e ver quem manda. Mas, independente das tomadas de posição de cada um, quem manda em último caso será sempre a regra ditada e devidamente contemplada pelos estatutos.
Fafe Sempre dizia, e muito bem, ‘Em Fafe mandam os Fafenses’ e não é que mandaram mesmo? Ao que parece mandaram-nos dar uma volta e, convenhamos, já não era sem tempo. Não é que o candidato não fosse uma mais-valia, mas já o era há 4 anos e a forma como foi tratado não caiu lá muito bem…
O PSD ainda não recuperou da hecatombe de 1979, precisamente o meu ano de nascimento. Ou seja, tive de andar a pesquisar o que se passou para tentar perceber quais as razões que poderão estar na origem para que numa situação de divisão de um partido não conseguir sequer um segundo lugarzinho. É mau demais!
Acreditem ou continuem na ignorância de sempre, o PSD é refém e vítima de uma ideia de elitismo bacoca. Ou seja, nas minhas pesquisas (nestes casos nada melhor do que ouvir os mais velhos) fui confrontado com a seguinte afirmação: ‘Quando o PSD era poder tinha uma atitude muito rude para com as pessoas. Em Regadas, por exemplo, foram duas pessoas pedir à Câmara na altura para que facilitasse na obtenção da licença para as suas casas, um por causa do muro e outro da própria casa que não lhe davam licença apenas por causa de um metro (1m) e até se pôs de joelhos a pedir por favor. Segundo eles, os senhores do poder responderam-lhes: «Estamos aqui para cumprir a lei e não fazer favores!». Sabes o que eles fizeram? Foram para o Bugio, na altura trabalhava lá mesmo muita gente, e começaram a lutar contra o PSD e apoiar o Parcídio. Um deles foi o teu tio Fernando. E a verdade é que o Parcídio Summavielle recebia toda a gente, antes da maioria, e isso não dava hipótese a mais ninguém. Pronto, aí está, o PSD não tem mesmo a melhor das imagens em Fafe e já não é de agora. É claro que em nada ajuda o facto de só quererem ouvir os militantes em alturas eleitorais, porque precisam deles para as listas e para abanar bandeirinhas, mas ao que parece, este ano foi um dos exemplos óbvios que as pessoas já não estão para aturar desvarios alheios. Militantes de longa data apareceram em força em listas do PS e Fafe Sempre. Isto deve ter leituras, não?
Só mais uma coisinha, não fui nada favorável e mostrei-o na altura da coligação entre o PSD e PS, mas com o tempo percebi que as coisas até corriam bem, será que a demissão dos cargos era necessária? O PSD só abriu portas para que outros ocupassem o protagonismo que era seu…
Os resultados da CDU foram equivalentes, mas confesso que pensava que Leonel Castro conseguiria aumentar a votação no Bloco de Esquerda, não só pela aposta de Lisboa com a correria a Fafe, mas também pelo brilhante trabalho que fizeram na construção dos IPF. Não foi assim…
Olhando rapidamente para a campanha, concluo que estes políticos são muito verdes no recurso às redes sociais. Prevaleceram os perfis falsos, o insulto e o azedume, deixando de lado o que realmente interessava mas que deveria ser trabalhado, pelo menos, desde há dois anos atrás.

Há, certamente, muitas avaliações e conclusões a tirar nos próximos tempos… A coisa vai animar!