segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

É urgente acabar com a INDAQUA

A INDAQUA tem leis que prejudicam os fafenses e a Câmara nem pode dizer nada? É assim que incentivam os jovens a construir? Não venham com testes de qualidade porque basta dar uma volta pela cidade, ouvir os comerciantes, por exemplo, e logo nos é apresentado um conjunto de situações que nos apontam o contrato da Câmara com a INDAQUA como um atentado ao bolso dos contribuintes fafenses.
Sabiam que há comerciantes em Fafe, em pleno século XXI, que não dispõem de casa de banho no estabelecimento, porque têm de pagar o mesmo valor seja uma loja de roupa ou um café?
E sabiam também que há truques para iludir o consumidor? Ora vejamos:
Primeiro, uma pessoa em Fafe ao construir pede um “Contador de obras”, porque não dá para colocar logo definitivo (porquê) e paga 53,14 como “Depósito de garantia”;

Segundo, acaba a obra e pede para mudar de obras para definitivo/doméstico. Não dá. Tem de pagar 46,14 para “Suspensão da ligação a pedido do utilizador” (o utilizador não queria suspender, mas mudar, percebem, mudar para consumo doméstico);

Terceiro, como para pedir licença de habitabilidade é necessário estabelecer contrato com a servidora de águas, toca a pagar mais 46,62 para Instalação definitiva, aqui porque ficou um metro atrás do que estava inicialmente. Resumo da história: a garantia ou caução é uma fraude, porque paga obrigatoriamente para “suspender” quando só quer ALTERAR.
Alguém anda a precisar de aulas de português, não?
Mas a INDAQUA socorre-se do “Regulamento do Serviço Público de Abastecimento de Água no Concelho de Fafe, publicado no Diário da República, 2.ª Série – N.º 63, de 28 de março de 2012, e foi aprovado pela Assembleia Municipal de Fafe em sessão ordinária de 24 de fevereiro de 2012, sob proposta do executivo camarário de 2 de fevereiro de 2012” para justificar que podem ‘pedir caução aos utilizadores para uso não doméstico’. Até aí, tudo bem, mas por que não o devolvem conforme deveria ser aquando do pedido de ‘substituição de contador?’
É disso que se trata. Nem poderia ser possível de outra forma, não é?
A INDAQUA detém o monopólio das águas e, mesmo que quiséssemos, não há alternativa a não ser recorrer novamente ao contrato com a INDAQUA para obter licença de habitabilidade. Ou seja, um tipo paga caução e esta é-lhe retirada quase na totalidade porque é obrigado a terminar um contrato e a contratualizar outro.
Ora façam-me um favor e não brinquem com o nosso dinheiro!
Mas a culpa não é só deles, o executivo (Fevereiro 2012, logo os anteriores) que assinou estas leis tem a mesma responsabilidade. E, segundo consegui apurar com o Vereador responsável pelo pelouro, só em 2021 é que se pode renegociar.

Ou isto muda já ou só vejo uma solução: INDAQUA em Fafe? Não, obrigado!
in Jornal Povo de Fafe (27-01-2017)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O Fafe vai jogar em Alvalade, na Luz, no Dragão ou no Justiceiro?

Há umas semanas atrás, Carlos Rui Abreu lançava uma pergunta no facebook sobre um possível nome para o Estádio do Fafe. Na altura não me pronunciei porque existiam dois que me pareciam bem: Estádio da Justiça ou Estádio do Justiceiro.
Penso que eram estes os nomes, ainda tentei procurar mas já não encontrei a publicação…
De qualquer das formas, há duas coisas que conseguem mover montanhas e não precisam de pagar a televisões para as promover: o Fafe e a Justiça de Fafe!

Se temos de esperar mais quatro anos até que uma nova geração de políticos aposte definitivamente na “Justiça de Fafe” como símbolo máximo, podemos começar mesmo por atribuir um nome que seja apelativo aos comentadores desportivos. Até parece que já estou a ouvir: «A bola já rola no Dragão… é falta na Luz a favor da equipa da casa… Alvalade luta pela com todas as forças… e é gooooooooooooooooooooolo no JUSTICEIRO! Fafe 2 – Guimarães B 0».

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mário Soares também marcou a minha história na política

Não era mais do que um puto da primária quando me lembro das primeiras referências na política. O meu pai saltou do sofá a manifestar-se efusivamente com a vitória nas presidenciais. Depois veio o apoio ao Nelson Pinto lá por Regadas. Primeiro como independente e depois apoiado pelo Partido Socialista de Fafe, quando ganha a Junta. As quezílias e tramoias atiraram-no borda fora. Foi literalmente descartado pelo PS Fafe para dar lugar ao secretário da junta na altura. Nunca mais gramei a política do PS Fafe.
Nessa altura, nem imaginava envolver-me em política… mas também não sou dos que apoiam uma pessoa e a abandona se perde! Eu estou lá até ao fim, contra tudo e contra todos!
As políticas de esquerda são as que mais considero e, antes de uma filiação, fui mesmo ler o que Sá Carneiro tinha escrito. Bem… os ideais sociais estavam lá! E já que me ia envolver na política, então que fosse para apoiar as pessoas que eu considerava que comungavam os mesmos princípios… apoiar os sociais-democratas do passado e depois no PS? Não! Jamais… Se na altura apoiava Nelson Pinto como independente contra os sociais-democratas, como poderia apoiá-los como socialistas? Nunca!!!
Falo um pouco da minha curta história política, apenas para mostrar que sempre admirei pessoas com convicções firmes, como é o caso de Mário Soares. Era aguerrido. Firme. E, segundo o que se ouviu estes dias, ‘estava-se nas tintas para o que diziam sobre si, mas lutava sempre pelos objetivos traçados.’
Não sou fã incondicional de Mário Soares, confesso que o último mandato como Presidente da República me desiludiu. Todo aquele aburguesamento em múltiplas viagens parecia mais de um Rei do que um Presidente da República. Não gostei. Mesmo que muitas pudessem ser importantíssimas para as relações externas, na minha perspetiva foram exageradas na forma e no conteúdo. Já gostei bem mais do que veio fazer Jorge Sampaio logo a seguir. Mais comedido…
Contudo, como tento ser o mais justo possível, mesmo com estas desilusões, até porque acho que Mário Soares deveria ter-se afastado da política após o segundo mandato, o que se veio a revelar com as derrotas que teve na recandidatura, não posso deixar de dizer que admiro a sua ação como um verdadeiro lutador. Um indivíduo que movia multidões porque sabia liderar e tinha carisma. Errou? Certamente que sim, era humano! Mas se não fosse ele e outros como ele, hoje não poderia escrever nem uma linha. E eu sei do que falo!

Até sempre, Camarada!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

E assim começa uma nova história...


... mais uma! Ou talvez a história de quem quer viver intensamente cada momento como se fosse único. Devia ser assim com os amantes. Mas não é. Já não é mais ou ainda pode ser? Gosto, não gosto, mas gosto... 
A conversa foi mais ou menos esta. Começou por ali... a divagar mais uma vez sobre o relacionamento humano e a facilidade com que nos deixamos influenciar por tudo o que é aparente e a falta de tempo para nos aturarmos. Porquê?
Diziam que o stress era a razão. As pessoas não param mais e quando param estão a atualizar as suas páginas nas redes sociais.
Porra. Haja paciência... sempre a mesma conversa? Mas são as redes sociais as culpadas ou somos nós que não sabemos apreciar mais as coisas que nos fazem bem?
A mente precisa estar ocupada. Não tenho dúvida disso. A maioria das pessoas lida muito mal com o tempo livre. Farta-se depressa demais do que está a fazer e passa imediatamente para outro registo sem desfrutar e tirar o máximo proveito do que lhes é oferecido. 
Passear à beira mar é sensacional, é um facto. Também é verdade que nem todos podemos passear todos os dias à beira mar, mas com alguma organização nos nossos horários até conseguimos passear nos sítios mais recônditos da natureza. E, sabem que mais, é lá que os poetas ganham a inspiração para contar as mais belas histórias de amor. Foi lá, bem no meio do rio que ele a viu pela primeira vez...
A história dos dois não foi nada fácil. Estão a imaginar aqueles casais que os pais fazem de tudo para os separar? Era bem pior, a sociedade estava toda contra...
Qualquer novela ditava que os dois ficavam juntos... mas a realidade da vida é um bocadinho mais complexa do que as histórias das novelas em que a vilã tem um fim trágico e os heróis são premiados. O problema é que tantas vezes o herói só consegue ver quando fica cego de vez, tal como Édipo...
Lá, naquele rio, ali perto do alpendre, ele viu-a pela primeira vez... porque foi passear na natureza. Porque foi vaguear enquanto se preparava para um exame da faculdade e tinha de descansar um bocadinho...
As pessoas deviam ser mais assim. Sair à procura de momentos de lazer. Sem levar o telemóvel... Passear apenas pelo meio das ervas como faziam em criança...
As pessoas crescem e ficam parvas, não ficam? Por hoje chega... depois conto a história toda... aos poucos.