segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Comprar a honestidade com um rebuçado?


Se te portares bem, dou-te um rebuçado! Se escreveres a minha versão dos factos, arranjo emprego à tua prima! Se me defenderes, até podes ir passar férias na barraca que tenho junto à costa!
É mais ou menos assim que muita gente julga que pode dominar os outros. Começam logo com chantagens emocionais às crianças e depois pensam que podem ir fazendo isso aos adultos.
Vem isto a propósito de alguns episódios que envolvem o jornalismo. Ou seja, as pessoas acham que podem andar às turras com os vizinhos, tantas e tantas vezes sem qualquer razão, e depois tentam usar de todos os meios para que os jornalistas relatem os seus factos, as suas verdades, embora todos saibam que de verdade nem a própria palavra!
Mas será que essas pessoas não se apercebem que um jornalista não está para as servir, mas sim relatar os factos? Será que essas pessoas não sabem que os seus problemas pessoais não são os problemas que interessem ao público?
Para esses casos há uma coisa chamada ‘Domus Iustitiae’ do latim “Casa da Justiça”, vulgo tribunal!
O dinheiro não compra tudo! Seria importante que os próprios jornais começassem a refletir sobre isto, até porque se está a atravessar uma fase em que as redes sociais dominam e só os jornais livres, mesmo sobrevivendo com dificuldades, conseguirão marcar a diferença.
Há tanta gente que pensa que pode tudo, só porque tem muito dinheiro, mas depois as pessoas afastam-se, seguem a vida delas tranquilamente, e elas ficam sozinhas, desamparadas…
No final, quem perdeu mais?
Um mundo positivo, só se faz com gente positiva! Somos livres! Feliz 2019!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Atira-te aos porcos!


Desaparece! Não estou mais para te aturar. É o mesmo que dizer “atira-te aos porcos”. Às vezes é esta a melhor forma encontrada para não nos envolver em situações que em nada nos fazem bem. Atitude positiva, até porque “quem não tem cão, caça com gato”, ou simplesmente ‘desenrasca-se’.
Foram tantas as expressões que envolvem animais, que se ouviram nestes dias, parecendo um levantamento exaustivo de uma cultura tantas vezes adormecida, que nos avivaram a memória e nos relembram a importância da cultura popular e da sua transmissão oral.
Já não “apanho uma cabra” (bebedeira) há muito tempo. A vida de estudante já vai longe e os excessos são cada vez mais controlados, até porque a ressaca custa mais a desaparecer. Longe vão os tempos em que nos contentávamos com um vinho qualquer, até porque “a cavalo dado não se olha o dente”. Quem ler isto até vai pensar que bebo muito vinho, mas desengane-se a minha bebida preferida é mesmo água, mas dão jeito estas analogias para escrever o texto e enviar para a redação antes de ‘dar banho ao cão’ (tomar banho).
Ser do Minho tem uma vantagem especial em relação ao restante país. As conversas, sobretudo quando o pessoal está bem-disposto, têm sempre duas leituras possíveis. Basta ver que grande parte dos autores pimba ou dos cantares ao desafio são originários desta zona. Quem não conhece os ”peitos da cabritinha”?
Mas pronto, sabemos bem que estamos numa altura do politicamente correto e parece que temos de ser todos muito certinhos. Não adianta muito entrar em euforias, porque se ninguém “engolir os sapos”, vamos começar a mandar uns aos outros “pentear macacos”.