sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Rally. O Fafe. A Justiça.

 Imagens: JN, ADF

O Rally sempre de prego a fundo. O Fafe foi à luta. Falta cumprir-se a Justiça de Fafe.
Não há hipótese. O Rally de Portugal não tem cenário mais bonito do que as serras repletas de forasteiros que rumam ano após ano à mais emblemática catedral da modalidade. Este ano nem o Raminhos faltou. O bom humor subiu a bordo de um dos carros para fazer o famoso salto de Fafe. E não foi o único. Bloggers e Vlogers já viram que o espetáculo é para aproveitar. Dá likes. Muitos likes.
O Fafe não conseguiu a manutenção. Esse não era o desejo de quem há um ano conseguiu uma das maiores festas do Clube, mas o Fafe venceu! Aceitaremos com facilidade outras opiniões, mas o Fafe foi um grande vencedor. Há quanto tempo não se via tanta euforia à volta da mágica? Não vale vir com as tretas do costume: ganha, são os maiores e perdem, já não prestam… Haja reconhecimento. É preciso aplaudir quem deu o corpo às adversidades de um clube que não nada em dinheiro, mas que nem isso o demoveu de ir à luta. É sempre melhor morrer de pé do que viver a rastejar. Já não me lembrava de ouvir falar tanto no Fafe como este ano. Até pelos Algarves era interpelado para ouvir falar do ‘seu Fafe’, diziam-me tantas vezes…
Fafe, Terra da Justiça. Mas que faz pouco uso do seu potencial. Bem, não faz quase nada para ser mais sincero. Lá se criaram uns eventos em torno do nome, mas agarrar a coisa como deve ser, não será trabalho para os próximos tempos! Está à vista, mesmo!
O Rally não precisa de mais apresentação. Talvez saber rentabilizar melhor seria importante. O Fafe terá de reorganizar o seu trabalho para surgir com mais força. A vitela já tem festival. Há uma Terra Justa com mediatismo. Só falta mesmo um evento genuíno à verdadeira “Justiça de Fafe”, a mesma que só intelectuais como Camilo Castelo Branco sabiam retratar e os fafenses a conhecem como ninguém e não têm qualquer vergonha de a assumirem como sua ou não fossem eles de Fafe, vejam só!


domingo, 14 de maio de 2017

O To Zé vai a votos e tem um projeto e o melhor da festa é a malta que o acompanha

O discurso de apresentação da lista do Tó Zé chegou ao meu conhecimento. Não levem a mal não dizer o Eng. António José Silva mas, sinceramente, espero que continue a ser o Tó Zé porque é assim que a malta o conhece na dedicação às causas. Claro que o canudo dá-lhe credibilidade científica, mas essa só será relevante se juntar sempre o humanismo nas suas ações.
Não votarei para a Junta de Fafe, mas achei curioso o que se aponta para a Freguesia de Fafe e há muito que defendo que as pessoas um dia vão começar a ser mais exigentes e vão votar em ideias concretas. Se vai ser já desta vez? Não sei.
Relativamente à apresentação da lista e ao discurso, não poderia deixar de destacar a astúcia em criar uma lista diversificada. Tem muitas mulheres. Muito bem. A política precisa de ouvir mais o sexo feminino. Há questões que são tratadas com outra sensibilidade se forem tratadas por mulheres. Nunca achei piada a querer que tudo fosse igual, do mesmo modo, por homens e mulheres. Por alguma razão são sexos diferentes. É mesmo da natureza. Não se trata de direitos, ok? Esses têm de ser mesmo iguais e ponto. Mas há características que são tratadas melhor por homens e outras por mulheres. Um pai não é igual a uma mãe. Há gestos que só o pai tem e outros só a mãe sabe fazer… um não substitui o outro. Se conhecerem alguém que tem de fazer o papel de ambos, perguntem-lhe se não tem de se redobrar… Não é fácil!
Eu mesmo gostava de ver mulheres a escrever a sua opinião no Povo de Fafe. Tenho a certeza que o Povo de Fafe sairia muito a ganhar. Se for questão de espaço, posso partilhar o meu…
Clara Paredes Castro foi um nome que me saltou à vista. Foi uma das convidadas num debate organizado pelo Club Alfa sobre o Turismo e, confesso-vos, que grande lição sobre o assunto. A mulher sabe do que fala. Se um dia fizer uma lista à Câmara, aí terei de ser mesmo candidato e ‘não candidato’ como agora… A Clara vai comigo!
“Novas tecnologias e inovação, acessibilidades pedonais, corredor verde, parque canino, abastecimento elétrico, autocarro, reaproveitar escolas para a sede da junta, espaço de juventude e voluntariado, gestão do cemitério como outras freguesias, dinamizar os bairros, apostar na transmissão histórico-cultural de Fafe, criar atividades para promover o comércio…” são a recolha rápida das propostas. À primeira vista sou levado a dizer que há questões levantadas que me parece estranho ainda não estarem a acontecer. Daqui a três anos, mais coisa menos coisa, será valorizada a criatividade. Se uma comunidade não acompanhar o tempo vai ficar para trás. Todas as propostas têm de passar obrigatoriamente por uma reorganização que envolva as novas tecnologias, não para substituir o contacto humano com a natureza, mas para que facilitem a sua atuação. Quanto mais organizado estiver a comunidade mais tempo terá o cidadão para se dedicar ao ócio e ao desfrute do que de melhor a vida lhe oferece: a família, os amigos, a leitura, a vida ou a natureza por excelência!