sábado, 25 de março de 2017

És de Fafe? "Com Fafe, Ninguém Fanfe"


Ontem fui a um bar em Portimão (vulgo Algarve), só para os intelectuais das fotos no verão, a fazer inveja aos vizinhos que só conseguem ir até à Póvoa de Varzim, durante a semana, e com a viagem paga pela autarquia, porque não tiveram a sorte de trabalhar no mesmo sítio como eles e muito menos um salário como o deles, e não é que o dono do bar, depois de perguntar o que queríamos logo nos tira a pinta: "são do norte! De onde são?»
- Fafe! - respondo de prontidão. Ele diz duas coisinhas de seguida: - Sou de Guimarães! Com Fafe, Ninguém Fanfe!
E é assim, Fafe é mesmo conhecido pela lenda da Justiça em todo o lado.
Ao ler mais este brilhante texto, numa escrita realista a lembrar Eça de Queirós quando se refere a Fafe e ao seu quotidiano, só me leva a questionar: até quando querem isto, fafenses?

sexta-feira, 24 de março de 2017

A humildade da criança, o espírito do jovem e a sabedoria do velho

Será mesmo que o mundo está em constante mudança?
Ao reler algumas das obras queirosianas (Os Maias, O Crime do Padre Amaro…), apercebo-me que a sociedade se evoluiu foi só nos canais para levar a mensagem, já que os conteúdos pouco ou nada evoluíram em relação àqueles tempos. A política continua em esquemas manhosos, há jornais que só dizem as verdades convenientes, os saraus são para as papoilas das senhorecas, a igreja a encobrir o pecado… Nada que já outros o tenham dito, mas não estará na hora de criar um verdadeiro plano de leitura para que os erros do passado deixem definitivamente de se prolongarem ad eternum?
Um recente estudo estatístico, divulgado esta semana, concluiu que a gravidez na adolescência tem diminuído, o que se deve è educação sexual nas escolas. Há também o exemplo da reciclagem que ainda que não tenha dado frutos no imediato, começou a sentir-se aos poucos devido à sensibilização também ela nas escolas. Ou seja, a Escola é o local de instrução por excelência. A Escola, ainda que jamais consiga substituir os afetos familiares, será sempre o espaço privilegiado para captar a atenção dos discentes. Aqui já iniciou o Plano Nacional de Leitura, o que se espera que traga os benefícios desejados a médio/longo prazo, mas será que há outras formas de olharmos para a sociedade e encontrar canais que possam representar essa formação que tanta falta faz ao ser humano?
É claro que sim, os jornais são os primeiros a ter essa função. Mas para que isso aconteça é necessário que os seus escritores sejam devidamente instruídos. E o que é uma pessoa instruída? Um doutor? Nada disso… uma pessoa instruída é aquela que tem “a humildade da criança, o espírito do jovem e a sabedoria do velho”.
A criança não tem barreiras para o perdão, tanto se chateia como já está a brincar outra vez com a mesma criança, o jovem tem aquele espírito de luta e aventura, já o velho é o sábio que acarreta consigo um conjunto de sabedoria que não vem em livros, mas que a vida lhe ensinou. Juntar estes três ingredientes é a construção da pessoa em pleno.
Deve ser também assim a história de um Jornal.

Parabéns ao Jornal Povo de Fafe!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Fafe precisa de garra e tranquilidade, já chega disso!

Não sei se me irrita mais a conversa das mensagens da CGD ou a troca de mimos dos politiqueiros fafenses. Se no início até achei alguma piada a toda a azáfama provocada pelo momento, agora acho que só interessa mesmo perceber o que Fafe pode ganhar com políticas a sério.
Não gostava nada de um regresso ao passado!
Estes últimos três anos representaram o sair do marasmo. Há tanta obra que teimava em nunca ser iniciada e já é mais do que realidade. Há tanta trapalhada que não via fim e foi tão rápida a sua resolução. Nem vou perder tempo com os travões do passado. Já foi. Já aconteceu. Mas também já passou.
Fafe tem de ser futuro. Fafe merece gente com novas visões. Gente que leu um livro, nem que tenha sido de banda desenhada. Gente que olhe para o concelho e consiga um projeto global na educação, cultura e arte. Gente que abrace o flagelo do desemprego e saiba negociar a implementação de novas empresas. Gente que tenha coragem de mudar leis obsoletas que só prejudicam os munícipes. Gente que olhe verdadeiramente para a globalização e tudo o que ela representa.
Não somos mais só de Fafe, somos do mundo onde está Fafe.
Não pensem que tenho ilusões! Sei bem que os atuais agentes políticos vão continuar a gladiar-se, sobretudo nas redes sociais, porque não percebem que o tempo é outro. Mas não contem comigo, ok?
Eu acredito em projetos. Acredito no lápis e no papel. No esboço. Depois, só mesmo depois de uma prévia apresentação entre as partes, depois de juntar o melhor de cada ideia ao meu projeto, é que o considero pronto para o confronto. Sou adepto do trabalho em equipa, porque considero que só a união de várias ideias é que dão força a cada projeto.
As tontices vão mesmo continuar. Os agentes políticos não são peritos em comunicação e as empresas contratadas de fora, por mais testes que possam fazer, não conhecem a realidade genuína. Mesmo com todos os testes e análises ao comportamento social, é preciso começar cedo para resultados deixarem de ser só hipotéticos.
Fafe precisa deixar cair o ruído. Fafe precisa abraçar a euforia do Raly, a alegria da vitória do Fafe e a força da Justiça de Fafe.
Só quando isso acontecer é que seremos novamente Fafe.
Fafe à vitória!