sábado, 11 de fevereiro de 2017

Raul Cunha não pode aceitar a demissão dos Vereadores do PSD

É mesmo o interesse de Fafe que está em causa?

O meu último artigo “Fafe precisa de outras políticas” não foi mais do que uma análise aos jogos de bastidores que estão a acontecer e que fazem as delícias novelísticas de qualquer espetador. Cheguei a comentar que só voltava à política mais ativa no dia a seguir às próximas autárquicas, mas não me poderei demitir dos meus deveres cívicos enquanto cidadão fafense.
Ao contrário de toda a gente, parece-me, não concordo em nada com um final de mandato sem uma coligação firme e coesa. Ora vamos lá refletir:
1 – Raúl Cunha estabeleceu uma coligação com o PSD para garantir estabilidade (eu fui contra na altura);
2 – As relações correram bem e é reconhecido por toda a gente que a Câmara foi aberta finalmente às pessoas;
3 – Numa altura em que se fala em novas eleições, depois das guerras do PS, Raúl Cunha faz um acordo com os Independentes para conseguir ter suporte para ir a eleições;
4 – O PSD revela que já havia um acordo com os Independentes;
5 – Vereadores do PSD pedem demissão (o caminho mais óbvio e acertado, mas deve ser ponderado, afinal, os Vereadores fizeram a diferença, ainda que mesmo nos seus pelouros haja muito a fazer. Por exemplo, as pessoas pedem uma licença e em vez de chegar a autorização, aparece uma carta/ofício do Vereador a dizer que está no engenheiro, mas as pessoas só querem o veredito e não burocracias… logo, é preciso levar tudo até ao final. Em Cantanhede uma licença só demora 1 mês e não 10 como em Fafe);
6 – Parcídio fala que pensava que era para se manter um acordo com a coligação na intervenção na última reunião da Câmara;
7 – Raúl Cunha se teve um mandato tranquilo, deve-se em muito à lealdade e trabalho dos elementos do PSD;
8 – Para o melhor para Fafe, metam-se as mãos às consciências, Raúl Cunha tem de segurar os elementos do PSD até ao fim, até porque esse é um compromisso com Fafe;
9 – Se o objetivo é mesmo Fafe, Raúl Cunha tem de convidar e incluir o PSD neste acordo a apresentar-se às próximas eleições;
10 – Uma proposta de lista:
1-      Raúl Cunha
2-      Parcídio Summavielle
3-      (Vereadora?)
4-      José Baptista


Nota: As eleições não estão ganhas. Todos devem limar as crispações de última hora e concentrar-se em Fafe. Se não conseguirem, demitam-se todos. Fafe tem de estar em primeiro!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fafe precisa de outras políticas

Confesso que me tenho divertido à brava com a mais recente “novela de costumes” fafense. A trama está lá. Na verdade sempre esteve, mas se em tempos era o Príncipe de Maquiavel que orientava, agora parece-me que os atores estão mais virados para o clássico Kamasutra. Será influência das “Cinquenta sombras mais negras?”
Se para uns o que importava era atingir os fins, convocando a si todos os que pudessem ganhar, independentemente das cores partidárias, chegou o momento do juízo final e se aqueles deixaram as cores do coração para embarcar antes, agora já não custa nada voltar a fazer o mesmo por outros… bem feito, elas pagam-se neste mundo… já para os outros, viram a oportunidade há muito desejada – afastar quem um dia também os afastou.
A história repete-se em Fafe. É caso para dizer que a vida é uma roda, pois tanto anda como desanda!
Desconhecendo as cenas dos próximos capítulos, fomos adivinhando este desfecho que caiu que nem uma bomba e fez acalmar os ânimos das redes sociais. O grande sinal foi dado por Laurentino Dias, quando declarou que não seria mais candidato à Presidência da Assembleia Municipal. É óbvio que não é mais do que a nossa opinião, mas a sua proximidade à distrital leva-o a desviar-se da concelhia. Sem grandes ruídos, mas assertivamente. Já Raul Cunha, ainda que seja apenas simpatizante, é o Presidente da Câmara e as coisas até lhe correram bem, por isso, quem melhor do que aquele que sempre esteve com o PS Distrital e Nacional? Quando tudo parecia perdido, a concelhia já o apontava como um homem sem palavra, dá-se uma excelente jogada, apontada como “Xeque-mate” pelo blogue Jornal de Fafe, e muito bem aplicada…
Penso que será claro que só me refiro às jogadas que se passam no roseiral, já no meio do laranjal as implicações podem ser outras… mas nesse campo, ainda não possuo informações suficientes para avaliar a novela.
O que se pode esperar dos próximos capítulos?
Se me contratassem para escrever, garanto que ainda há duas grandes opções para tornar a novela mais interessante antes do final que se aguarda feliz como qualquer novela. Mas se o número dos espetadores aumenta, poderia ser interessante prolongar mais uns tempos, não acham?
As obras literárias precisam de verosimilhança ou, simplificando, necessitam de um conjunto de probabilidades para criar expetativas e agarrar a trama e o leitor/espetador. Mas como não sou o escritor desta novela, continuarei a assistir aos próximos capítulos numa qualquer esplanada em frente para o mar, nas belíssimas praias algarvias…
Mas não se preocupem, estarei aí para votar!

in Jornal Povo de Fafe (10-02-2017)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu?

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "É urgente acabar com a INDAQUA": 

«O homem que te vai lá montar o contador vai la de graça! o carro com que ele lá vai anda a ar e vento! e foi oferecido pelo divino espírito santo!tas mal habituado! querias o que? as coisas de graça?»

     a) Não sabes ler;

     b) Não se trata de pagar, ó parvo, trata-se de dizer que a “caução”, é devolvida, na teoria, mas na prática nunca é devolvida na totalidade, porque tem de se pagar para “Suspensão da ligação a pedido do utilizador”, quando bastava trocar o contador, ok?

    c) É preciso pagar os salários e os carros para lá ir? É verdade. Por isso, não foi uma equipa, mas três, ouviste bem, três para resolver isto;

    d) Se rentabilizassem os recursos, podiam ser os CTT a despachar a correspondência, mas estes têm os carteiros particulares… afinal, todos pagamos… não é? Para quê poupar?

     e) És um idiota, parvo (e parvo significa – mente pequena) que só te interessas com o teu umbigo;
     
     f) Decerto, também estás a mamar à pala de um tacho que algum político te arranjou num dos seus centros de emprego ou ser causador da mesma;

     g) Não te preocupes comigo, está tudo pago!

     h) Mas lembra-te, ó parvalhão, estamos num estado de direito. Podes dar a cara. Não sejas cobarde… Eu aceito a crítica dos outros. Mas percebo, Fafe viveu um regime fascista ou caça às bruxas até há pouco tempo, não foi?

    i) Mas também não te esqueças, usarei sempre todos os mecanismos para denunciar as injustiças… podes até não concordar, mas também não te devo nada!

     j) Obrigado por me dares razão, ao relembrares das mordomias que lá se passam... Muito obrigado, mesmo!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Câmara condenada a pagar 172 milhões no negócio da água

O negócio da água é muito vantajoso. E os Municípios que optaram por concessionar um bem precioso como a 'água' não fizeram muito bem as contas. Mas depois dos erros cometidos é preciso arcar com as consequências, certo?
Ora vejamos só este caso acabadinho de ser publicado pelo Correio da Manhã sobre aqui os nossos vizinhos de Barcelos:
Câmara de Barcelos condenada a pagar 172 milhões no caso da água

«Em janeiro de 2012, o Tribunal Arbitral de Lisboa condenou a Câmara de Barcelos a pagar, até 2035 e em tranches anuais, uma indemnização total de 172 milhões de euros à Àguas de Barcelos (AdB), para assegurar o reequilíbrio financeiro da concessão. 
Em causa o facto de os consumos previstos no contrato de concessão nunca terem sido atingidos, pelo que a AdB requereu a constituição do tribunal arbitral.
(...)
A água e o saneamento de Barcelos foram concessionados em 2004, por um executivo camarário PSD liderado por Fernando Reis, mas entretanto, em 2009, a câmara passou para as mãos do PS, que desde então tem tentado remunicipalizar aqueles serviços, por considerar a concessão "ruinosa" para os cofres camarários.»

Há coisas que nunca deveriam ser privatizadas e quando se trata de um bem essencial, como a água, muito menos!