sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Por que será que Marques Mendes está sempre a malhar no Ministro da Educação?

     Não sou cliente assíduo dos comentários da SIC aos domingos, mas sempre que posso estou lá de pedra e cal a assistir às mais variadas análises de Luís Marques Mendes. Não me deixo influenciar paulatinamente pelas suas tomadas de posição, nem pouco mais ou menos, mas na maior parte delas até que vou concordando com as suas análises. No caso do Ministro da Educação, neste caso muito concreto, confesso que até fico indignado com a forma como nos é apresentada a sua visão.
   É claro que há um guião a seguir nos comentários. Definidos previamente como mandam as regras da comunicação. E, neste enquadramento, Marques Mendes esteve muito bem nas suas explicações e na defesa das suas opiniões. No entanto, quando o jornalista aproveita a deixa da remodelação do governo para questionar quais as pastas que seriam prioritárias, eis que sem se perceber o timing surge o Ministro da Educação que continua a ser um erro de casting para Luís Marques Mendes. Também ele segue as indicações da direita e acusa o Ministro de fazer as vontades à FENPROF.
     O comentador dos domingos à noite da SIC foi um dos que se mostrou muito indignado com as tomadas de posição do atual Governo relativamente aos Colégios Privados. Falou muito do Colégio de Estarreja, porque conhece a sua situação de perto, dizia num dos comentários dominicais. Um colégio, ao que parece, com uma excelente prestação. Mas isso nunca esteve em causa e o Governo, depois de analisar as diversas situações, tomou as medidas que considerou mais justas.
     Nesta defesa da honra dos colégios, infelizmente, não vi analisada e divulgada a situação de cada Professor. As razões por que uns conseguem fazer piscinas e levar os alunos a casa em contraste com o ensino público que não tem essa capacidade. Porquê?
     Seria muito importante que se analisasse, como vários comentadores o fizeram, como são tratados os profissionais do ensino público e do ensino privado, por exemplo? É que no ensino público há regras a cumprir para todas as Escolas, já nos colégios privados, se o Estado cortar aos apoios, até há funcionários coagidos a assinar a aceitação de redução de ordenado… e cara alegre!
     Marques Mendes tem um discurso bem preciso. É claro que está longe da popularidade do Professor Marcelo. Mais distante ainda se a sua intenção passar por se candidatar à Presidência da República. Mas se este propósito estiver nos seus planos, seria de bom tom que moderasse as suas emoções em relação ao que efetivamente lhe faz alguma espécie de conflitualidade, é que os portugueses já provaram que dão maioria a pessoas que estejam sempre ligadas a um partido, mas se se prova que há tomadas de decisão mais favoráveis a uns do que a outros, não me parece que a intenção dos votos seja a mesma. Mas isto… sou eu a pensar em voz alta, ok?

     Já agora, até gostava de ver um homem de Fafe a Presidente da República, mas isso só será possível quando se deixam cair as camisolas e bandeirinhas e se ‘acredita e segue’ por entre linhas da justiça… nem que seja a de Fafe.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Voltemos às raízes…

   
 É Agosto. Voltemos às raízes. Sejamos genuínos e apreciemos os melhores sabores da amizade. Há quem diga que o amigo não precisa de avisar quando vai aparecer, mas com tanta tecnologia é melhor que o faça para garantir que terá ‘umas geladinhas’ quando chegar. Não é que não haja sempre uma ou duas, mas o calor vai alto… e as férias convidam ao relaxe refrescante.
     Mais do que umas cervejolas, os sabores de Agosto são para milhares de pessoas o aconchego tão desejado. Não importa muito o que se vai comer, chega uma sopa ou aquele arroz de feijão que mais ninguém sabe fazer. Mas não há nada como o belo prato de comida depois de dias e dias a fio longe das nossas raízes. Com o tempo, também se vão aprimorando os dotes culinários, mas nunca conseguem ser iguais às memórias de pequenino…
     Gosto de Agosto. Voltamos às raízes. Revemos velhos amigos. Saboreamos memórias e deixamo-nos invadir por um espírito genuíno. E quando são os ‘velhotes’ a contar as suas aventuras ‘daquele tempo’… ó maravilha de tempo perdido…
     Não fossem os incêndios e este era o mês perfeito. Os políticos profissionais estão de férias e os aprendizes também. As notícias até são mais saudáveis. Político em férias não faz asneira. Depois há os que gostam de política, mas são profissionais noutras áreas. Sobre esses não se ouve falar tanto. Mas são de longe os melhores.
     Agosto é mesmo um mês em grande. Cá para os nossos lados, as férias só chegam em força na segunda quinzena. Já se começa a pensar no material e nos manuais escolares. Há sempre tempo para umas idas à praia ou às cascatas do Gerês cada vez mais procuradas. Os imigrantes já começam a fazer as malas e se a viagem não fosse longa, nem os bancos da viatura escapavam a mais um presunto ou uns docinhos da região para acalmar a saudade de quando em vez…
     Ah! Já me esquecia. Em Agosto também as notícias más vão de férias. Não são todas, infelizmente. Há necessidade de encontrar argumentos para preencher os longos noticiários. Serve qualquer coisa. Nem que seja ‘notícia boa’.

     Agosto é o mês de carregar baterias. Voltemos às raízes…
inJornalPovodeFafe (11/08/2016)