sexta-feira, 27 de julho de 2012

"Canto Imperecível das Aves" na RTP1 no próximo Sábado

Foto: Patrícia Sousa (Jornal Povo de Fafe)


António Vilhena, autor da obra poética "Canto Imperecível das Aves" apresentado em Fafe numa organização do CLUB ALFA, estará na RTP1, dia 28 de Julho, sábado, a partir das 9h15, no programa da manhã, para falar do seu livro.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Estudar Latim e Grego?


            Não é porque o frigorífico lá de casa de chama Ariston (o melhor) ou porque prefiro calçar sapatilhas da nike (vitória) que focamos a necessidade das línguas clássicas, verificar a sua presença é importante para uma melhor e mais rápida compreensão do léxico, mas perceber que através delas somos confrontados com séculos de civilização é uma mais-valia para criar um espírito crítico sobre a sociedade.
            O ‘Pensar’ é tido nos tempos que correm como uma ação muito penosa. Dá trabalho e isso cansa. Ter pessoas a pensar pode não ser muito agradável para o sistema político. As pessoas que pensam, por norma, são mais exigentes. Mas há também aqueles que pensam e têm ideias diferentes, causando embaraço sobretudo para os ‘agarrados’ do poder. Por outro lado, dar a ideia de uma sociedade intelectual, mesmo que seja através de cursos rápidos, dá a sensação que somos importantes e, de facto, não passa de uma ilusão ótica. O país vive de fachada de títulos de ‘doutor’ ou, ainda mais grave, ‘amigo do senhor doutor’ dá sempre outra pinta. Mas quem precisa disto? Os incultos, os pobres de espírito…
            Esta e outras questões são levantadas pelo que significam numa sociedade abandonada em questões civilizacionais, onde impera o fator economicista em detrimento das ciências sociais e humanas. O país está a formar, em grande escala, gente que não sabe pensar sem fórmulas matemáticas e, sem sombra de dúvidas, esta questão afeta a estrutura social. Não queremos dispensar a matemática, seja claro, nem é disso que se trata, até porque a matemática ajuda à disciplina mental e é uma das maiores recorrências dos clássicos, mas uma sociedade que seja dirigida só a pensar em números comete muitas atrocidades.
            Os queixumes em relação às gerações das novas oportunidades, têm alguma razão de ser, o que não se poderá fazer é que a vida seja uma constante ‘novas oportunidades’. Encaminhar um aluno para um curso novas oportunidades é dar a hipótese de uma formação mais prática e possivelmente motivar para o prosseguimento de estudos ou um ramo profissional específico. O que não se deve é querer que tudo seja encaminhado pelo que é mais fácil. A sociedade precisa de gente capaz de construir opinião. Gente que não obedece às ordens só porque os outros são dirigentes políticos, polícias ou qualquer outro cargo que possam interferir de modo negativo nas suas vidas, mas sim gente capaz de raciocinar e saber distinguir o bem do mal e, dentro da conduta desses padrões, exigir o que é seu por direito.        Todos os cidadãos são iguais, por isso, formem-se Homens e não máquinas.
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (20-07-2012)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Palavras com sabor...

«Tenho de agradecer ao Stor,
se não fosse o Stor não sei se não tinha desistido.
O Stor ali, sempre a insistir...»

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"O Canto Imperecível das Aves", Jornal Povo de Fafe


Quando se conjugam forças…


… as coisas simplesmente acontecem.
            Há momentos na vida para tudo: sonhar, gritar, saltar, chorar, rir, acreditar, desacreditar, encarar… e amar. O amadurecimento reconhece-se a partir daquele momento em que já não importa o que dizem os outros sobre as nossas ações, mas importa a sensação que cada ato nos provoca. O dealbar de cada dia tem sempre mais uma vitória a alcançar quanto se tem em mãos o único objetivo fundamental ao ser humano, viver.
            É tão bom saber olhar tudo o que nos rodeia com harmonia. Acreditar nas plantas, nos animais, nos gestos mais inocentes. É certo que nem tudo surge com a melhor das intenções, mas qualquer espírito mais atento saberá resguardar a sua exposição de modo a que os mais cobiçosos jamais alcancem a confiança desejada.
            Se em tempos, bem remotos, determinadas apostas culturais, artísticos… e mesmo académicas estavam ao alcance de uma elite, hoje sabemos que enquanto uns exigem um esforço maior (os académicos, se não forem aldrabados), por outro lado as mais diversas atividades culturais, artísticas, desportivas, recreativas… estão bem ao alcance de todos aqueles que ousarem arriscar um pouco do seu tempo em prol de uma causa específica.
            A educação, a cultura, a arte, o desporto, a ação social… não são pertença de um grupo de elite, embora os meios de comunicação social nos façam parecer isso, porque quase só sabem fotografar ou destacar os seus dirigentes, quando estes, tantas e tantas vezes, só aparecem para cortar a fita. As comunidades, as associações ou os simples grupos têm sempre muito mais gente a trabalhar em favor de uma determinada causa do que aquelas que surgem aos olhos do mundo e pode-se provar que tudo acontece porque há uma enorme conjugação de forças, o que vem provar que subestimar os que estão em posição hierárquica inferior nem sempre acarreta bons resultados, porque estes muitas vezes lembram-se e arriscam sozinhos e as coisas simplesmente acontecem.
            Toda esta reflexão bem a propósito de exemplos conhecidos na organização social das comunidades e a envolvência do meio com os factos. A sociedade é mesmo pouco exigente em matéria de produção e isso reflete-se nas notas informativas da comunicação social. Se os leitores dos jornais exigissem saber mais, por exemplo conhecer todos os envolvidos para que um festival, uma feira ou uma festa qualquer, a notícia não focaria as atenções no individual mas teria de abordar o coletivo. Talvez seja este o trabalho que falta fazer para que as pessoas deixem de ser controladas pelos detentores do poder, porque ao conhecer quem realmente impulsiona os trabalhos (como acontece com a ficha técnica de uma peça de teatro) serão estes que merecerão o aplauso do público e só há duas opções: ou todos trabalham ou os chefes caem (confesso que já vi este filme).
            A ideia aqui abordada não tem nada de novidade, mas merece destaque porque é o que está acontecer com o impulso da blogosfera que vem dar voz direta ao povo ao trabalhar diretamente com os cidadãos. O que os jornais rejeitam, cabe muito bem nos blogues e o concelho de Fafe disso já não se livra, porque surgiu um blog que revolucionou a blogosfera em Fafe, o Blog Montelongo, e a rede já é enorme e está espalhada pelo mundo.
Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (13/07/2012)

sábado, 7 de julho de 2012

Um país que não exporta também não gera riqueza


            Os impostos são a arma do mais fraco. Faltam estudos para a criação de novas empresas. Nem todos os cidadãos podem ser empresários. É vergonhoso a redução desmedida de salários. Continuar a votar nos políticos profissionais é dar esmolas chorudas aos ricos. Revolução de mentalidades precisa-se!
            Este país vive há muitos anos debaixo das teias do poder, mas não é de um poder qualquer. Os políticos são acusados sistematicamente pelas trapalhadas que acontecem, embora a lógica seria essa, ou seja, eles mandarem e por isso serem apontados quando alguma coisa falha, a verdade é que a maior parte das vezes não passam de ‘paus mandados’ ao serviço dos grandes interesses económicos. O resultado de tudo isto sobra sempre para o lado mais fraco: como não podem impor-se contra o grande capital, viram-se para o povo ou melhor para os seus impostos. Carga fiscal sobre carga fiscal.
            Já começa a cansar ouvir tantas referências à necessidade de criar novas empresas, pequenas e médias dizem eles, mas a grande questão que se impõe é: Empresas de quê? Portugal é um país extremamente pequeno, mas tem muitas potencialidades que podem incidir sobre muitos e diferentes sectores, mas para isso é preciso, de uma vez por todas, concentrar energias e criar um plano de intervenção, não só para criar empresas com vista à exportação mas sobretudo que não se atropelam mutuamente neste retângulo minúsculo. Ao mesmo tempo, importa perceber que nem todos podem ser empresários, nem todos podem abrir uma mercearia ou um café, mas todos podem e devem contribuir, por isso, ao pensar em novos investimentos, é importante pensar no número de trabalhadores necessários e apoiar as empresas que iniciam atividade e conseguem reunir nos seus quadros o maior número de trabalhadores. Se uma empresa produz vai gerar riqueza, se tem trabalhadores vão pagar impostos, vão comprar casa, logo estão todos a contribuir para a riqueza do país. É preciso mais alguma coisa?
            Nenhum país avança com o descontentamento da sua população. O ordenado miserável proposto aos enfermeiros, e não só, é o sinal da fraqueza de um estado que apostou muito dinheiro na formação de profissionais e que agora os quer impedir de exercer as suas funções. Será isto sinal de inteligência? Não seria mais firme uma posição de rentabilização de recursos de modo a distribuir profissionais qualificados por outras valências de acompanhamento social, onde os utentes tantas vezes são tratados como lixo por gente sem escrúpulos?
            A grande preocupação dos políticos não passa de todo pela governação do país, mas pela obediência aos seus chefes, aos patrões que lhes garantem a candidatura de quatro em quatro anos. Alinhar com o partido é a regra base para quem precisa manter o seu tacho. As teorias sobre empreendedorismo, património, educação… e tantas outras não passam de farsas, porque na hora da verdade, as ideias ficam na cabeça ou o lançamento de livros nas gavetas, porque impor-se contra os ‘tubarões’ é assassinar o ordenado gigante.
            Revolução de mentalidades precisa-se!

Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (06-07-2012)

domingo, 1 de julho de 2012

CLUB ALFA, A Cultura e a Arte também são livros e outras coisas…


            A associação CLUB ALFA tem a seu cargo duas atividades importantes no próximo fim-de-semana: sexta, dia 6 de julho, a apresentação do livro “Canto Imperecível das Aves” de António Vilhena; sábado, dia 7 de julho, o apoio logístico às artesãs de Regadas que vão participar na ‘Feira das Coisas’ promovida pela Naturfaf.
            Os dois eventos decorrerão na Arcada em Fafe. O primeiro no salão nobre do Club Fafense e o segundo no exterior como seria de esperar face à atividade em si. E, como não poderia deixar de ser, TODOS SÃO CONVIDADOS.