sábado, 28 de abril de 2012

Crónica do sossego no Abril desassossegado


O Abril não se cumpriu! Nem tão pouco se cumprirá…
As armas continuam sem cravos e as gentes oprimidas nos gestos e nas palavras.
O Abril, o Abril não é mais meu, nem teu e muito menos nosso.
O Abril é dos tolos que proíbem a liberdade nos passeios da cidade. É também dos outros senhores que de dia distribuem sorrisos falsos e à noite pancadas de hipocrisia.
Sosseguem os malfeitores, os pobres de espírito e alguns doutores.
Sosseguem os políticos, os jornais e seus controladores.
Sosseguem mulheres de poucas condutas e sosseguem também os homens que levantam as batutas.
Sosseguem as ruas das cidades, das vilas e lugarejos.
Sosseguem as pedras da calçada.
Sosseguem os criminosos, oportunistas e mentirosos.
Sosseguem as igrejas.
Sosseguem os vendedores de alma ao diabo e da honra ao pecado.
O Abril não se cumpriu, nem tão pouco se cumprirá,
porque neste fado…
Este Abril não vive mais!

Pedro Miguel Sousa, in Jornal Povo de Fafe (28-04-2012)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

POESIA


Nem tudo o que leio
é poesia.
Nem tudo o que junto
é estrofe.
Nem tudo o que escrevo
é verso.
Nem tudo o que digo
é palavra.
Nem tudo o que pronuncio
é sílaba.
Nem tudo o que desenho
é letra.
Mas tudo o que canto
É LIBERDADE,
            meu amor!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Como se constroem lares, centros de cuidados continuados com piscina olímpica e berçário, escolas, sedes de associações… sem pedir dinheiro pelas portas?



O problema não são os peditórios de hoje, mas as facadas nas costas do passado!

            Há duas semanas atrás escrevia o artigo «Durante 7 anos nem uma palavra de louvor, mas agora precisam de todos…» e, como já era de esperar, a interpretação de conveniência centrou-se em poucas palavras «… um peditório, mais um de tantos nesta terra». A grande questão deste artigo nunca foi o peditório, pois cada uma faz o que realmente acha melhor e as pessoas visadas ou dão ou não, mas sim um elogio rasgado agora a uma junta que fora tão mal tratada na altura pelos mesmos que hoje ‘parecem’ precisar de os elogiar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

As reformas e as injustiças

A problemática das reformas não é nova. O aumento da esperança média de vida ou a escassez de recursos financeiros na segurança social são dois fatores preponderantes para essa mesma adequação a novos tempos. Mas será essa a forma mais justa de combater os problemas?
Aparentemente, traçar as leis pelo mesmo princípio parece mesmo coisa da democracia, depois de algumas análises verifica-se que a democracia é uma expressão disfarçada que serve para tudo, principalmente para justificar a igualdade quando esta interessa a grandes grupos económicos ou a classes privilegiadas.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Durante 7 anos nem uma palavra de louvor, mas agora precisam de todos…

Aceita-se quase tudo da política, nunca do jornalismo!
Deixar que tudo possa ser dito é um teste, não à resistência porque essa é cada vez maior mas aos princípios do jornalismo e sobretudo enquanto pessoas. Não se pode dizer o que se quer e ouvir o que nos convém. A política perdeu a credibilidade porque os interesses pessoais foram colocados à frente dos interesses das comunidades, mas aceitar que se faça o mesmo no jornalismo é demais.