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terça-feira, 29 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Todos os ciclos de Ensino num só lugar?
A saga continua e a Educação parece querer entrar direitinha para uma fábrica de enlatados. Como se não bastasse o encerramento de várias Escolas, agora querem aparecer as fusões de Agrupamentos.
Desde sempre me insurgi contra esta forma de união de agrupamentos, não que me pareça estranha a sua gestão enquanto agrupamento, mas porque insisto em não concordar com a junção do primeiro ciclo com o segundo e terceiro num mesmo espaço. Os Agrupamentos podiam funcionar da mesma forma tendo várias escolas a funcionar, ou se preferissem poderiam ter uma para o primeiro ciclo e outra para o segundo e terceiro, porque as idades são muito distintas e, conforme já revelaram alguns psicólogos, a agitação das crianças é notória diariamente.
Em Fafe tivemos a construção de várias Escolas que já tinham o seu tempo de vida limitado, isto é progresso? Isto é pensar no bem público? O que achamos engraçado é o facto de algumas escolas terem dispensado alunos para outras e agora andam aflitos que as pessoas voltem a matricular lá os seus filhos, porque correm sérios riscos de encerrar.
Já que optaram por agrupar, não seria bem mais producente aplicar os dinheiros num agrupamento bivalente? Um excelente espaço para o pré-escolar e primeiro ciclo e outro para os segundo e terceiro ciclos?
Sabemos perfeitamente que as estratégias políticas obrigam muitas vezes a manobras de diversão, mas agora os dinheiros dos nossos impostos estão por aí enterrados em paredes de betão que pouco ou nada irão servir se não aparecerem projectos de grande dimensão e que tenham a formação e a cultura como patamar principal. Será que isto já está a ser questionado? Será que vão ser contemplados os projectos que olham para a projecção de Fafe numa perspectiva de intervenção social ou apenas de mais um espaço para funcionar aos fins-de-semana como sede de uma qualquer organização que tem apenas taças para colocar numa montra?
Estas e outras questões terão de ser bem ponderadas pelos agentes culturais e estes espaços não podem viver apenas de fins-de-semana, mas podem ser auxiliadores de uma cultura espalhada pelo concelho no campo da cultura pelas artes.
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (25-06-2010)
Desde sempre me insurgi contra esta forma de união de agrupamentos, não que me pareça estranha a sua gestão enquanto agrupamento, mas porque insisto em não concordar com a junção do primeiro ciclo com o segundo e terceiro num mesmo espaço. Os Agrupamentos podiam funcionar da mesma forma tendo várias escolas a funcionar, ou se preferissem poderiam ter uma para o primeiro ciclo e outra para o segundo e terceiro, porque as idades são muito distintas e, conforme já revelaram alguns psicólogos, a agitação das crianças é notória diariamente.
Em Fafe tivemos a construção de várias Escolas que já tinham o seu tempo de vida limitado, isto é progresso? Isto é pensar no bem público? O que achamos engraçado é o facto de algumas escolas terem dispensado alunos para outras e agora andam aflitos que as pessoas voltem a matricular lá os seus filhos, porque correm sérios riscos de encerrar.
Já que optaram por agrupar, não seria bem mais producente aplicar os dinheiros num agrupamento bivalente? Um excelente espaço para o pré-escolar e primeiro ciclo e outro para os segundo e terceiro ciclos?
Sabemos perfeitamente que as estratégias políticas obrigam muitas vezes a manobras de diversão, mas agora os dinheiros dos nossos impostos estão por aí enterrados em paredes de betão que pouco ou nada irão servir se não aparecerem projectos de grande dimensão e que tenham a formação e a cultura como patamar principal. Será que isto já está a ser questionado? Será que vão ser contemplados os projectos que olham para a projecção de Fafe numa perspectiva de intervenção social ou apenas de mais um espaço para funcionar aos fins-de-semana como sede de uma qualquer organização que tem apenas taças para colocar numa montra?
Estas e outras questões terão de ser bem ponderadas pelos agentes culturais e estes espaços não podem viver apenas de fins-de-semana, mas podem ser auxiliadores de uma cultura espalhada pelo concelho no campo da cultura pelas artes.
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (25-06-2010)
sábado, 19 de junho de 2010
A Imprensa Escrita e a Blogosfera em Fafe
A Imprensa Escrita, a Rádio e a Televisão dominaram durante várias décadas o sistema de informação. Grandes Manifestos ou Folhetins, ainda hoje alvo de estudos sociológicos ou literários nas nossas Universidades, fizeram o ardina gritar as manchetes mais hilariantes ou a correria em massa para ouvir ou ver as notícias à hora certa.
Na tese de doutoramento do Professor Dinis Manuel Alves, foi provado que as notícias televisivas recorrem em grande escala à Imprensa Escrita para construir a informação a transmitir, note-se as frases: «Segundo o Jornal de Notícias… Na coluna semanal do Público… O Correio da Manhã…». Agora, ainda que se prolongue a recolha de informação na Imprensa Escrita, já se ouve ou lê a referência aos blogues, sejam estes pessoais (note-se grande referência aos de personalidades políticas) ou institucionais.
Já é impossível tentar esquecer que este fenómeno internético existe ou caluniar a sua concorrência à Imprensa Escrita, à Rádio ou à Televisão, porque em nada atropela, apenas a completa. De facto, é imprescindível ligar as entidades informativas à internet, mais não seja para promover as notícias que serão desenvolvidas na edição impressa.
Em última análise, destacamos o que algumas vozes críticas apontam como um problema, ou seja, ‘a não existência de um director para mediar o que deve ser ou não publicado’. Este é o ponto que discordamos, porque cada um deve ser responsável por aquilo que faz e saber ser o seu próprio director. O que não se consegue agora é controlar os blogues, porque é mais fácil controlar dois ou três directores de jornais com cinquenta jornalistas e colaboradores do que ‘cada um dos cinquenta jornalistas e colaboradores’ e todos sabem que há pressões de vários lobbies para que se publique apenas o que é bonito de se dizer. Ainda que se devam destacar os directores que, responsabilizando os seus jornalistas e colaboradores, permitem de forma honesta e jornalística publicar os seus textos.
O concelho de Fafe também tem o seu jornalismo escrito com publicações semanais e já tem um espaço de referência na blogosfera. Depois de alguma observação atenta, verificamos que ambos funcionam sem se atropelar. Contudo, pensamos que há ainda um percurso necessário a fazer que a Imprensa Escrita, mais conservadora, ainda não alcançou, isto é, a recorrência às notícias postadas nos blogues de maior referência. O certo é que o contrário já acontece, por exemplo, o Blog Montelongo (http://blogmontelongo.blogspot.com), blog que tem os seus posts de qualidade reconhecida e ligação para diversos sites que falam de Fafe, tem por hábito anunciar as principais notícias dos dois semanários de Fafe, o que permite a que haja uma procura nas bancas a quem pretende aumentar a sua informação.
Talvez seja este o caminho necessário, sem receios, porque um não atropela mesmo o outro e o papel, ainda com tanta tecnologia, não será de todo substituído, porque este tem características singulares e marcas culturais indispensáveis à formação e informação das pessoas.
in Jornal Povo de Fafe (18-06-2010)
Pedro Miguel Sousa
Na tese de doutoramento do Professor Dinis Manuel Alves, foi provado que as notícias televisivas recorrem em grande escala à Imprensa Escrita para construir a informação a transmitir, note-se as frases: «Segundo o Jornal de Notícias… Na coluna semanal do Público… O Correio da Manhã…». Agora, ainda que se prolongue a recolha de informação na Imprensa Escrita, já se ouve ou lê a referência aos blogues, sejam estes pessoais (note-se grande referência aos de personalidades políticas) ou institucionais.
Já é impossível tentar esquecer que este fenómeno internético existe ou caluniar a sua concorrência à Imprensa Escrita, à Rádio ou à Televisão, porque em nada atropela, apenas a completa. De facto, é imprescindível ligar as entidades informativas à internet, mais não seja para promover as notícias que serão desenvolvidas na edição impressa.
Em última análise, destacamos o que algumas vozes críticas apontam como um problema, ou seja, ‘a não existência de um director para mediar o que deve ser ou não publicado’. Este é o ponto que discordamos, porque cada um deve ser responsável por aquilo que faz e saber ser o seu próprio director. O que não se consegue agora é controlar os blogues, porque é mais fácil controlar dois ou três directores de jornais com cinquenta jornalistas e colaboradores do que ‘cada um dos cinquenta jornalistas e colaboradores’ e todos sabem que há pressões de vários lobbies para que se publique apenas o que é bonito de se dizer. Ainda que se devam destacar os directores que, responsabilizando os seus jornalistas e colaboradores, permitem de forma honesta e jornalística publicar os seus textos.
O concelho de Fafe também tem o seu jornalismo escrito com publicações semanais e já tem um espaço de referência na blogosfera. Depois de alguma observação atenta, verificamos que ambos funcionam sem se atropelar. Contudo, pensamos que há ainda um percurso necessário a fazer que a Imprensa Escrita, mais conservadora, ainda não alcançou, isto é, a recorrência às notícias postadas nos blogues de maior referência. O certo é que o contrário já acontece, por exemplo, o Blog Montelongo (http://blogmontelongo.blogspot.com), blog que tem os seus posts de qualidade reconhecida e ligação para diversos sites que falam de Fafe, tem por hábito anunciar as principais notícias dos dois semanários de Fafe, o que permite a que haja uma procura nas bancas a quem pretende aumentar a sua informação.
Talvez seja este o caminho necessário, sem receios, porque um não atropela mesmo o outro e o papel, ainda com tanta tecnologia, não será de todo substituído, porque este tem características singulares e marcas culturais indispensáveis à formação e informação das pessoas.
in Jornal Povo de Fafe (18-06-2010)
Pedro Miguel Sousa
sábado, 12 de junho de 2010
As línguas clássicas são um excelente veículo para a estrutura mental
Saber fazer rápido, pode ser fácil. Saber fazer bem, também pode ser fácil. Saber fazer rápido e bem, pode já não ser tão fácil!
Perante um mercado cada vez mais competitivo, onde a formação base é obrigada a misturar-se com uma atitude dinâmica e multifuncional, resolvemos observar de perto o que é procurado pelas entidades que pretendem alargar os seus potenciais e afirmar-se no mercado nacional e, principalmente, internacional.
Ainda que as novas tecnologias sejam já uma ferramenta indispensável no dia-a-dia e quem não souber lidar com elas seja considerado ultrapassado, o certo é que estas só funcionam com uma verdadeira estrutura mental. Ou seja, os estudos humanistas são fundamentais para um equilíbrio de emoções que vão despontar uma aplicação de excelência na prática. Beber na fonte dos estudos clássicos, conhecer as suas regras e pensamentos, ouvir com atenção as suas obras e levá-las a uma prática consciente, isto é, estudar a língua dos gregos e dos romanos, traduzindo caso a caso (declinações) permite adquirir uma estrutura mental verdadeiramente arrumada. Esta acção, ainda que reconhecida mais tarde, leva o estudioso a aplicar essa mesma estrutura na sua forma de actuação do dia-a-dia, o que permite ganhar um ritmo de trabalho muitas vezes considerado alucinante, uma vez que permite fazer muitas coisas ao mesmo tempo e adaptar-se com facilidade a qualquer tipo de trabalho ou a ajustar a sua função dentro do seu próprio trabalho.
Esta forma de actuação não tem nada de impossível, bastaria que o estudo das línguas clássicas fosse obrigatório no terceiro ciclo ou no secundário, não se ganhava apenas a dinâmica, mas também a pessoa que dava menos valor ao virtual e mais ao humano, usava apenas o virtual para o essencial e nunca se deixava ultrapassar por este. Além do mais, saberia escrever correctamente o português, a cultura geral seria muito mais eficaz e, em vez de se discutir ‘o carrascão ou o presunto defumado’, os grandes filósofos ou poetas da comédia e da tragédia seriam alvo de observação espontânea, sem nunca se esquecer o néctar de Baco, obviamente!
Por uma cultura humanista para todos!
in Jornal Povo de Fafe (11-06-2010)
Pedro Miguel Sousa
Perante um mercado cada vez mais competitivo, onde a formação base é obrigada a misturar-se com uma atitude dinâmica e multifuncional, resolvemos observar de perto o que é procurado pelas entidades que pretendem alargar os seus potenciais e afirmar-se no mercado nacional e, principalmente, internacional.
Ainda que as novas tecnologias sejam já uma ferramenta indispensável no dia-a-dia e quem não souber lidar com elas seja considerado ultrapassado, o certo é que estas só funcionam com uma verdadeira estrutura mental. Ou seja, os estudos humanistas são fundamentais para um equilíbrio de emoções que vão despontar uma aplicação de excelência na prática. Beber na fonte dos estudos clássicos, conhecer as suas regras e pensamentos, ouvir com atenção as suas obras e levá-las a uma prática consciente, isto é, estudar a língua dos gregos e dos romanos, traduzindo caso a caso (declinações) permite adquirir uma estrutura mental verdadeiramente arrumada. Esta acção, ainda que reconhecida mais tarde, leva o estudioso a aplicar essa mesma estrutura na sua forma de actuação do dia-a-dia, o que permite ganhar um ritmo de trabalho muitas vezes considerado alucinante, uma vez que permite fazer muitas coisas ao mesmo tempo e adaptar-se com facilidade a qualquer tipo de trabalho ou a ajustar a sua função dentro do seu próprio trabalho.
Esta forma de actuação não tem nada de impossível, bastaria que o estudo das línguas clássicas fosse obrigatório no terceiro ciclo ou no secundário, não se ganhava apenas a dinâmica, mas também a pessoa que dava menos valor ao virtual e mais ao humano, usava apenas o virtual para o essencial e nunca se deixava ultrapassar por este. Além do mais, saberia escrever correctamente o português, a cultura geral seria muito mais eficaz e, em vez de se discutir ‘o carrascão ou o presunto defumado’, os grandes filósofos ou poetas da comédia e da tragédia seriam alvo de observação espontânea, sem nunca se esquecer o néctar de Baco, obviamente!
Por uma cultura humanista para todos!
in Jornal Povo de Fafe (11-06-2010)
Pedro Miguel Sousa
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Feliz dia da Criança todos os dias
No dia 1 de Junho, precisamente no dia em que escrevo esta crónica, é celebrado o dia da criança. Talvez este dia fosse despropositado, bastava acabar a guerra, a fome, o terror, a insegurança, os maus tratos e tantas outras atrocidades cobardemente cometidas contra estes ‘seres humanos’ indefesos.
Sempre admirei a atitude da criança. Embora as suas posições sejam algumas vezes de egoísmo, o certo é que uma zanga é esquecida no imediato e partem logo para mais uma aventura imaginária sem se aperceberem das guerras e lutas dos ditos crescidos. O seu poder de perdão é imenso. É mesmo fantástico!
Apesar de tudo isto, nem sempre as crianças crescem nos melhores meios e os exemplos que vão adquirindo são os mais terríveis: os pais bebem demais; o ambiente familiar é vergonhoso; a comunidade tem líderes que só pensam no próprio bem-estar… ou seja, o mundo da rua é o seu guia mais próximo, seja para o bem ou para o mal.
Neste dia surgem muitas festas, espalhadas por todo o lado, com balões e prendinhas, mas amanhã volta a realidade e muitas crianças continuam sem ter uma família equilibrada (não precisa ser rica). Amanhã as crianças já não têm aulas de música, dança e expressão dramática. Amanhã já não têm festa. Amanhã já ninguém se lembra que hoje ou ontem ou mesmo anteontem foi dia da criança e que esta tem direito a ter uma vida, mesmo não tendo o direito ao voto.
Em vez dos agentes culturais e sociais andarem à procura de protagonismo a anunciar ‘a banha da cobra’ com obras para tentarem disfarçar os erros dos crescidos, deviam preocupar-se em conseguir um bom sistema de saúde (para não terem de esperar dias a fio por uma simples consulta), escolas com qualidade nas infra-estruturas e nos recursos humanos e actividades culturais e recreativas para que todas as crianças pudessem ter acesso e com isso crescer na sabedoria, no conhecimento.
Quando ouço a célebre frase - ‘há uma criança dentro de cada um de nós’ – costumo dizer que a minha está bem viva, o que me tem permitido dizer o que penso e, neste momento, penso que as crianças continuam a brincar livremente, ao contrário dos grandes que muitas vezes não são mais do que marionetas nas mãos de um líder qualquer e em conjunto procuram abafar os podres cometidos de uns e de outros. Mas não se deve ignorar o passado, porque um dia, em Belém, nasceu ‘uma criança’ e o Rei tentou matá-la, mas ela cresceu e arrumou a casa de seu Pai que estava tomada por comerciantes que procuravam lucros indevidos e, mesmo esta tendo sido construída com o suor do povo, achavam que tinham apenas eles o direito a usá-la como quisessem.
Este Menino foi morto numa cruz, mas ainda hoje se fala dele como um Homem de coragem, ao contrário dos que usavam o templo para o comércio!
Feliz dia da criança todos os dias!
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (04-06-2010)
Sempre admirei a atitude da criança. Embora as suas posições sejam algumas vezes de egoísmo, o certo é que uma zanga é esquecida no imediato e partem logo para mais uma aventura imaginária sem se aperceberem das guerras e lutas dos ditos crescidos. O seu poder de perdão é imenso. É mesmo fantástico!
Apesar de tudo isto, nem sempre as crianças crescem nos melhores meios e os exemplos que vão adquirindo são os mais terríveis: os pais bebem demais; o ambiente familiar é vergonhoso; a comunidade tem líderes que só pensam no próprio bem-estar… ou seja, o mundo da rua é o seu guia mais próximo, seja para o bem ou para o mal.
Neste dia surgem muitas festas, espalhadas por todo o lado, com balões e prendinhas, mas amanhã volta a realidade e muitas crianças continuam sem ter uma família equilibrada (não precisa ser rica). Amanhã as crianças já não têm aulas de música, dança e expressão dramática. Amanhã já não têm festa. Amanhã já ninguém se lembra que hoje ou ontem ou mesmo anteontem foi dia da criança e que esta tem direito a ter uma vida, mesmo não tendo o direito ao voto.
Em vez dos agentes culturais e sociais andarem à procura de protagonismo a anunciar ‘a banha da cobra’ com obras para tentarem disfarçar os erros dos crescidos, deviam preocupar-se em conseguir um bom sistema de saúde (para não terem de esperar dias a fio por uma simples consulta), escolas com qualidade nas infra-estruturas e nos recursos humanos e actividades culturais e recreativas para que todas as crianças pudessem ter acesso e com isso crescer na sabedoria, no conhecimento.
Quando ouço a célebre frase - ‘há uma criança dentro de cada um de nós’ – costumo dizer que a minha está bem viva, o que me tem permitido dizer o que penso e, neste momento, penso que as crianças continuam a brincar livremente, ao contrário dos grandes que muitas vezes não são mais do que marionetas nas mãos de um líder qualquer e em conjunto procuram abafar os podres cometidos de uns e de outros. Mas não se deve ignorar o passado, porque um dia, em Belém, nasceu ‘uma criança’ e o Rei tentou matá-la, mas ela cresceu e arrumou a casa de seu Pai que estava tomada por comerciantes que procuravam lucros indevidos e, mesmo esta tendo sido construída com o suor do povo, achavam que tinham apenas eles o direito a usá-la como quisessem.
Este Menino foi morto numa cruz, mas ainda hoje se fala dele como um Homem de coragem, ao contrário dos que usavam o templo para o comércio!
Feliz dia da criança todos os dias!
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (04-06-2010)
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